Ao longo de sua histria, o Brasil tem enfrentado o problema da excluso social que gerou
grande impacto nos sistemas educacionais. Hoje, milhes de brasileiros ainda no se beneficiam
do ingresso e da permanncia na escola, ou seja, no tm acesso a um sistema de educao
que os acolha.
Educao de qualidade  um direito de todos os cidados e dever do Estado; garantir o exerccio
desse direito  um desafio que impe decises inovadoras.
Para enfrentar esse desafio, o Ministrio da Educao criou a Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad, cuja tarefa  criar as estruturas necessrias para formular,
implementar, fomentar e avaliar as polticas pblicas voltadas para os grupos tradicionalmente
excludos de seus direitos, como as pessoas com 15 anos ou mais que no completaram o Ensino
Fundamental.
Efetivar o direito  educao dos jovens e dos adultos ultrapassa a ampliao da oferta de vagas
nos sistemas pblicos de ensino.  necessrio que o ensino seja adequado aos que ingressam na
escola ou retornam a ela fora do tempo regular: que ele prime pela qualidade, valorizando e respeitando
as experincias e os conhecimentos dos alunos.
Com esse intuito, a Secad apresenta os Cadernos de EJA: materiais pedaggicos para o 1. e o
2. segmentos do ensino fundamental de jovens e adultos. Trabalho ser o tema da abordagem
dos cadernos, pela importncia que tem no cotidiano dos alunos.
A coleo  composta de 27 cadernos: 13 para o aluno, 13 para o professor e um com a concepo
metodolgica e pedaggica do material. O caderno do aluno  uma coletnea de textos
de diferentes gneros e diversas fontes; o do professor  um catlogo de atividades, com sugestes
para o trabalho com esses textos.
A Secad no espera que este material seja o nico utilizado nas salas de aula. Ao contrrio,
com ele busca ampliar o rol do que pode ser selecionado pelo educador, incentivando a articulao
e a integrao das diversas reas do conhecimento.
Bom trabalho!
Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad/MEC
Apresentao
CP_iniciais.qxd 21.01.07 14:33 Page 1
Caro professor
Este caderno foi desenvolvido para voc, pensando no seu trabalho cotidiano de educar jovens
e adultos. Esperamos que ele seja uma ferramenta til para aprimorar esse trabalho. O caderno
que voc tem em mos faz parte da coleo Cadernos de EJA, e  um dos frutos de uma
parceria entre as universidades brasileiras ligadas  Rede Unitrabalho e o Ministrio da Educao.
As atividades deste caderno contemplam assuntos e contedos destinados a todas as sries
do ensino fundamental e seguem a seguinte lgica:
 Cada texto do caderno do aluno serve de base para uma ou mais atividades de diferentes reas
do conhecimento; cada atividade est formulada como um plano de aula, com objetivos, descrio,
resultados esperados, etc.
 As atividades admitem grande flexibilidade: podem ser aplicadas na ordem que voc considerar
mais adequada aos seus alunos. Cabe a voc escolher quais atividades ir usar e de que forma.
Os segmentos para os quais as atividades se destinam esto indicados pelas cores das tarjas
laterais: as atividades do nvel I (1- a 4- sries) possuem a lateral amarela; as do nvel II (5- a 8 -
sries) tm a lateral vermelha. Se a atividade puder ser aplicada em ambos os nveis, a lateral
ser laranja. Essa classificao  apenas indicativa. Cabe a voc avaliar quais atividades so as
mais adequadas para a turma com a qual est trabalhando.
 Graas  proposta de um trabalho multidisciplinar, uma atividade indicada para a rea de
Matemtica, por exemplo, poder ser usada em uma aula de Geografia, e assim por diante.
As atividades de Educao e Trabalho e Economia Solidria tambm podero ser aplicadas aos
mais diversos componentes curriculares.
Ao produzir este material pedaggico a equipe teve a inteno de estimular a liberdade
e a criatividade. Se a partir das sugestes aqui apresentadas, voc decidir escolher outros textos
e elaborar suas prprias atividades aproveitando algumas das idias que estamos partilhando,
estaremos plenamente satisfeitos. Acreditamos profundamente na sua capacidade de discernir
o que  melhor para as pessoas com as quais est dividindo a desafiadora tarefa de se apropriar
da cultura letrada e se formar cidado.
Bom trabalho!
Equipe da Unitrabalho
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Como utilizar a pgina de atividade
Numerao: indica o
texto correspondente
ao caderno do aluno.
rea: indica a rea
do conhecimento.
Nvel: sugere o segmento
do ensino fundamental
para aplicao da atividade.
Materiais e tempo:
materiais indicados para
a realizao da atividade,
especialmente aqueles que no
esto disponveis em sala
de aula (opcional), e o tempo
sugerido para o desenvolvimento
da atividade.
Contexto:
insere o tema
no cotidiano do aluno.
Dicas:
bibliografia de suporte,
sites, msicas, filmes, etc.
que ajudam o professor
a ampliar o tema
(opcional).
Cor lateral:
indica o nvel sugerido.
Descrio:
passos que o professor
deve seguir para discutir
com os alunos os
conceitos e questes
apresentados na
atividade proposta.
Introduo:
pontos principais do
texto transformados
em problematizaes
e questes para o
professor.
Objetivos:
aes que tanto aluno
como professor
realizaro.
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1 A influncia africana na cultura brasileira Matemtica II 8
2 Trabalho escravo, assalariado e cooperativo Econ. Sol. I e II 9
Trabalho (re)forado Geografia I e II 10
O trabalho da memria Histria II 11
Nveis de Linguagem e Variao Lingstica Portugus I e II 12
3 Trocas gasosas Cincias I e II 13
Sistema Respiratrio Cincias I e II 14
Trabalho: necessidade ou liberdade? Ed. Trab. I e II 15
A descrio - universo afetivo das personagens Portugus I e II 16
4 Velhas histrias to presentes Artes I e II 17
5 O corpo misto Artes I e II 18
Origens da classe operaria brasileira Ed. Trab. I e II 19
Los trabajadores inmigrantes en Brasil Espanhol I e II 20
Os motivos da viagem Geografia I e II 21
Os significados da terra para os indgenas Histria I e II 22
There is/ There are Ingls I e II 23
Organizando dados da imigrao Matemtica I 24
Comparando nmeros da entrada
de imigrantes no Brasil Matemtica I 25
Brasil, nao acolhedora Matemtica I 26
6 Hip-Hop Artes I e II 27
Figuras de Linguagem Portugus II 28
7 Diferenas fsicas e herana biolgica Cincias II 29
4  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
Sumrio das atividades
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  5
Texto Atividade rea Nvel Pgina
8 Mexa o seu corpo. Experimente a dana. Ed. Fsica I e II 30
Colcha de retalhos Matemtica I e II 31
A noite do Rap Portugus II 32
9 Cultura(s) e cultura do trabalho Ed. Trab. I e II 33
El arte y sus miradas sociales Espanhol II 34
Tem gente de toda cor Geografia I e II 35
Operrios: lutas e conquistas Matemtica I e II 36
10 Vamos .entender os insetos? Cincias II 37
Vamos entender as aves? Cincias II 38
Vamos entender mamferos? Cincias II 39
11 Should/Shouldn't Ingls II 40
12 A histria, os negros, a roa
e a importncia da chuva. Cincias I e II 41
Identidade, cultura e produo Econ. Sol. I e II 42
Quilombos, quilombolas, afro-brasileiros! Histria I e II 43
Caractersticas do texto biogrfico Portugus I e II 44
Influncia africana na Lngua Portuguesa
e caractersticas ortogrficas Portugus II 45
13 Por que somos diferentes? Cincias II 46
Diversidade e responsabilidade
social corporativa Ed. Trab. I 47
People description Ingls II 48
CA6A_prof-iniciais.qxd 18.12.06 11:16 Page 5
6  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
14 A Linguagem do corpo Artes I e II 49
A diversidade no coletivo Econ. Sol. I e II 50
Que Pas  esse? Ou Sonho (im)possvel Ed. Trab. II 51
A riqueza que todos criamos Geografia I e II 52
Diferentes Formas de Expresso Potica Portugus II 53
15 Diversidade no ambiente de trabalho d lucro Ed. Trab. I 54
Las empresas y la publicidad estimulan
el respeto a la diversidad en el mundo laboral Espanhol II 55
Entrevista - elementos conceituais
e afetivos do sentido Portugus I e II 56
16 O jogral da cultura Artes II 57
A solidariedade como forma de vida Econ. Sol. I e II 58
Nas cidades as pessoas no se respeitam Ed. Fsica I e II 59
A cidade do capital e outras
cidades que do d Ed. Trab. II 60
Olhares diferentes para as cidades Histria I e II 61
17 Cocinando con los argentinos Espanhol II 62
18 Pintura em tecido Artes I e II 63
Prevenindo doenas Cincias I e II 64
O idoso como sujeito de direitos:
o que sabemos sobre isso? Ed. Trab. I e II 65
O envelhecimento da populao brasileira Geografia I 66
Idade: mais de 60 anos, melhor idade? Histria II 67
Oportunidades e disparidades
entre os idosos brasileiros Matemtica I e II 68
Expresso oral de natureza dissertativa Portugus II 69
19 Povo que vem, histria que se faz Geografia I e II 70
Mrica, Mrica, Amrica! Historia I e II 71
Lngua e Dialetos Portugus II 72
Texto Atividade rea Nvel Pgina
CA6A_prof-iniciais.qxd 18.12.06 11:16 Page 6
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  7
20 Territrio Humano Cincias I e II 73
Terra de todos Geografia II 74
Dar nem sempre exige conta de menos Matemtica I e II 75
21 Culturas diferentes Artes I e II 76
ndios no Brasil: conhecer
para superar preconceitos Ed. Trab. I e II 77
ndios no Brasil: conhecer
para superar preconceitos Geografia I e II 78
Especificidades culturais Histria I e II 79
A relevncia da Amaznia
e a riqueza de um povo Matemtica I e II 80
Palavras de Origem Indgena - Ortografia Portugus I e II 81
22 Sentidos Artes I e II 82
A nossa viso Cincias I 83
Mquina fotogrfica Cincias II 84
Olhos da Alma Ed. Trab. II 85
A percepo do espao Geografia I e II 86
Criao de uma reportagem Portugus II 87
23 Salada Mista Artes I e II 88
Comida e cultura Cincias II 89
leo e gua Cincias II 90
Diviso social e tcnica do trabalho Ed. Trab. II 91
Trabalho e alimentao Geografia I e II 92
Hum, que delicia! No prato de cada dia,
um pouco de nossa histria! Histria I e II 93
Feijoada para seis Matemtica I e II 94
Manjares da brasilidade Matemtica I e II 95
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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8  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Matemtica Nvel II
1. Localize no mapa do Brasil a cidade de So
Luiz.
2. Procure saber junto aos alunos se conhecem
esses ou outros rituais religiosos, e pea que
escrevam um pequeno texto sobre eles.
3. Faa uma lista com os alunos dos elementos
da cultura africana que eles conhecem que
passaram a fazer parte da cultura do Brasil.
4. Considerando as 4 fotos do texto, pea aos
alunos que:
a) meam o permetro das figuras 1, 2 e 3
identificando a medida de cada um dos
lados das fotos;
b) considerem a escala (medida do desenho
dividido pela medida real) de 1 para 10 e
calculem as medidas da ampliao dessas
figuras;
c) transformem as medidas encontradas em
centmetros (sendo que o clculo de escala
 em centmetros) para metro;
Descrio da atividade
d) verifiquem com a fita mtrica as medidas
encontradas;
e) observem a figura 4 e calculem sua rea.
Materiais indicados:
P fita mtrica, rgua.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P A influncia africana na cultura brasileira
Resultados esperados:
a) Que o aluno observe as imagens e descreva num
texto o que compreendeu delas fazendo relao
com os rituais que conhece.
b) Que o aluno amplie o conhecimento a respeito
dos elementos da cultura brasileira de origem
africana.
c) Aplique conceitos matemticos de escala e de
rea.
1
Te x t o
Objetivos
 Olhar para as figuras que registram rituais religiosos
de origem africana percebendo as diferentes
culturas que compem o nosso pas.
 Interpretar escalas nas fotos.
 Utilizar as formas geomtricas das figuras e
calcular reas.
Introduo
Uma das principais caractersticas do povo africano
escravo era a f, que lhes dava esperana e fora
para sobreviver. Essa f lhes conservou parte da
identidade e da dignidade e hoje integra a cultura
do povo brasileiro, como pode ser visto nas imagens
do texto.
Contexto no mundo do trabalho: Durante o perodo de
escravido, milhes de africanos foram retirados de suas
terras e transferidos como trabalhadores escravos para as
colnias americanas. Desde ento, tm participado ativamente
da construo histrica desses pases com seu trabalho,
cultura e luta por liberdade.
Dicas do professor:
Msicas  Meu pai oxal,O canto de Oxum e Tatamir,
todas de Toquinho e Vincius que se encontram no CD
Prolas;
Convidar pessoas da comunidade para falar sobre tradies
e religies que conheam e ou praticam.
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Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  9
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Ler a entrevista com os alunos, o professor
ser o entrevistado e a classe o entrevistador.
Os alunos se apresentam de forma voluntria
para ler cada um uma pergunta na ordem da
entrevista.
2. Terminada a leitura, construir um texto com
os alunos, escrevendo no quadro negro de
forma a demonstrar a relao entre patro e
empregado nas trs formas de produzir: trabalho
escravo, trabalho assalariado e trabalho
coletivo (cooperativo).
3. Depois dessa sntese, explicar que  possvel
produzir sem ter um patro e as qualidades
da relao de trabalho de forma coletiva (cooperativa),
mostrando que:
a) no cooperativismo todos so donos e no
h um patro;
b) no so maltratados, pois as decises sempre
so tomadas coletivamente pelos trabalhadores
organizados na cooperativa ou
associao;
c) no h patro para ficar com uma parte do
resultado financeiro do que eles produzem;
esse resultado  dividido entre eles;
Descrio da atividade
d) o trabalho  organizado por eles (horas de
trabalho, de folga, etc.);
e) no cooperativismo o trabalho  mais solidrio
e democrtico;
f) o cooperativismo se preocupa com a comunidade
e o meio ambiente;
g) o cooperativismo proporciona educao e
formao permanente aos seus associados.
4. Por tudo isso,  uma relao de trabalho
mais justa e inserida no campo da economia
solidria.
5. Sugerir aos alunos a produo de um texto
com o tema Existem patres nos empreendimentos
solidrios?.
6. Debater as redaes produzidas.
Atividade P Trabalho escravo, assalariado e cooperativo
Resultados esperados: A possibilidade de
reflexo sobre uma outra forma de o trabalhador
produzir riqueza, trabalho e renda, considerada
mais justa e preocupada com a cidadania do trabalhador,
que est inserida na chamada Economia
Solidria.
2
Te x t o
Objetivo
 Mostrar aos alunos que existe outra relao de
trabalho possvel alm da escrava e assalariada.
Introduo
A atividade procura chamar a ateno para uma
relao de trabalho que no  escrava e tambm
no  assalariada, em que no h a figura do patro,
que no caso do escravo  dono dele e do seu
trabalho e na assalariada  o patro que contrata
os servios do empregado em troca de um
salrio. Trata-se de uma outra relao de trabalho
que est inserida na economia solidria.
Contexto no mundo do trabalho: Trabalho cooperativo
como alternativa ao trabalho assalariado.
Tempo sugerido: 4 horas
CP06aTX2P3.qxd 17.12.06 21:14 Page 9
10  Caderno do professor / Diversidades e Tabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Realizar a leitura do texto em voz alta na classe
com dois alunos que representem a figura
do entrevistador e do escravo.
2. Formar pequenos grupos na classe e destacar
na entrevista as passagens que apontem:
a) a forma de trabalho estafante, cansativa;
b) a violncia fsica com que o escravo era
tratado;
c) outras formas de violncia com que o
escravo era tratado;
3. Registrar essas passagens no caderno na
forma de tpicos.
4. Identificar na entrevista as partes que apontem
para as alternativas encontradas pelos escravos
para evitar essas condies de vida e
trabalho. Registr-las no caderno em forma
de tpicos.
5. A partir das anotaes dos grupos solicitar
que descrevam para a classe cada tpico destacado
acima.
6. Montar um painel coletivo a partir das anota-
Descrio da atividade
es dos grupos na mesma seqncia da atividade:
trabalho cansativo, violncia, outras
formas de violncia e alternativas de vida, ou
seja, formas de resistncia  escravido.
7. Debater com a classe a importncia do trabalho
dos escravos como produtores de bens a
baixo custo e voltados para a exportao 
metrpole. Instigar comparaes entre o trabalho
escravo na colnia e as formas de trabalho
na atualidade.
Atividade P Trabalho (re)forado
Resultados esperados:
a) Possibilitar a reflexo sobre o trabalho escravo
no Brasil, sua importncia econmica e herana
cultural de resistncia.
b) Refletir sobre os custos humanos dessa forma
social de produo de bens.
2
Te x t o
Objetivos
 Possibilitar ao aluno o reconhecimento do trabalho
escravo como gerador de riquezas, como
parte da construo da nao brasileira e da
consolidao da economia do pas.
 Caracterizar historicamente a escravido como
o primeiro grupo de braais brasileiros voltados
 produo de bens primrios destinados 
exportao.
Introduo
A escravido marcou a formao do Brasil, no
apenas pela riqueza gerada, mas tambm pela
cultura da resistncia desenvolvida, pela criatividade
na superao das dificuldades cotidianas e
pela solidariedade na penria e no sofrimento.
Tempo sugerido: 3 horas
Dica do professor: O filme Quanto vale ou  por quilo faz
uma analogia entre o antigo comrcio de escravos e a atual
explorao da misria e dos miserveis por meio de uma
crtica incisiva  solidariedade de fachada.
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rea: Histria Nvel II
1. Ler coletivamente o texto com os alunos.
Debater suas impresses a respeito do depoimento.
Propor a diviso da classe em grupos e
solicitar que releiam o texto e, a partir dele,
faam trs listas:
a) Memrias do depoente sobre o passado da
escravido.
b) Outros passados vividos por ele, quando j
estava livre.
c) Referncias que faz do presente (da poca
que ele deu a entrevista).
2. Compartilhar os trabalhos realizados pelos grupos,
refletindo sobre a construo da memria
daquele que fornece um depoimento. Em seguida
cada grupo ficar responsvel por escrever
um texto dentro do tema da escravido,
tendo como referncia as informaes colhidas
no depoimento que leram, sob a perspectiva
de um dos trs tempos identificados:
a) prticas e vivncias da escravido;
Descrio da atividade
b) o que significa ser livre (ou o que significa
no ser escravo);
c) como o depoente pensa hoje ou reflete sobre
a escravido.
3. Pedir aos alunos que apresentem seus trabalhos,
debatendo a questo da escravido e a
questo da construo da memria. Propor a
organizao de um livrinho, feito pela classe,
falando sobre a escravido, a partir das produes
dos alunos.
Atividade P O trabalho da memria
Resultados esperados: Reflexo a respeito da
escravido, da memria e das relaes entre os
tempos presente e passado.
2
Te x t o
Objetivo
 Refletir a respeito da escravido, da memria e
das relaes entre os tempos presente e passado.
Introduo
Os depoimentos coletados com entrevistados,
que falam sobre um outro tempo, solicitam deles
um trabalho de memria. Por sua vez, a memria
possui uma construo especfica de pensamento
que inclui relaes de tempo entre o presente
(poca da narrao) e o passado j vivido.
Assim, nos depoimentos geralmente transparecem
tanto referncias s vivncias passadas,
como elementos do presente  da realidade e do
modo de pensar desse outro tempo. O depoente
sempre inclui reflexes suas, comparaes, anlises
por conta das vivncias posteriores aos
acontecimentos narrados.
Tempo sugerido: 6 horas
Dica do professor: Livro  A memria coletiva, de Maurice
Halbwachs. (Editora Vrtice) e Revista dos Tribunais.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  11
CP06aTX2P3.qxd 17.12.06 21:14 Page 11
12  Caderno do professor / Diversidades e Tabalho
rea: Portugus Nvel I e II
1. Mostrar que o entrevistado tem competncia
gramatical (gera seqncias tpicas e inteligveis)
e competncia textual (produz e compreende
textos bem formados), que o texto reproduz
uma comunicao oral. Na conversao, o
processo interacional  direto e imediato, envolve
elementos paralingsticos (gestos, pausas,
entonao). H quase uma transcrio do oral:
particularidades fonticas advindas da fala dos
escravos se mantm em algumas variedades do
portugus do Brasil, como vogais e e o pronunciadas
como i e u (mininu, cibola);
vogais tnicas das palavras oxtonas terminadas
em s ou z se tornam ditongos (atrais, mis);
a desinncia am, terceira pessoa do plural no
pretrito perfeito,  reduzida a o (fizero,
caro). Pedir aos alunos que identifiquem, no
texto, outras caractersticas.
2. Reconhecimento dos nveis de linguagem.
Uma lngua possui variaes e todas so lngua.
H basicamente dois tipos: os dialetos
(ocorrem em funo das pessoas que usam a
lngua) e os registros (ocorrem em funo do
uso que se faz da lngua).
3. Pedir exemplos de dialetos na dimenso:
a) geogrfica (formas de falar das pessoas de
uma regio ou pas);
Descrio da atividade
b) social (de acordo com a classe social e jarges
profissionais);
c) do sexo e da idade (Cara, t azarando uma
mina que  o maior barato. Estou interessado
em uma mulher muito bonita, elegante
e inteligente.).
4. Pedir que encontrem exemplos de nveis:
a) formal (aproximao do padro culto da
linguagem);
b) semiformal (conversa entre pessoas que
no se conhecem muito bem);
c) informal (coloquialidade). Caracteriza-se,
na escrita, pelo uso de abreviaes, ortografia,
construes simplificadas, sentenas
fragmentadas).
5. Pedir aos alunos que transformem o primeiro
pargrafo do texto em linguagem informal.
Atividade P Nveis de linguagem e variao lingstica
Resultado esperado:
Melhorar a capacidade de comunicao.
2
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer os nveis e registros de linguagem
em Lngua Portuguesa.
Introduo
Temos longa tradio de considerar as variaes
lingsticas numa escala valorativa e de tachar os
usos caractersticos de algumas variedades em
certo ou errado. A lngua, porm,  um processo
dinmico, que admite vrios registros e variaes,
e, em diferentes tipos de situao comunicativa,
deve-se usar a lngua de modos variados
e ajustados ao momento ou aos interlocutores.
Tempo sugerido: 2 horas
Dica do professor: Ampliar a capacidade de comunicao
em diversos registros.
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Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  13
rea: Cincias Nvel I e II
O repolho roxo possui um componente capaz de
mudar de cor na presena de gua com maior
quantidade de CO2 dissolvido. Quanto mais sopramos
o ar expirado dentro de um copo de
gua, maior quantidade de CO2  introduzida na
soluo.
1. Pea a dois alunos que preparem em suas
casas o extrato de repolho roxo. Na classe,
encha com gua quatro copos at a metade;
pingue, em cada um dos copos, 30 gotas de
extrato. Pea aos alunos que observem a cor
das solues. Pea que soprem ar expirado em
cada um dos copos com os canudos. Cada
aluno deve soprar por tempos diferentes: 0,5
minuto, 1 minuto, 1,5 minuto e 2 minutos.
2. Os alunos devem anotar modificaes observadas
nas cores dos copos.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P canudos descartveis,
folhas de repolho roxo,
recipiente para aquecimento,
fonte de calor, um filtro
de papel ou de pano, um
frasco com conta-gotas,
copos transparentes.
Modo de fazer o extrato:
ferva um litro de gua com
10 folhas de repolho roxo,
deixando evaporar at meio
litro. Conserve o extrato em
geladeira.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Trocas gasosas
Resultados esperados: Identificar trocas
gasosas no sistema respiratrio humano, havendo
absoro de O2 e eliminao de CO2.
3
Te x t o
Objetivo
 Identificar as trocas gasosas do sistema respiratrio
humano.
Introduo
A foto mostra um senhor picando fumo. O fumo
 utilizado por meio da inalao dos gases que
sua queima produz. O processo respiratrio normal
ocorre pela difuso de gases: partculas de
um gs vo de uma regio (atmosfera) para
outra (pulmo). O ar que respiramos possui
21% de oxignio. Quando inalamos, o oxignio
(O2)  transferido do ar pulmonar para o sangue.
Do sangue, o oxignio  transferido para os tecidos,
utilizado no metabolismo, fornecendo como
resduo o gs carbnico (CO2). Portanto, o sangue
cede o gs O2 obtido nos pulmes e recebe
CO2 resultante da respirao celular.
Contexto no mundo do trabalho: Pessoas que atendem
vtimas de acidentes utilizam procedimentos que
envolvem processos de trocas gasosas: a respirao bocaa-
boca ou os cilindros de gs, disponveis em hospitais,
restabelecendo o ritmo normal de respirao.
Dicas do professor: Apenas 5% do O2 existente no ar que
inalamos so aproveitados na respirao. Na respirao
boca-a-boca, h ainda cerca de 16% de O2 na composio
da expirao, que  suficiente para atender s necessidades
da vtima.
CP06aTX3P3.qxd 17.12.06 21:19 Page 13
14  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Divida os alunos em grupos de trs. Pea a
cada grupo que faa um desenho esquemtico
do sistema respiratrio humano. Pea que
sobreponham um desenho da parte superior
do corpo humano, para identificar externamente
a localizao de cada um dos componentes
do sistema respiratrio humano. Pea
que apresentem os desenhos elaborados e
comparem formato e tamanho das partes
esquematizadas, procurando identificar semelhanas
e corrigindo eventuais diferenas.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P cartolina e lpis de cor.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Sistema respiratrio
Resultados esperados:
a) Identificao das partes do sistema respiratrio
humano e de seu funcionamento.
b) Desenho esquemtico do sistema respiratrio.
3
Te x t o
Objetivos
 Identificar as partes componentes do sistema
respiratrio humano.
 Identificar o funcionamento do sistema.
Introduo
A foto mostra um senhor picando fumo. O fumo,
apesar de bastante utilizado em nossa sociedade,
causa danos ao sistema respiratrio. O ar entra
pelas fossas nasais, passando pela boca, faringe,
laringe, traquia, brnquios, bronquolos e pulmes.
As fossas nasais so separadas pelo septo
nasal. Nelas esto as clulas responsveis pelo
sentido do olfato. Nas fossas nasais, o ar  filtrado,
umedecido e aquecido, e conduzido  faringe, canal
comum aos sistemas digestivo e respiratrio.
Da faringe, o ar chega  laringe, situada na parte
superior do pescoo. Da laringe, o ar passa pela
traquia, tubo que chega  regio superior do
peito, onde se bifurca, originando os brnquios,
que conduzem o ar aos pulmes e se ramificam,
formando os bronquolos. Estes terminam em pequenas
bolsas denominadas alvolos. Nossos pulmes
esto apoiados no diafragma, que separa a
cavidade abdominal da cavidade torcica, estando
presente apenas nos mamferos. Que doenas respiratrias
so produzidas em funo dos ambientes
poludos que vivemos? Que equipamentos
de segurana criamos em funo disto?
Contexto no mundo do trabalho: Os equipamentos de
proteo individual (EPI) nas atividades que envolvam a
liberao de substncias txicas, de poeiras, etc. so fundamentais.
Esses equipamentos funcionam como um filtro
preliminar, limpando o ar que entrar em nossas fossas
nasais.
Dicas do professor: O muco produzido pelas fossas nasais
umedece as vias respiratrias e retm partculas slidas e
bactrias que esto presentes no ar que respiramos. Respirar
pelo nariz, sobretudo no inverno, j que respirar pela
boca causa ressecamento e resfriamento das vias respiratrias,
facilitando infeces e inflamaes. O pomo-de-ado
faz parte da laringe, sendo de origem cartilaginosa.
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rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Pea aos estudantes que desenhem alguma
atividade de trabalho.
2. Pea a eles que formem grupos e que elejam
um dos desenhos e, em seguida, organizem
uma dramatizao sobre as condies objetivas
e subjetivas que se d o processo de trabalho.
3. Apresentao dos grupos.
4. Debate:
a) O trabalho pertence ao reino da liberdade
ou ao reino da necessidade?
b) Que tipo de trabalho pertence a um reino e
ao outro?
c) Em que condies ele se realiza?
5. Cada um dos estudantes escreve em seu caderno
o que havia pensado ao desenhar uma
atividade de trabalho.
6. Depois das dramatizaes e do debate, pea
que expliquem seus desenhos.
Descrio da atividade
Atividade P Trabalho: necessidade ou liberdade?
Resultado esperado: Sensibilizar-se para
admirar uma obra de arte, tendo em conta tambm
os aspectos onde e como o trabalho representado
pelo artista se realiza.
3
Te x t o
Objetivo
 Perceber os diferentes significados do trabalho,
tendo em conta as condies objetivas/subjetivas
onde ele se realiza.
Introduo
Quem  este trabalhador que nos retrata o pintor?
Estar picando fumo para os outros ou para
si mesmo? Para quem trabalha? Ser um trabalhador
assalariado ou um trabalhador por conta
prpria? Corta o tabaco por prazer ou para poder
sobreviver? Poderamos dizer que, alm de admirar
a beleza do quadro de Jos Ferraz, seria interessante
analisar em que relaes sociais de produo
o trabalhador pica o tabaco. Seu trabalho
 autnomo ou  controlado por algum? Seu
trabalho pertence ao reino da necessidade ou
ao reino da liberdade?
Dica do professor: Sobre a vida e a obra de Jos Ferraz
de Almeida Junior, acesse o site www.pitoresco.com/
laudelino/almeida_junior/almeida_junior.htm
Tempo sugerido: 6 horas
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  15
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16  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Portugus Nvel I e II
Atividade P A descrio  universo afetivo das personagens
Resultado esperado: Maior acuidade de
observao e conhecimento das caractersticas da
descrio.
3
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de leitura do texto no
verbal e a sensibilidade para produzir textos descritivos
(fsicos, de aes e psicolgicos).
Introduo
Descrever  um exerccio que exige capacidade
de observao, sensibilidade para a percepo
dos detalhes relevantes e ordenao espacial e
temporal. A atividade pretende acentuar essas
habilidades dos educandos e a criao de textos
coesos e coerentes a partir de uma obra de arte.
1. Atividades de pr-leitura.
a) Entregar o texto a um nico aluno e pedir
que,  medida que observa o quadro, v
relatando o que v e sente para os demais
alunos.
b) Incentivar o aluno com perguntas sobre
tonalidades do quadro, cheiros e barulhos
possveis, caractersticas singulares do cenrio;
detalhes, tempo e espao em que
ocorreu o que se v no quadro.
2. Atividades de leitura. Mostrar a pintura para
toda a sala. Colher impresses sobre a idia
que formaram a partir da descrio do colega
e a idia que formam depois de verem o quadro.
Iniciar as atividades de ampliao da percepo
e de criatividade:
a) Solicitar a um aluno que faa:
 a descrio apenas fsica da personagem
do quadro (tamanho, idade, cor, aparncia
e outras caractersticas visveis);
 a descrio das aes da personagem do
quadro (o que faz, como faz, com que
velocidade faz, com que vontade faz etc.);
Descrio da atividade
Dica do professor: Livro  Como usar outras linguagens na
sala de aula. Beatriz Marcondes et alii (Contexto).
Tempo sugerido: 2 horas
 a descrio psicolgica (personalidade,
qualidades, defeitos, opinies, sentimentos
etc.).
3. Atividades de produo de texto. Pedir aos
alunos que criem uma histria sobre a personagem
do quadro e que, ao cri-la, introduzam
os detalhes descritivos propostos no
exerccio anterior. Sugerimos recomendar que
as descries podem aparecer gradativamente
e no em um nico pargrafo.
4. Ler as produes e coment-las.
5. Atividades de correo. Propor que os alunos
troquem os trabalhos feitos. Pedir que leiam e
faam a correo formal do texto do colega.
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Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  17
rea: Artes Nvel I e II
1. Cada aluno dever entrevistar, pelo menos um
idoso da famlia, procurando colher informaes
sobre acontecimentos de famlia, fatos
sociais e polticos marcantes, comportamentos
etc. vivenciados na infncia e juventude
do idoso.
2. Cada aluno dever construir um conto ou
poema que resgate pelo menos uma lembrana
de sua infncia que tenha relao direta
com um velho da famlia, de preferncia com
o velho entrevistado. O aluno dever procurar
lembrar-se de qualidades relacionada: um
cheiro, uma cor, um gosto, um sabor, uma
temperatura, enfim, de algo significativo.
Incluir em seu conto.
3. O resultado do exerccio ser apresentado em
um dia dedicado  memria. O professor
poder propor que os alunos tragam comidas
e bebidas que se relacionem com suas lembranas
e/ou registros efetuados. As histrias
sero contadas uma a uma, numa roda organizada
em torno dos alimentos.
4. Discusso da experincia.
5. Cite, como exemplo de poema, o texto de
Descrio da atividade
Atividade P Velhas histrias to presentes
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa recuperar histrias contadas
ou vividas na infncia e, ao mesmo tempo, compreender
a importncia cultural destas na formao
de uma sociedade.
b) Refletir sobre a experincia vivida pelos idosos
da famlia, cujas histrias devem e merecem ser
preservadas.
c) Que o aluno possa refletir sobre a importncia
cultural do idoso numa sociedade, no apenas
como guardio de histrias passadas, mas principalmente
como referncia constante da cultura
no presente.
4
Te x t o
Objetivos
 Entrevistar os velhos da famlia, com o objetivo
de recuperar histrias individuais dentro de
um contexto histrico e cultural.
 Registrar as lembranas de infncia, por meio
de exerccio da memria, das histrias, costumes,
fatos pitorescos e/ou pequenos contos
que foram transmitidos ou ensinados pelos velhos
da famlia (de preferncia, pelo velho
entrevistado).
Introduo
Sobre os velhos discute a velhice. Envelhecer 
guardar tesouros culturais, testemunhos histricos,
garantir patrimnios significativos da realidade de
uma famlia, de um povo, de uma nao. So eles,
os velhos, os ancios, que carregam e transmitem
a cultura s novas geraes, tornando o passado
presente e, dessa forma, ajudam a assentar os tijolos
da identidade cultural de um determinado
grupo social para a construo do futuro.
Tempo sugerido: 3 horas
Casimiro de Abreu, Meus oito anos, cuja
estrofe inicial  bastante conhecida:
Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infncia querida
Que os anos no trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
 sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Fonte: www.paralerepensar.com.br/cassimiro.htm
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18  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. A classe dever ser dividida em trs grupos.
2. Alm das informaes encontradas no texto,
cada grupo dever pesquisar sobre as influncias
culturais advindas da imigrao.
3. Cada grupo dever ter um voluntrio que se
deitar sobre um papel largo no cho para
que os demais colegas possam desenhar sua
silhueta.
4. Cada grupo dever, por meio de desenhos e
colagens, construir um modelo que contenha
as mais diversas culturas imigrantes encontradas
no pas, desde caractersticas fsicas at
vesturio.
5. Cada grupo apresentar seus modelos e toda
a classe dever discutir as semelhanas e
diferenas entre eles.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P papel kraft, lpis, revistas,
tesoura, cola.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P O corpo misto
Resultados esperados:
a) Refletir sobre as influncias das diferentes culturas
na formao do povo brasileiro.
b) Que o aluno possa reconhecer as razes culturais
de sua prpria comunidade.
c) Que o aluno possa observar o que ainda  determinado
pela cultura imigrante e o que j foi
transformado ou abrasileirado.
5
Te x t o
Objetivos
 Observar as influncias das diferentes culturas
imigrantes no Brasil.
 Por meio de colagens e desenhos criar bonecos
diferentes que tragam as diversas caractersticas
fsicas e culturais contidas no brasileiro.
 Baseados em experincias e conhecimentos
pessoais, relembrar e refletir sobre outros imigrantes
no includos no texto.
 Ampliar a percepo sobre a importncia da
mestiagem na formao cultural do Brasil.
Introduo
Ns, brasileiros, somos um povo em ser, impedido
de s-lo. Um povo mestio na carne e no esprito,
j que aqui a mestiagem jamais foi crime ou
pecado. Nela fomos feitos e ainda continuamos
nos fazendo. Essa massa de nativos viveu por
sculos sem conscincia de si... Assim foi at se
definir como uma nova identidade tnico-nacional,
a de brasileiros... Darcy Ribeiro, em O povo
brasileiro.
Como identificar o brasileiro? Somos um povo
mestio que continua a ser feito. O texto Trabalhadores
do mundo apresenta alguns imigrantes
que fazem parte da formao do povo e da
cultura brasileiras. Culturalmente, recebemos
influncias de crenas religiosas, organizaes familiares,
lngua, comidas, artes e esportes. Nossa
cultura est em constante transformao e desenvolvimento.
Dicas do professor:
Sites  www.rebea.org.br/vresenhas.php?cod=10 (Darcy
Ribeiro)
www.diasmarques.adv.br/pt/historico_imigracao_brasil.htm
(Imigrao no Brasil)
www.suapesquisa.com/historia/imigracao (Imigrao no
Brasil)
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rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Leitura e discusso do texto:
a) O que estava ocorrendo no Brasil entre os
sculos XIX e os XX?
b) O que os trabalhadores estrangeiros buscavam
no Brasil?
c) Quais eram as condies de trabalho no
Brasil?
d) O que ocorria no cenrio internacional
para desencadear processos de imigrao?
2. Organizao de seminrios em grupos:
a) Repblica Velha (1890-1930), enfatizando,
no cenrio internacional, a Revoluo
Russa e a Primeira Guerra Mundial.
b) Imigrao japonesa, sria e lbanesa.
c) Imigrao portuguesa, italiana, espanhola
e alem.
d) Levantamento dos primeiros sindicatos e
partidos brasileiros.
Descrio da atividade
3. Apresentao dos grupos e reflexo sobre as
marcas culturais deixadas pelos processos de
imigrao nos trabalhadores brasileiros e os
movimentos de organizao nos partidos e
sindicatos.
4. Veja se h alunos filhos de imigrantes ou que
conhea algum trabalhador imigrante para relatar
alguns aspectos de sua vida.
Atividade P Origens da classe operria brasileira
Resultado esperado: Refletir sobre a importncia
da imigrao no processo de formao da
classe operria brasileira.
5
Te x t o
Objetivo
 Compreender a importncia da imigrao na
formao da classe operria brasileira, tanto
no que tange s exigncias voltadas para o processo
de trabalho, quanto  organizao de
partidos e sindicatos.
Introduo
Como voc pode observar, trabalhadores de diversas
partes do mundo chegaram ao Brasil. O
perodo da Repblica Velha (1890-1930) se constitui
num marco na formao acelerada da mode-
obra brasileira (devido, inclusive,  abolio
da escravatura em 1888): no campo, em funo
da demanda internacional pelo caf; na cidade,
por conta do incio da industrializao, principalmente
no Rio de Janeiro e em So Paulo. Nesse
perodo ocorre o processo de transio de um
Brasil essencialmente agrrio-exportador para
um pas urbano-industrial. A presena de estrangeiros
foi expressiva e decisiva, tanto na qualificao
necessria ao processo de industrializao
capitalista, quanto no movimento de organizao
dos trabalhadores (partidos, sindicatos, etc.).
Embora a diversidade estivesse presente, a explorao
do trabalho no fazia restrio  nacionalidade
do trabalhador.
Tempo sugerido: 8 horas
Dicas do professor:
1. Para os seminrios, pesquisar fotos antigas de famlia,
livros de histria, e sites sobre imigrao, sindicatos e partidos
polticos: www.projetoimigrantes.com.br
www.cut.org.br; www.tse.gov.br
2. Filme  Gaijin  caminhos da liberdade, de Tizuka
Yamazaki.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  19
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20  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel I e II
1. Apresente aos alunos um mapa-mndi e
depois um mapa do Brasil.
2. Juntamente com eles, localize os pases de
origem dos imigrantes citados no texto.
3. Associe os pases a suas respectivas nacionalidades.
4. Pergunte aos alunos qual a nacionalidade desses
imigrantes, usando o lxico espanhol.
Escreva a lista na lousa:
Los pases Las nacionalidades
Alemania alemn, alemana
Austria Austraco, austraca
Espaa espaol, espaola
Grecia griego, griega
Italia italiano, italiana
Japn japons, japonesa
Lbano libans, libanesa
Marruecos marroqu, marroqu
Polonia polaco, polaca
Descrio da atividade
Portugal portugus, portuguesa
Rusia ruso, rusa
Siria sirio, siria
Turqua turco, turca
Ucrania ucraniano, ucraniana
5. Apresente o mapa do Brasil para que os alunos
identifiquem os estados onde cada grupode
imigrante se instalou.
6. Converse com os alunos sobre o trabalho que
cada grupo desenvolveu e a contribuio na
economia, na cultura e na histria brasileira.
Materiais indicados:
P mapa-mndi, mapa do
Brasil, atlas.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Los trabajadores inmigrantes en Brasil
Resultado esperado: Saber opinar sobre as
imigraes no Brasil, registrando suas causas.
5
Te x t o
Objetivo
 Compreender as causas e identificar a procedncia
da imigrao de trabalhadores no
Brasil.
Introduo
Aps a abolio da escravatura em 1888, o governo
brasileiro incentivou a entrada de imigrantes
europeus pela necessidade de mo-de-obra qualificada
para substituir os escravos. Milhares de
italianos chegaram para trabalhar nas fazendas
de caf no interior de So Paulo e na indstria;
os alemes foram para a zona rural no sul do
pas para desenvolver a agricultura com suas tcnicas.
Graas a todos os estrangeiros que vieram
para o Brasil (portugueses, africanos, rabes,
japoneses, etc.), o pas adquiriu mltiplas cores e
sabores. Em tempos globalizados, os deslocamentos
populacionais so das mais diversas origens
e complexidades: refugiados de guerra, trabalhadores
ilegais, trabalhadores escravos, refugiados
climticos, caso das vtimas do furaco
Katrina, nos Estados Unidos. Considera-se que as
migraes sero os grandes desafios do sculo
XXI. E qual ser o impacto dessas migraes no
mundo do trabalho?
Dicas do professor:
Sites  www.memorialdoimigrante.sp.gov.br
www.paisesdelmundo.com
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rea: Geografia Nvel I e II
1. Fazer uma tabela, a partir das informaes
obtidas no texto, contendo:
a) A identificao dos grupos de imigrantes.
b) A identificao dos motivos da viagem de
cada grupo de imigrantes.
c) O ano, ou perodo, em que ocorreram as
imigraes.
d) Outras caractersticas existentes no texto.
e) Debater com a classe o que mais motiva as
imigraes e anotar no caderno as observaes.
f) Qual  o grupo mais numeroso e que h
mais tempo vem ao Brasil? Discutir com a
classe os motivos e anotar as observaes.
g) Identificar na sala de aula eventuais vnculos
dos alunos com os grupos de imigrantes
destacados no texto.
Descrio da atividade
h) Recolher depoimentos dos alunos de histricos
familiares que ajudem a compor este
quadro de migraes apontadas no texto.
Atividade P Os motivos da viagem
Resultados esperados:
a) Compreender o valor da miscigenao na construo
da nacionalidade brasileira, em especial
seus efeitos na cultura e na organizao da
nossa sociedade.
b) Compreender que as imigraes ocorrem apenas
por motivos de alta relevncia.
c) Entender que o abandono da terra natal e a
busca de um novo lar representam uma medida
de alto impacto nas famlias.
5
Te x t o
Objetivos
 Identificar as causas que motivaram grandes
levas de imigrantes a deixar o seu pas e tentar
a vida no Brasil caractersticas principais de
cada grupo.
 Resgatar o sentido de construo da nacionalidade
brasileira a partir das misturas ocorridas
historicamente entre os grupos diferentes de
imigrantes e a populao local.
Introduo
As possibilidades de trabalho, de culto religioso,
a no ocorrncia de guerras em seu territrio, a
disposio do Brasil em receb-los, as oportunidades,
dentre outros fatores, eram atrativos aos
que viviam dificuldades em seus respectivos pases.
Assim, grandes massas de imigrantes de
vrios pases vieram para c em fins do sculo
XIX e incio do XX. A contribuio cultural e poltica
desses povos foram vitais para a constituio
da nacionalidade brasileira. A formao da classe
operria brasileira tambm passa pela mescla
de trabalhadores autctones com os imigrantes.
A sua constituio original parte deste componente
(o imigrante), o que implica uma rica composio
de traos da cultura europia e nacional
nas organizaes social e poltica brasileiras.
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor:
Pesquisar: hbitos alimentares de cada grupo imigrante
analisado e a incorporao dessa culinria na cultura brasileira;
msicas tpicas dos pases.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  21
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22  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Histria Nvel I e II
1. Dividir a turma em quatro grupos.
2. Com a ajuda do professor cada grupo dever
ler, discutir e preparar uma apresentao oral
para o restante da turma, sobre cada um dos
textos.
Grupo 1: Da terra ns tiramos nossa comida.
Grupo 2: Da terra ns tiramos muitas coisas.
Grupo 3: Ns usamos as coisas da terra.
Grupo 4: Nosso jeito de trabalhar.
Poder ser em forma de jogral, teatro, desenhos,
cartazes, frases.
3. Aps a apresentao dos quatro grupos, discutir
no grande grupo os significados da terra
para os indgenas e os no indgenas, a forma
de se relacionar com a natureza, as maneiras
de trabalhar e se relacionar com a terra.
Descrio da atividade
4. Produzir, coletivamente, um texto sintetizando
o que cada grupo apresentou e comparando
os significados da terra para indgenas e
no indgenas.
Atividade P Os significados da terra para os indgenas
Resultados esperados: Que o aluno compreenda
os significados da terra para os indgenas
em comparao com os significados atribudos a
ela pelos no indgenas; a compreenso da terra
como fonte de vida e no fonte de lucro; no como
capital, mas sim morada do homem.
5
Te x t o
Objetivo
 Discutir os significados da terra para os indgenas,
comparando com os significados atribudos
pelos no indgenas.
Introduo
De acordo com os dados da FUNAI (Fundao
Nacional do ndio), rgo do governo federal que
cuida da demarcao das terras indgenas, viviam
no Brasil, no ano de 2004, aproximadamente 345
mil indgenas distribudos em 215 sociedades
indgenas. Mais de 100 mil viviam fora das terras
indgenas e, aproximadamente, 53 grupos ainda
no contactados. Considerando que no mesmo
ano de 2004, segundo o IBGE, a populao brasileira
era de, aproximadamente, 180 milhes de
pessoas, podemos concluir que os povos indgenas
representam, na atualidade, um pequeno percentual
na composio da populao brasileira.
Entretanto, apesar disso, so extremamente interessantes
e ricas as diferenas, a diversidade de
lnguas, culturas, costumes, de maneiras de viver,
trabalhar, de se relacionar com a natureza. Alm
das diferenas entre indgenas e no-indgenas, h
inmeras diferenas entre os diversos grupos que
povoam o territrio. Nesse texto, diferentes grupos
falam dos significados da terra para suas
vidas. So diferentes vozes expressando diferentes
culturas! Vamos dialogar?
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor:
Sites  www.funai.gov.br
www.ibge.org.br para buscar dados atualizados sobre os
povos indgenas do Brasil.
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rea: Lngua Estrangeira  Ingls Nvel I e II
1. Pergunte a seus alunos sobre produtos tpicos
de certos pases (principalmente os listados
no texto trabalhado). Seguem aqui alguns
exemplos do que eles podero dizer:
a) Pases rabes (Arab Countries): petrleo
(oil), azeite (olive oil), tecidos (fabrics).
b) Itlia (Italy): vinho (wine), sapatos (shoes),
turistas (tourists), pizza (pizza), queijo
(cheese).
c) Alemanha (Germany): salsicha (sausage),
cerveja (beer).
d) Espanha (Spain): azeitonas (olives), dana
flamenca (flamenco dance).
e) Portugal (Portugal): bacalhau (cod fish),
azeite, vinho.
f) Japo (Japan): arroz (rice), eletrnicos
(electronics).
2. Explique aos alunos que o verbo HAVER em
ingls  THERE IS (para singular, lquidos e
palavras consideradas incontveis, por exemplo
arroz) e THERE ARE (para plural).
3. Pea aos alunos que formem 10 frases em
ingls falando sobre o que h nos pases dis-
Descrio da atividade
cutidos. Seguem alguns exemplos do que eles
podero escrever:
There is beer in Germany.
There are tourists in Italy.
There is cod fish in Portugal.
There are olives in Spain.
4. Pea a alguns alunos que leiam suas listas e
corrija as frases criadas.
Material indicado:
P dicionrios portugusingls
para auxiliar os
alunos a criar as frases.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P There is/ There are
Resultados esperados: Troca de informaes
sobre alguns pases de onde vieram imigrantes para
o Brasil e praticar o uso do There is/ There are.
5
Te x t o
Objetivo
 Aprender a utilizar as expresses There is/
There are.
Introduo
O texto trata dos imigrantes que vieram para o
Brasil.  possvel utilizar esse assunto como uma
introduo para o aprendizado do verbo HAVER
em ingls.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  23
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24  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I
1. Pea aos alunos que faam uma leitura silenciosa
do texto, sublinhando as seguintes informaes
em cada item: nacionalidade; ano/perodo
da imigrao para o Brasil; regio do
Brasil onde a maioria dos imigrantes se instalou;
razo da imigrao para o Brasil.
2. Oriente que, em grupos, construam um quadro
sntese dos imigrantes no Brasil, onde se
possa visualizar os dados acima.
Exemplo: nacionalidade; ano/perodo da imigrao;
principal regio de instalao; razo da imigrao.
Japoneses: 1908  at dcada de 1950;
So Paulo, Paran, Par, Mato Grosso; no consta
no texto.
3. A seguir, pea aos alunos que acrescentem no
quadro outros grupos que constituem a populao
brasileira.
4. Feito o quadro, pea aos alunos que tentem
identificar nas suas vidas/culturas alguma
influncia dos imigrantes e dos outros povos
que constituem a populao brasileira.
Descrio da atividade
5. Aps a apresentao, organize uma busca de
imagens de objetos, de casas, alimentao,
vestimentas, representativos da cultura das
populaes listadas para ilustrar o quadro
Material indicado:
P papel pardo.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Organizando dados da imigrao
Resultado esperado: Construo de um quadro
sntese da imigrao no Brasil e reconhecimento
da diversidade brasileira.
5
Te x t o
Objetivo
 Construir um quadro sntese da imigrao no
Brasil, ajudando na compreenso do texto.
Introduo
O texto traz dados que mostram a diversidade da
constituio da populao brasileira. Pessoas de
vrias partes do mundo vieram para c, na esperana
de uma vida melhor, por contingncias como
a guerra. Mas, tambm vieram pessoas pela
fora e violncia, como os africanos, no perodo
da escravido, alm daquelas que aqui j vi
viam: as populaes indgenas. Quantos de ns
percebemos essa diversidade no dia-a-dia?
Quantas coisas j esto incorporadas ao nosso
hbito sem que saibamos sua origem? Reconhecer
essa diversificao pode contribuir para a
reduo dos preconceitos? A atividade a seguir
pretende ajudar no reconhecimento dessa diversidade
e na identificao da riqueza cultural que
ela proporciona.
Dicas do professor:
Livro  O povo brasileiro  A formao e o sentido do Brasil,
de Darcy Ribeiro (Companhia das Letras).
DVD  O povo brasileiro, de Darcy Ribeiro. Direo: Isa
Grinspum Ferraz. Co-produo da Perfimes, TV Cultura, GNT
e FUNDAR.
CP06aTX5P3.qxd 17.12.06 21:29 Page 24
rea: Matemtica Nvel I
1. Oriente uma leitura silenciosa do texto.
2. Pea aos alunos que reescrevam a tabela do
texto, colocando as quantidades de imigrantes
em ordem crescente.
3. A seguir oriente para que faam uma terceira
coluna, com valores escritos na forma simplificada
e arredondando os valores para o milhar
mais prximo. (Exemplo: 210.825 = 211
mil; 1.565.835 = 1.6000.000 = um milho e
600 mil.)
4. Oriente a construo de um grfico de colunas
em papel quadriculado. (Voc pode, por exemplo,
estabelecer uma regra de equivalncia
onde um quadrinho vale 100 mil: 210 mil
equivaler a 2,1 quadrinhos; 1.600.000 vale
16 quadrinhos.)
5. Ao final converse com os alunos sobre a importncia
do grfico de colunas para comparar
valores permitindo visualizar rapidamente os
maiores e menores valores.
Descrio da atividade
6. Promova uma discusso sobre a importncia
dos imigrantes na cultura brasileira e oriente
uma pesquisa sobre a participao dos imigrantes
na histria do movimento sindical
brasileiro.
Material indicado:
P papel quadriculado.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Comparando nmeros da entrada de imigrantes no Brasil
Resultados esperados: Grfico de colunas
com os nmeros da imigrao no Brasil at 1950.
Conscincia da contribuio dos imigrantes para o
Brasil.
5
Te x t o
Objetivo
 Arredondar nmeros na ordem de milhar.
Introduo
Os dados da tabela revelam que a cultura brasileira
tem influncia de vrios povos. Pode-se
dizer que eles, com seus trabalhos, suas culturas,
ajudaram a construir o Brasil. O grfico que propomos
construir a seguir alm de trabalhar conceitos
e habilidades matemticas permite melhor
visualizar a imigrao que ocorreu no Brasil at
1950. Em que atividades esses imigrantes esto
principalmente? Que contribuio eles trouxeram
para os trabalhadores brasileiros? Qual a
contribuio dos italianos na constituio dos
sindicatos?
Dicas do professor:
O quadro valor de lugar  um bom recurso para ajudar os
alunos nos arredondamentos de nmeros muito grandes
como os do texto.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  25
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26  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I
1. Pea aos alunos que escrevam um pequeno
texto sobre a afirmao  importante a fuso
de etnias, pois ela mostra as semelhanas e ao
mesmo tempo possibilita comparaes entre
costumes e crenas diferentes e que respondam
tambm s seguintes questes: Quais grupos de
etnias diferentes da sua residem em sua cidade?
Voc conhece imigrantes? Qual costume deles
que voc admira? Os trabalhadores imigrantes
encontraram melhores condies de vida?
2. Considerando os dados estatsticos retirados
do Memorial do Imigrante, de 1870 a 1953,
solicite aos alunos que:
a) verifiquem quantas ordens e quantas classes
h no nmero de portugueses e digam
qual a diferena posicional dos nmeros
repetidos nessa quantidade;
b) coloquem em ordem crescente os nmeros
da tabela e localizem os pases no mapa;
c) calculem o nmero de pessoas caso a quantidade
total fosse triplicada e classifiquem
esse nmero;
Descrio da atividade
d) encontrem quantas unidades h no nmero
que representa a quantidade de russos;
e) digam quantas classes h no nmero que
representa os italianos.
Materiais indicados:
P baco e mapa-mndi.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Brasil, nao acolhedora
Resultados esperados:
a) Reconhecer o sistema de numerao indo-arbico
como um conjunto de smbolos e de regras
para registrar nmeros.
b) Organizar nmeros em ordem crescente e
decrescente.
c) Verificar que o sistema de numerao decimal 
posicional, usa princpios multiplicativos e aditivos.
d) Reconhecer a distribuio dos pases num mapa.
5
Te x t o
Objetivos
 Aplicar dados estatsticos, de trabalhadores
imigrantes, na matemtica elementar.
 Analisar e discutir com os alunos a miscigenao
de povos no Brasil e a conseqente integrao
de trabalhadores de diversas origens.
Introduo
Em nosso pas h a pluralidade de perspectivas
culturais, caracterizadas por trabalhadores do
mundo. Entramos em contato com um grupo
tnico e seus costumes, verificamos a diversidade
de pessoas que o Brasil abriga e a riqueza que traz
para nossa cultura.
Dicas do professor:
Filme  O Quatrilho, direo de Fbio Barreto, 1994.
Msica  CD Cancin con todos, de Armando Gomes,
Cesar Isella e Dante Ledesma.
Contexto no mundo do trabalho: Geralmente, as pessoas
saem de seus locais de origem em busca de melhores
condies de vida. Procuram novas oportunidades de trabalho
e realizao de seus sonhos. Vemos no Brasil a
migrao de pessoas, de um estado para o outro, que se
assemelha aos imigrantes de outros pases.
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Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  27
rea: Artes Nvel I e II
1. Cada aluno dever reler o texto de Tom Z,
sublinhando o que considera importante.
2. A classe dever ouvir alguns exemplos de
msica hip-hop.
3. A classe escolher um smbolo para o caderno
Diversidades.
4. Cada aluno dever criar um poema-cantado,
no estilo hip-hop, usando o smbolo escolhido
para falar sobre o caderno e explorar o(s)
tema(s) que mais o tocou (aram).
5. As composies sero apresentadas e discutidas
tendo por foco as imagens provocadas
pelas letras, os temas abordados e as dificuldades
encontradas para a realizao do exerccio
e o processo de criao.
Obs: Se for possvel, seria enriquecedor se os
alunos pudessem transformar o ambiente da sala
Descrio da atividade
de aula, criando tambm grafittis (de giz) nas
paredes da sala.
Material indicado:
P giz de diversas cores.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Hip-hop
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa conhecer novas formas de
manifestao artstica.
b) Que o aluno possa, por meio da manifestao
artstica, expressar seus sentimentos e opinies.
c) Que o aluno possa refletir sobre os signos e suas
significaes nas diferentes comunidades da
sociedade brasileira.
6
Te x t o
Objetivo
 Criar uma obra musical a partir do estilo hiphop.
Introduo
Tom Z ao escrever a cano A gravata nos faz
viajar por muitos caminhos. Escolhe um objeto
como smbolo, signo de opresso de uma cultura.
Ele mesmo, como compositor,  tambm smbolo
de contestao, experimentao, opinio e
modernidade. Foi vanguarda nos anos 60 e continua,
ainda hoje, surpreendendo com sua postura
inquieta, questionadora e pesquisa musical.
Um estilo  uma lente atravs da qual se enxerga
algo. O estilo orienta nossa leitura e nos proporciona
um espectro de interpretao para uma
determinada obra ou realidade. O hip-hop, por
exemplo, surgiu no Brasil na dcada de 1980,
vindo de movimentos americanos que surgiram a
partir dos anos 60. A cultura hip-hop inicialmente
era formada pelos seguintes elementos: O rap,
o graffiti e o break. O rap  uma mistura de ritmo
e poesia e representa a msica. O graffiti representa
a arte plstica, expressa por desenhos coloridos
feitos nas ruas das cidades espalhadas pelo
mundo, e o break representa a dana.
No Brasil, o hip-hop  a voz cantada que denuncia
a desigualdade social e racial, est nos grafittis
pintados nos muros das grandes cidades,
nas roupas da juventude.  um movimento que
parte da periferia para o centro das metrpoles
brasileiras.
Dicas do professor:
Sites  www.realhiphop.com.br/release.htm
br.dir.yahoo.com/Artes_e_Cultura/Musica/Rap_e_Hip_Hop
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28  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Portugus Nvel II
1. Atividades de leitura. Depois de discutir o
aspecto alegre e crtico do texto, solicite que:
a) observem como Tom Z explora as rimas no
poema (laou/enforcou, gravata/lata, degradao/
palavro, moral/sal, inclinado/duplicado,
manejar/alegrar, autopunio/corao),
os versos que rimam no so regulares.
b) observem que o poeta poderia construir
versos assim: Um cidado sem gravata 
COMO uma coroa sem lata;/  COMO um
grande palavro. Eles criaria relaes de
semelhana por meio de COMPARAO.
Pedir aos alunos que completem, livremente,
as seguintes comparaes:
 A barriga do padeiro PARECE _____________.
 Tua voz ME LEMBRA __________________.
Mostrar que essas so formas de comparao,
usuais na linguagem cotidiana.
c) observem que o poeta no se vale da comparao
no poema, ele estabelece relao
entre os pares, sem explicitar os termos de
comparao (como, parece, lembra etc.).
Vale-se de uma METFORA, uma comparao
implcita, mais rica, ampla, de carter
pessoal e subjetivo: Gravata  forca porttil/
Gravata  um processo freudiano
Descrio da atividade
para a auto-punio./ Um cidado sem gravata
 uma dama sem pudor.
d) transformem as comparaes a seguir em
metforas: A casa parece um parque de
diverses.  A lua lembra uma senhora
prateada. (A casa  um parque de diverses.
A lua  uma senhora prateada.)
e) observem como o poeta atribui aes
humanas  gravata: j me enforcou, j me
laou. Esse recurso chama-se PERSONIFICAO
ou PROSOPOPIA.
f) observem os versos, ou parte deles, que se
repetem na estrofe: A gravata j me..., 
a ...,  um...,  uma... Esse recurso
chama-se PARALELISMO. Qual efeito o
poeta consegue ao repetir os versos ou
parte deles?
2. Atividades de leitura. Escolher um objeto com
os alunos e pedir que criem, livremente, comparaes.
Depois, as transformem em metforas
e, por fim, criem um poema que divirta e
critique os costumes.
Atividade P Figuras de linguagem
Resultado esperado: familiarizao com a metfora,
a comparao e a personificao.
6
Te x t o
Objetivo
 Ampliar o conhecimento sobre os recursos poticos
e as figuras de linguagem.
Introduo
Com que se parece uma gravata? E o inverno? 
verdade que um cidado sem gravata  como
sopa sem sal?
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  29
rea: Cincias Nvel II
1. Converse sobre as diferenas culturais e biolgicas
que os alunos encontram no trabalho.
2. Pea que faam uma lista dessas diferenas.
3. Pea que escrevam a cor de seus olhos e as
possveis combinaes genticas:
a) azul ou verde: recessivo + recessivo;
b) castanho e preto: dominante + recessivo
ou dominante + dominante.
4. Pea que levantem hipteses sobre qual cor
seria dominante ou recessiva.
5. Pea que construam a rvore genealgica da
cor dos olhos de seus pais e avs e identifiquem
a origem da cor de seus prprios olhos.
6. Discuta com os alunos os resultados obtidos e
as possveis implicaes dessa variedade
biolgica nas relaes entre os indivduos.
Descrio da atividade
Atividade P Diferenas fsicas e herana biolgica
Resultados esperados: Construo de rvore
genealgica a partir da associao entre caractersticas
fsicas e herana biolgica. Reflexo sobre
preconceitos com relao a fentipos.
7
Te x t o
Objetivos
 Discutir sobre as diferenas biolgicas e culturais
e suas relaes no cotidiano social.
 Associar caractersticas fsicas com herana biolgica
e suas implicaes nas relaes sociais.
Introduo
O texto mostra como diferentes culturas e heranas
genticas distintas podem conviver e compartilhar
aprendizagens e tradies.  o caso de japoneses
e brasileiros que povoam a Amaznia. Voc
j teve oportunidade de relacionar-se com pessoas
de outras culturas? As diferenas biolgicas referentes
 cor dos olhos, pele e cabelos, o formato
dos olhos, mos e cabea; a altura, tipo de cabelo,
etc. so geralmente de origem gentica, um gene
herdado do pai e o outro da me, que podem ser
dominantes ou recessivos. Uma pessoa pode possuir
a combinao de dois genes: dominante +
dominante; dominante + recessivo e recessivo +
recessivo. Se dois genes so diferentes, a caracterstica
que observamos (fentipo)  a do gene
dominante. Se dois genes so iguais, a caracterstica
 a do prprio gene. Cabelos e olhos castanhos
so dominantes quando um dos pais apresenta
este fentipo, a cor castanha pode corresponder
ao conjunto de gene: dominante + recessivo ou
dominante + dominante. Olhos azuis s podem
corresponder ao conjunto recessivo + recessivo: o
indivduo herdou um gene recessivo do pai e
outro da me.
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor:
Utilize os resultados obtidos para ressaltar a importncia da
diversidade de genes na construo dos indivduos e da
humanidade como um todo, avaliando o despropsito dos
preconceitos com relao a fentipos.
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30  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Questione os alunos sobre quais assuntos essa
letra de msica trata?
2. Em seguida ao debate, pea aos alunos que,
em grupo, destaquem no texto as palavras que
no conhecem.
3. Proponha a apresentao de cada palavra desconhecida,
por grupo, analisando o significado
de cada uma em conjunto com todos os alunos.
Os adolescentes de sua classe certamente reconhecero
o significado de muitas palavras.
4. Pea aos alunos que apontem, oralmente, os
diferentes ritmos musicais, citados no texto
(samba, rap, discoteca).
5. Em crculo, pea aos alunos que executem os
seguintes movimentos:
a) pernas paralelas, cruzar a perna direita na
frente da esquerda;
b) sem retirar o p direito do cho na posio
a frente do p esquerdo, dar um passo para
trs somente com a perna esquerda;
c) voltar  posio de pernas paralelas.
Descrio da atividade
6. Fazer esses movimentos que so do ritmo de
samba vrias vezes, at que todos os alunos
tenham aprendido.
7. Colocar um samba no aparelho de som.
8. Pedir aos alunos que executem aqueles movimentos,
agora ao som da msica, adequando
os movimentos ao ritmo.
9. Pedir aos alunos que criem outros movimentos
para esse ritmo musical.
Materiais indicados:
P aparelho de som, cd ou
fita de samba.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Mexa o seu corpo. Experimente a dana
Resultado esperado: Reflexo sobre os preconceitos
que temos ao conviver com pessoas de
diferentes culturas, por falta de conhecimento dessas
culturas. Esses preconceitos so levados para o
ambiente de trabalho.
8
Te x t o
Objetivo
 Discutir a diversidade de linguagens, ritmos e
movimentos. Vivenciar a atividade de dana com
movimentos simples. Criar diferentes movimentos
ao ritmo de uma msica.
Introduo
A letra da msica do Fundo de Quintal em parceria
com Rappin Hood mostra que em nossa sociedade
co-existem diferentes tipos de linguagens que
expressam diferentes formas de viver e de se relacionar
entre os indivduos. Ao ler esse texto, voc
teve dificuldade de entender a mensagem dos
compositores? Estamos acostumados a ouvir as
pessoas do nosso crculo de amizades, com sua linguagem
prpria, e discriminamos os grupos que
usam outro tipo de linguagem. Essa msica fala da
vida de pessoas que vivem nos morros das grandes
cidades, da unio e do companheirismo. Voc j
experimentou danar um samba, um rap, ou outro
estilo de msica? J refletiu se tem preconceitos
com determinados ritmos musicais?
Dica do professor:
Para descontrair a turma, voc pode colocar a msica do
grupo Fundo de Quintal para que eles ouam e cantem
antes de fazer os movimentos de dana.
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rea: Matemtica Nvel I e II
1. Em dias anteriores pea aos educandos que
observem a cidade quando por ela passarem e
registrem as formas geomtricas predominantes.
Esse registro pode ser feito por meio de
desenhos, palavras, esquemas ou fotos.
2. Faa uma leitura da letra de Quantos morros
e pea que conversem sobre ela: qual seria a
mensagem que o autor desejou transmitir?
Depois, convide-os a representar a colcha de
retalhos  metfora do autor  em um mural
usando elementos matemticos recortados em
papel.
3. Para tanto, sobre um papel pardo, oriente os
alunos para que desenhem uma malha usando
como elemento padro aquela forma que
observaram e registraram como a predominante
na cidade (retas, quadros, retngulos,
tringulos).
4. Eles devem recortar os papis coloridos (revistas
usadas, por exemplo) usando a forma ou
formas padro que escolheram para a malha.
Depois  s colar na malha, sobre o papel
pardo.
Descrio da atividade
5. Voc pode organizar uma exposio com os
resultados do trabalho na escola.
Materiais indicados:
P papel pardo, revistas
usadas, cola, tesoura.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Colcha de retalhos
Resultados esperados: Mural usando como
forma base figuras geomtricas.
Sensibilizao do olhar sobre a cidade.
8
Te x t o
Objetivos
 Perceber a cidade como um espao de movimento
e contradies.
 Compor um mural usando formas geomtricas.
Introduo
A letra da msica Quantos morros chama ateno
para o movimento que a cidade produz. Ela
 resultado do trabalho humano, mas no a percebemos
como tal. Quem olha a cidade? Quem
v seu movimento, sua contradio, preconceitos?
Como as pessoas pobres criam solues para
suas necessidades, desenvolvem suas artes? Por
que o autor diz que a cidade  uma colcha de
retalhos? Converse com seus alunos sobre essas
questes.
Dicas do professor: Voc pode mostrar aos alunos algumas
gravuras de obras de arte em que o artista tenha usado
como base alguma figura geomtrica, como Alfredo Volpi,
com sua pintura Mastros em xadrez, ou Piet Mondrian (1872
 1944), Composio, pintura de 1921.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  31
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32  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Portugus Nvel II
1. Atividades de pr-leitura. Perguntar: O que
sabem sobre a cultura hip-hop? (Movimento
cultural, que surgiu no incio da dcada de
1970, nas comunidades afro-americanas, e
divulgou os MC  raps , DJ, grafitti e breaking
(dana de rua).
2. Se possvel, pedir que tragam informaes
mais detalhadas sobre as origens e desenvolvimento
dessa cultura e, tambm, CDs, letras
dos raps, para a sala tomar conhecimento.
3. Atividades de leitura.
a) Ler o texto com os alunos.
b) Pedir que retirem do texto as grias.
Informar que a gria  parte integrante da
lngua: denota o meio de comunicao de
um grupo e o identifica. Esclarecer que a
gria  efmera e que, por isso, poucos vocbulos
se incorporam ao vocabulrio dicionarizado.
Mostrar que a lngua possui vrios
registros lingsticos e todos so lngua:
registro formal, semiformal e informal.
4. Atividades de produo de texto.
a) Analisar o aspecto temtico e composicional
do rap (chaves, como a lei da selva 
assim ou ningum  mais que ningum,
as longas letras tm fora porque so rea-
Descrio da atividade
listas, cruas. Tm retrica, mas  a prpria
retrica da periferia. A narrao, em primeira
pessoa, d um ar de autobiografia a
cada msica.
b) Solicitar aos alunos que levantem, a partir
da anlise de sua regio, os temas que
poderiam fazer parte de uma letra de rap.
c) Incentiv-los a criar seus prprios raps.
d) Se os alunos quiserem, organize a Noite do
Rap na escola, com o objetivo de denunciar
os principais problemas de sua regio.
No evento, os educandos podem apresentar
raps conhecidos e, principalmente, suas
prprias composies. Podem mostrar seus
grafittis e nmeros de dana.
e) Pedir que elaborem, manualmente, os convites
para a apresentao.
Atividade P A noite do rap
Resultado esperado: Ampliao da capacidade
de expressar-se em diversos registros
lingsticos.
8
Te x t o
Objetivo
 Produzir textos de diferentes tipos e gneros,
para diferentes interlocutores, em diferentes
situaes e condies de produo.
Introduo
O que  cultura hip-hop? Voc conhece cantores
de rap? Considera o rap uma expresso da cultura
brasileira? E a dana de rua?
Tempo sugerido: 6 horas
Dica do professor:
Site  www.geocities.com/Eureka/Plaza/1704/p148.htm)
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Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  33
rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Em sala, faa um levantamento da origem dos
estudantes de EJA:
a) Onde nasceram?
b) Como  a vida na regio?
c) Quais os hbitos e costumes das pessoas?
d) O que gostam de comer?
e) Como  a maneira de falar e de sentir?
f) Como trabalham?
2. Proponha que, em grupos, uma pesquisa seja
feita junto a outras turmas, incluindo algumas
perguntas para os alunos e alunas que sejam
trabalhadores assalariados.
a) Quem decide como vai se dar o processo de
trabalho?
b) Como se d o controle do trabalho?
c) Como se do as relaes entre patro e
empregado?
Descrio da atividade
d) O que os trabalhadores reivindicam?
3. Terminada a pesquisa, oriente a anlise dos
dados obtidos, discutindo se, na empresa capitalista,
a cultura do trabalho expressa a diversidade
cultural dos alunos de EJA.
4. Os estudantes confeccionam e afixam cartazes
na escola para divulgar os resultados e
as concluses da pesquisa (se possvel, com
ilustraes).
Materiais indicados:
P papel pardo, caneta pilot,
fita crepe.
Tempo sugerido: 8 horas
Atividade P Cultura(s) e cultura do trabalho
Resultados esperados: Refletir sobre a diversidade
cultural dos estudantes de EJA e a homogeneizao
da cultura do trabalho na sociedade
capitalista.
9
Te x t o
Objetivo
 Perceber que na sociedade capitalista a cultura
do trabalho se apropria da diversidade cultural,
buscando homogeneizar as prticas dos
trabalhadores e trabalhadoras.
Introduo
Marrom, caf, pastel, bege, ocre... Com tonalidades
diversas, Tarsila do Amaral nos revela as
cores-de-pele dos trabalhadores no incio da
industrializao no Brasil. Oriundos dos quatro
cantos do planeta, cada um deles carrega consigo
sua cultura, sua maneira prpria de fazer, interpretar
e simbolizar o mundo. Independente de cor
ou raa, o que todos tm em comum  sua fora
de trabalho, ou seja, a capacidade de produzir os
bens necessrios  vida humana. No capitalismo,
o trabalhador  obrigado a vender sua fora de
trabalho aos proprietrios dos meios de produo
em troca de um salrio. Assim, no so os trabalhadores
que decidem quando, como e quanto se
vai produzir. Podemos afirmar que, na empresa
capitalista, a cultura do trabalho  a expresso da
diversidade de culturas que se expressam nos rostos
de cada um dos operrios de Tarsila?
Dica do professor:
Sobre as concepes de cultura, veja o livro Cultura: um conceito
antropolgico, de Roque de Barros Laraia (Jorge Zahar
Editor).
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34  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Desenvolva uma atividade de apreciao da
obra, se possvel, use uma transparncia. Conduza
os alunos a observar a obra por meio das
seguintes perguntas em espanhol:
a) Qu es lo que vemos en esta imagen?
b) Qu diferencia podemos ver entre los planes
del cuadro: formas, colores, etc.?
c) Cmo son las personas presentadas en la
imagen? (gnero, edad, grupo tnico, origen,
etc.).
d) Qu es lo que hay de comn y de diferente
entre ellas?
e) Qu relacin podemos establecer entre las
personas y el lugar dnde se encuentran?
2. A dcada de 1930 trouxe modificaes significativas
para os trabalhadores brasileiros. Sugira
aos alunos que pesquisem as diferenas
Descrio da atividade
que eles imaginam haver entre os dias de hoje
e aquele momento histrico. Para isso, Hay
que considerar: la insercin de la mujer en el
mercado de trabajo; beneficios adquiridos por
los obreros; las condiciones de trabajo en las
fbricas y el origen de los trabajadores de los
grandes centros urbanos.
3. Discuta com os alunos esse tema.
Materiais indicados:
P transparncia, retroprojetor.
Tempo sugerido: 12 horas
Atividade P El arte y sus miradas sociales
Resultado esperado: A compreenso das
mudanas ocorridas no mundo do trabalho no
Brasil por meio da arte visual.
9
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre as mudanas na situao do trabalho
no Brasil desde o incio do sculo XX e a
preocupao social na arte visual brasileira.
Introduo
A obra Operrios, de Tarsila, se organiza em uma
diagonal que divide a tela e estabelece dois campos
distintos. Em primeiro plano, com a massa de
fisionomias, definidas por formas orgnicas e cores
quentes, homens, mulheres e crianas. Mais
atrs, em contraposio est a indstria estilizada,
composta de cores frias, formas geomtricas e linhas
verticais. A diversidade de feies sugere
diferentes origens e modos de vida. Mas a anlise
do conjunto nos leva a ver pontos comuns, unificadores.
Pode-se interpretar certa dureza nos olhares,
cansados e entristecidos. Os rostos, voltados 
mesma direo, apresentam certa semelhana nas
cores e na dimenso das cabeas, ajudando a criar
um bloco contnuo. O conjunto pode sugerir a
idia de peas de uma mesma engrenagem, movida
pelo trabalho e impulsionada pela fora da
industrializao, pela necessidade de sobrevivncia
e por um desejo premente de modificar a situao.
Tarsila  testemunha da mudana gradual do
modelo econmico agrcola brasileiro para o industrial
urbano. Conhecem outras obras de arte
que discutem temas parecidos com este? Quais?
Dica do professor:
Apresentar outras obras que expressem preocupaes sociais
no universo das artes visuais no Brasil: Lvio Abramo,
Carlos Scliar, Hlio Oiticica e Portinari
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rea: Geografia Nvel I e II
1. H quantos anos Tarsila fez este quadro?
2. Quantos operrios aparecem na tela?
3. Quantos deles so mulheres e quantos so
homens?
4. Discutir os motivos que levaram  entrada da
mulher nas fbricas no Brasil (salrios mais
baixos, dificuldade do homem em sustentar o
lar, luta pela emancipao feminina).
5. H pessoas de idades diferenciadas no quadro?
Discutir a presena de velhos e jovens
dentre os operrios (salrios mais baixos).
6.  possvel identificar operrios de outras nacionalidades?
Quais?
7. Os operrios, em geral, apresentam que tipo de
fisionomia na tela: cansada, alegre, triste, eufrica,
sonolenta, dispersa, entre outras?
8. Justifique, a partir da resposta do item anterior,
os motivos que produzem essa fisionomia.
9. A tela indica ainda que as fbricas estejam em
atividade ou no? Justifique.
Descrio da atividade
10. Onde a tela  mais colorida? Onde  menos?
Que concluso podemos tirar a partir da presena
da cor?
11. Quem est em primeiro plano? Quem aparece
no plano de fundo? Que concluses podemos
tirar a partir desta observao?
Atividade P Tem gente de toda cor
Resultados esperados:
a) Refinar a leitura visual do aluno.
b) Analisar a importncia das imigraes para a
constituio da classe operria brasileira, para
a formao da populao e para a sua riqueza
de valores culturais.
c) Entender a arte a partir das coisas do cotidiano.
9
Te x t o
Objetivo
 Aguar os sentidos para leitura visual, identificar
grupos de estrangeiros na tela, diviso
por faixa etria e sexo, refletir sobre a relao
entre arte e cotidiano.
Introduo
A formao da classe operria brasileira contou
com a presena marcante dos imigrantes que
para c vieram em fins do sculo XIX e incio do
XX. Oriundos das mais variadas partes do mundo
sua contribuio cultural e poltica foi vital para
a constituio da nacionalidade brasileira.
A tela de Tarsila do Amaral retrata um momento
importante da histria brasileira no que tange 
construo do parque industrial, a formao da
classe operria, a imigrao para o Brasil e o incio
da urbanizao.
Dica do professor:
A pesquisa do modernismo no Brasil auxiliar o aluno a
entender as motivaes da autora em retratar operrios e
fbricas em sua arte. O Museu de Arte Contempornea da
USP  uma boa opo para tal, especialmente seu
acervo virtual sobre o modernismo: www.mac.usp.br/pro
jetos/seculoxx/modulo2/modernismo/index.html.
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  35
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36  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
A partir das discusses que a observao da tela
Operrios suscitou, pea aos alunos que faam as
seguintes questes:
a) Calculem quanto ganha por semana a irm
de um operrio que recebe semanalmente
R$ 121,00, sendo que a operria recebe 1/3
da quantia de seu irmo. O salrio mensal
de ambos  maior ou menor do que um
salrio mnimo?
b) Encontrem a frao restante do salrio de
um trabalhador que aplica, mensalmente,
1/6 do que recebe, na caderneta de poupana.
c) Faam o arredondamento por centsimos
da percentagem que  aplicada pelo trabalhador,
ou seja, transforme em porcentagem
1/6.
Descrio da atividade
Material indicado:
P calculadora.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Operrios: lutas e conquistas
Resultados esperados:
a) Saber relacionar a luta dos operrios de outras
pocas e as suas atualmente.
b) Resolver problemas matemticos que envolvam
fraes, percentagens, nmero decimal e subtrao.
c) Reconheer que a histria e a matemtica no
so disciplinas isoladas.
9
Te x t o
Objetivos
 Reconhecer as lutas que os operrios tm e
tiveram em suas vidas como trabalhadores.
 Resolver problemas matemticos que envolvam
salrios recebidos.
Introduo
Vocs sabiam que, antes dos trabalhadores brasileiros
se organizarem para exigir seus direitos, os
operrios trabalhavam 16 horas dirias? Que no
existia previdncia social nem aposentadoria?
Que mulheres e crianas eram operrias e sofriam
freqentemente castigo, abusos e agresses de
seus chefes? No incio da industrializao muitos
operrios foram mutilados? Diante disso, associaes,
sindicatos e partidos foram organizados a
partir de 1830. Em 1- de maio de 1907, no Rio de
Janeiro, ocorreu o primeiro Congresso Operrio
Brasileiro. O quadro de Tarsila do Amaral mostra
homens e mulheres que vieram de longe para trabalhar
aqui. Observe as pessoas retratadas no quadro
e converse com seus alunos sobre suas fisionomias.
Como seria o Brasil se os operrios recebessem
salrios dignos? Voc conhece as reivindicaes
de seus alunos que so operrios?
Contexto no mundo do trabalho: Como trabalhadores
continuamos com lutas e dificuldades diariamente. Neste
incio de sculo governantes e todo povo brasileiro tm
grandes desafios a vencer em muitas regies do pas.
Dicas do professor:
Filmes  Lugar nenhum na frica, de Caroline Link; O longo
caminho para casa, narrao de Morgan Freeman, e
Migrao alada, de Jacques Perrin.
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Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  37
rea: Cincias Nvel II
1. Pea aos alunos que recolham insetos j mortos
e que os tragam para a sala de aula.
2. Cada aluno preenche uma ficha com as seguintes
informaes sobre os insetos: local
onde ele foi encontrado; nome popular; caractersticas
fsicas; tipo de alimentao
4. Identifique com os alunos as contribuies
dos insetos encontrados para a cadeia ecolgica
e nas atividades produtivas.
Descrio da atividade
Atividade P Vamos entender os insetos?
Resultado esperado: Reconhecimento de caractersticas
de insetos, seu hbitat e seus hbitos,
alm da importncia para a cadeia ecolgica.
10
Te x t o
Objetivo
 Identificar as caractersticas de insetos, seu
hbitat e seus hbitos.
Introduo
O texto fala de diversas parbolas, que empregam
animais em seus ensinamentos. Um deles 
o gafanhoto, que chega a dar o ttulo  histria.
O gafanhoto  um inseto, ou seja, apresenta o
corpo dividido em cabea, trax e abdmen; um
par de antenas, trs pares de patas. Os insetos
podem ser subdivididos de acordo com as caractersticas
externas  morfolgicas  e de acordo
com a forma como processam os alimentos 
metablicas. Exemplos: traa-dos-livros (sem
asas, um par de antenas longas e trs caudas, alimentam-
se da cola usada na encadernao);
ganhafotos, grilos e baratas (dois pares de asas,
herbvoros ou onvoros, isto , de alimentao
variada); percevejos e barbeiros  que so os
transmissores da doena de chagas (dois pares
de asas, parasitas externos de animais e plantas).
Qual a indstria que tem como ponto bsico a
existncia de insetos? Quais so elas? O que
fabricam? Que efeitos colaterais surgem dessa
fabricao? Como poderamos solucionar os problemas
da emergentes?
Contexto no mundo do trabalho: Os insetos possuem
grande importncia ecolgica, j que pssaros, mamferos,
peixes, anfbios e rpteis alimentam-se deles. Os insetos
so encontrados nos mais diversos ambientes cotidianos e
de trabalho. Ressalte-se ainda que certas espcies de insetos
so pragas e causam enormes prejuzos  pecuria e 
lavoura.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor:
Dentre os exemplos de praga, podemos citar a mosca do
berne (prejuzos na agropecuria). Mosquitos sugadores de
sangue, piolhos, pulgas tambm podem transmitir doenas
ao homem e a animais domsticos. Entre as doenas transmitidas
por mosquitos podemos citar a malria e a febre
amarela. No entanto, muitos insetos so teis ao homem.
Por exemplo, certas joaninhas comem pulges, as abelhas,
alm de produzirem o saboroso mel, so agentes polinizadores
de plantas cultivadas pelo homem. indstrias de inseticidas,
dedetizadoras, farmacuticas (venenos), etc.
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38  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Cincias Nvel II
1. Pea aos alunos que faam uma relao de
pratos alimentcios baseados em produtos oriundos
de aves.
2. Cada aluno deve trazer pelo menos uma receita
que deve identificar: o tipo de ave utilizado,
qual poro (carne branca, coxas, ovos,
sangue, etc.) e modo de cozimento (frito, assado,
cozido, ensopado, etc.).
3. Identifique com os alunos as contribuies das
aves como fornecedoras de protenas em nossa
alimentao, reconhecendo a diversidade
de opes que nos so dadas por essa categoria
de alimento.
4. Compile as receitas trazidas em um livro de
receitas da turma.
Descrio da atividade
Atividade P Vamos entender as aves?
Resultados esperados:
a) Identificao das caractersticas e hbitos de
aves, reconhecendo sua importncia comercial.
b) Identificao do poder nutritivo de aves em nossa
alimentao, principalmente como fornecedoras
de nutrientes.
c) Livro de receitas baseadas em aves, preparado a
partir da contribuio dos alunos.
10
Te x t o
Objetivos
 Identificar as caractersticas e hbitos de aves,
reconhecendo sua importncia comercial.
 Reconhecer a importncia e as contribuies
nutricionais de aves em nossa alimentao.
Introduo
O texto fala de diversas parbolas, que empregam
animais em seus ensinamentos. A guia  a ave
mencionada. As aves possuem penas que garantem
isolamento trmico, proteo contra a perda de
gua e so imprescindveis ao vo. As penas so
trocadas de forma gradual, a fim de no prejudicar
a capacidade de vo. Seus ossos so porosos, a fim
de diminuir o peso para voar. Algumas aves no
voam, elas perderam esta capacidade ao longo do
processo evolutivo. Elas, adquiriram outras capacidades,
como correr velozmente (avestruzes e
emas) e nadar, (mergulhes e pingins). Existem
aves criadas para consumo, como as galinhas, que
fornecem ovos, carne e penas. Emas tambm tm
sido produzidas em criadouros especficos, mas a
sua utilizao como alimento ainda no  muito
grande em nossa sociedade. Que outras indstrias
tm como base as aves?
Contexto no mundo do trabalho: Existem granjas, no
pas, dos mais diversos portes. Em muitos casos, a grande
produtividade tem sido alcanada com a utilizao de
doses macias de hormnios e com o tratamento confinado
dos animais, em desrespeito  sua condio de
seres vivos.
Tempo sugerido: 1 hora
Dica do professor:
A fecundao das aves  interna e o desenvolvimento do
embrio ocorre dentro do ovo j botado. Isso significa que
as aves so ovparas. Elas chocam os ovos e cuidam dos filhotes
aps o nascimento, protegendo-os e alimentando-os.
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rea: Cincias Nvel II
1. Pea aos alunos que faam uma relao de
todos os mamferos que conheam.
2. Cada aluno deve preencher uma ficha contendo
as seguintes informaes sobre os mamferos
identificados: local onde vivem; nome
popular; tipo de alimentao e importncia
econmica.
3. Identifique com os alunos as contribuies dos
mamferos para a nossa sociedade.
Descrio da atividade
Atividade P Vamos entender mamferos?
Resultado esperado: Reconhecimento de caractersticas
de mamferos, seu hbitat e seus hbitos,
alm da importncia para a nossa sociedade.
10
Te x t o
Objetivo
 Identificar as caractersticas de mamferos, seu
hbitat e seus hbitos.
Introduo
O texto fala de diversas parbolas, que empregam
animais em seus ensinamentos. Cita touro, camelo,
cavalo, gazela e leo. Mas, o que esses animais
tm em comum? Todos so mamferos. Eles possuem
glndulas mamrias, corpo total ou parcialmente
recoberto de pelos, dentes (incisivos, caninos,
pr-molares e molares) e diafragma (membrana
que separa o abdmen do trax). Os mamferos
dividem-se em trs grandes subclasses: monotremados,
marsupiais e placentrios. Os monotremados
botam ovos (ornitorrinco, que vive na
Austrlia e na Tasmnia). Os marsupiais tm bolsa
de pele no ventre, onde os filhotes, aps nascerem,
completam o desenvolvimento (cangurus, que
vivem na Austrlia). J os placentrios so mamferos
que completam seu desenvolvimento no
tero materno, alimentando-se pela placenta.
Geralmente, os mamferos participam na poro
superior da cadeia ecolgica e possuem diversos
hbitos alimentares: herbvoro (boi); carnvoro
(lees e hienas); onvoro (ser humano). Quais as
indstrias que tm como base os animais?
Contexto no mundo do trabalho: Os mamferos esto
presentes como animais domsticos (gatos e cachorros).
Cavalos, por exemplo, so usados no transporte e auxiliam
a aragem de terras. Grande parte de nossa alimentao
 de origem animal, como gado bovino, suno e
caprino.
Tempo sugerido: 1 hora
Dicas do professor:
Os mamferos so divididos em grupos chamados ordens.
Os ces, lobos, gatos, lees, tigres, onas, hienas, focas, etc.
pertencem  ordem carnvora.A ordem primata, a qual o ser
humano pertence,  constituda tambm por macacos e
lmures. Camelos, girafas e cervos pertencem  mesma
ordem de bois, cabras, carneiros e porcos, ordem
Artiodactyla.  ordem Cetcea pertencem as baleias e golfinhos,
que so marinhos e possuem seus membros anteriores
transformados em nadadeiras. Indstrias: agropecuria,
implementos agrcolas, frigorficos, etc.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  39
CP06aTX10P3.qxd 17.12.06 21:45 Page 39
40  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Lngua Estrangeira  Ingls Nvel II
1. Coloque na lousa a seguinte frase:
The Amish should participate in the modern
society.
(Os Amish deveriam participar da sociedade
moderna.)
2. Sublinhe a palavra should e a palavra deveria.
3. Diga ento aos alunos que sempre que queremos
fazer uma recomendao, dar uma sugesto
ou conselho, utilizamos a estrutura
SHOULD + VERBO. SHOULDNT  utilizado
em frases negativas (no deveria). Caso os alunos
ainda no tenham nenhuma lista de verbos
principais, prepare uma lista com verbos
e seus significados e d a eles. Pea que, em
duplas, preparem 10 frases com recomendaes
e conselhos para os Amish (baseados no
texto que leram). Quando terminarem, coloque
na lousa as seguintes frases:
Estou com gripe.
Sinto muita dor de cabea.
Meu vizinho comprou uma bateria.
Meu cachorro comeu um p do meu sapato
favorito.
Descrio da atividade
Gosto de uma pessoa, mas sou muito tmido(
a).
4. Pea a eles que, ainda em duplas, escrevam
conselhos em ingls para essas pessoas. Podese
fazer mais de uma frase para cada caso.
Material indicado:
P dicionrios portugusingls
para ajudar os
alunos a encontrar o
vocabulrio para a formao
das frases.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Should/Shouldnt
Resultado esperado: Que os alunos consigam
utilizar a estrutura apresentada corretamente,
familiarizando-se, assim, com a lngua.
11
Te x t o
Objetivo
 Aprender a dar recomendaes, sugestes e
conselhos em ingls
Introduo
O texto em ingls trata da cultura Amish, com
diversas restries  vida moderna e distanciamento
que causa incompreenso por parte dos
governos e da sociedade de modo geral. Nesse
contexto, alm do aprendizado de cultura e vocabulrio,
 interessante apresentar como se faz
recomendaes em ingls.
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Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  41
rea: Cincias Nvel I e II
1. Com a trena (ou metro) e o giz, desenhe no
cho um quadrado com um metro de lado.
2. Vamos verificar quantos copos de gua so
necessrios para molhar toda essa rea.
Derrame gua na rea demarcada at molhla
completamente. Use o copo para isso. Conte
quantos copos de gua utilizou. Considere que
cada copo comum tem cerca de 200 ml e voc
conseguir medir o volume de gua em litros.
Se tiver um recipiente graduado sua tarefa
ficar mais fcil.
3. Indique quantos litros de gua utilizou.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P trena (ou metro), giz,
copo com 200 ml e gua.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P A histria, os negros, a roa e a importncia da chuva.
Resultados esperados: Compreender a
unidade de medida utilizada para chuva. Entender
a frase: A precipitao mdia do ms  de 30
milmetros de chuva.
12
Te x t o
Objetivos
 Entender o conceito de ndice pluviomtrico.
 Entender como se mede esse ndice.
Introduo
Qual a importncia da chuva na roa? O ndice
pluviomtrico  uma medida do volume de precipitao
atmosfrica que possibilita o planejamento
das lavouras no campo. Antigamente, muitas
lavouras se perdiam por no haver essa tcnica. O
ndice pluviomtrico pode ser medido em perodos
longos, como meses ou anos, ou perodos curtos,
como horas, minutos ou segundos. Todo tipo
de medida usa um padro, no caso do ndice pluviomtrico,
usa-se o milmetro por metro quadrado,
ou seja, a altura da chuva acumulada que cai,
medida em milmetros, em uma rea de um
metro quadrado.
Contexto no mundo do trabalho: Os ndices pluviomtricos
so acompanhados por trabalhadores da rea
de meteorologia. O registro dirio dos ndices ao longo de
vrios anos permite fazer previses de perodos do ano
nos quais h possibilidade maior de chuvas intensas ou de
secas. Essas previses orientam, por exemplo, os trabalhos
com a agricultura (plantio, colheita, irrigao) ou a organizao
da defesa civil de uma determinada cidade, indicando
se  necessrio fazer racionamento de gua ou trabalho
de conteno de represas.
Dicas do professor:
1. Cada 1 mm de chuva significa aproximadamente 1 litro
de gua por metro quadrado. 2. Procure no servio meteorolgico
de sua regio qual a precipitao normal. 3.
Se voc mora no interior, compare esse ndice com o de
uma cidade do litoral ou prxima de rio. Se voc mora no
litoral ou prximo de um rio, compare esse ndice com o
de uma cidade de regies mais secas do Brasil. 4. Cada
litro (l) corresponde a 1.000 mililitros (ml).
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42  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Econmia Solidria Nvel I e II
1. O professor poder desenvolver um debate
entre os alunos a partir da exposio de uma
experincia desenvolvida em uma comunidade
quilombola.
2. Nesta comunidade existem dois grupos produtivos
que trabalham com artesanato. Um
deles utiliza a palha da bananeira e o cip na
fabricao de bolsas e adereos e o outro trabalha
com o bordado. Este ltimo atende a
uma demanda de municpios vizinhos que ao
encomendar os produtos exigem que tenham
a marca das suas cidades e outros desenhos
que normalmente so mais solicitados pelos
clientes (moranguinhos, mas, etc.). O que
trabalha com a palha da bananeira utiliza em
seus produtos diferenciais que mostram a histria
da sua comunidade e a sua cultura. Os
dois grupos sobrevivem do que produzem.
2. Aps relatar essa experincia, o professor
poder abrir uma discusso e estimular o debate,
tendo como referncia o texto base, no
sentido de:
a) perceber o que os alunos conhecem sobre
esse tema;
Descrio da atividade
b) verificar a compreenso sobre o significado
da cultura para uma comunidade;
c) verificar, diante da situao relatada, quais
dos grupos tm mais chance de gerar renda
e ao mesmo tempo preservar seus aspectos
culturais, sua identidade;
d) fazer uma avaliao sobre a atividade.
Sugerir que continuem pesquisando sobre
o tema.
Materiais indicados:
P papel, canetas, cadeiras,
etc.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Identidade, cultura e produo
Resultado esperado: Que ao final da atividade
os alunos possam ter desenvolvido reflexo
sobre a possibilidade de se desenvolver atividades
produtivas e preservar a cultura, a histria, a identidade
das comunidades envolvidas.
12
Te x t o
Objetivo
 Debater com os alunos a importncia do resgate
e preservao da cultura nas atividades produtivas.
Introduo
As formas coletivas e solidrias tm sido cada vez
mais uma alternativa encontrada por camadas
da populao. Comunidades quilombolas tambm
tm procurado, por meio de atividades da
produo associada, gerar renda e ao mesmo
tempo preservar sua cultura.
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rea: Histria Nvel I e II
1. Fazer uma leitura compartilhada do texto.
2. Procurar o significado das palavras desconhecidas.
3. Situar com os alunos, no tempo e no espao
(nos calendrios, linhas de tempo e no mapa
do Brasil) os principais fatos e grupos (quilombos
e quilombolas) mencionados no texto.
4. Interpretar o texto com o grupo, destacando
os seguintes conceitos: quilombos, quilombolas,
discriminao, marginalizao, preconceito,
descendentes africanos, cultura afro-descendente.
5. Com base no texto, destacar: o que prev a
Constituio Federal do Brasil, de 1988, sobre
os direitos dos quilombolas; o significado do
Quilombo de Palmares para as lutas dos negros;
o que diz o texto sobre o modo de viver
Descrio da atividade
dos grupos de quilombolas: Kalunga, Cafund
e Campinho.
6. Debater a seguinte questo e registrar em uma
frase ou pargrafo: o que podemos fazer para
valorizar e respeitar a identidade dos quilombolas
e dos afro-descendentes na atual realidade
brasileira?
Material indicado:
P exemplar da Constituio
Federal do Brasil.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Quilombos, quilombolas, afro-brasileiros!
Resultados esperados: Reconhecimento dos
direitos previstos e valorizao da populao de
origem africana, de modo geral, na histria do
Brasil.
12
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer, debater e valorizar a identidade
dos quilombolas e da populao de origem
africana, de modo geral, na histria do Brasil.
Introduo
H mais de cem anos da abolio da escravido
no Brasil e trezentos anos depois da morte de
Zumbi, lder do movimento negro do Quilombo
dos Palmares, como o prprio texto afirma as
atenes se voltam para a situao dos ncleos
rurais espalhados pelo pas, onde vivem populaes
remanescentes de quilombos. Quem e
quantos so? Como vivem? Quais so os seus
direitos? Essas e outras questes esto na agenda
das lutas dos movimentos afro-descendentes.
Nesse sentido, o estudo da cultura afro-brasileira,
como prev as Diretrizes Curriculares
Nacionais para Educao das Relaes tnico-
Raciais e Cultura Afro-Brasileira e Africana, elaboradas
e implementadas pelo MEC, a partir de
outubro de 2004 (Lei 10.639/03-MEC), constitui
importante forma de luta na defesa dos direitos
de cidadania, no combate ao preconceito,  discriminao
e marginalizao do negro no Brasil.
 tarefa de todos ns, educadores, participar
desse processo de forma cidad, contribuindo,
assim, para a valorizao e respeito da identidade
da cultura afro-brasileira. Vamos ao desafio!
Dica do professor:
Site do MEC  www.mec.gov.br, o texto da
(Lei 10.639/03-MEC).
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  43
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44  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Portugus Nvel I e II
1. Atividades de pr-leitura. Em conversa informal,
fazer um levantamento, com os alunos,
dos heris, dolos e figuras importantes no
Brasil. Perguntar o porqu de serem famosos
ou importantes e discutir os motivos que
fazem um homem sair do lugar comum e ganhar
status de gnio, heri, dolo etc. Explicar
que uma biografia  uma coleta de dados referentes
a uma pessoa.  importante, pois nos
ajuda a saber como e por que tornou-se famosa,
quem ou que influenciou em suas realizaes,
como pensava o mundo, como viveu e
como morreu (se for o caso).
2. Atividades de leitura. Solicitar, por meio de
perguntas, as informaes que o texto traz a
respeito de Zumbi. Sugerir que os alunos ampliem
essas informaes com uma pesquisa a
respeito dele.
3. Atividades de produo de texto.
a) Mostrar  classe a necessidade e a importncia
de uma pesquisa; falar dos meios utilizados
para levantamento de dados (internet,
bibliotecas, entrevistas, estudos, clculos,
experimentos etc.).
Descrio da atividade
b) Orientar a classe na pesquisa, redao e
montagem de uma biografia sobre Zumbi.
Orientar a pesquisa e a redao dos alunos.
Marcar um dia para a apresentao dos
resultados da pesquisa. Discutir o contedo.
c) Se os alunos quiserem, alm da criao do
texto biogrfico, podem ilustrar o texto com
fotos, gravuras, slides etc. Depois, podem
montar um mural para exposio pblica
do material colhido.
d) Se houver interesse da classe, num segundo
momento os alunos podem criar sua auto-
biografia ou, por meio de entrevistas,
criar a biografia de alguma pessoa considerada
importante pela comunidade em que
vivem, ou de alguma outra personagem
famosa.
Materiais indicados:
P computadores, livros,
revistas.
Tempo sugerido: 6 horas
Atividade P Caractersticas do texto biogrfico
Resultado esperado: Segurana na conduo
de uma pesquisa bibliogrfica e na produo de
textos biogrficos.
12
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de pesquisa, seleo e
ordenao de dados para redao de biografia.
Introduo
A atividade pretende que o aluno ganhe autonomia
e confiana para ampliar conhecimentos sobre
um determinado tema ou pessoa e que entenda
a necessidade de um trabalho organizado
para a realizao desse objetivo.
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rea: Portugus Nvel II
1. Atividades de leitura. Discutir o texto com os
alunos e explorar as caractersticas dos grupos
e sua importncia para a cultura nacional.
2. Reconhecimento e ampliao do vocabulrio:
a) Informar aos alunos que o portugus do
Brasil incorporou muitos vocbulos das lnguas
africanas. Para testar o conhecimento
prvio (e informar), perguntar se conhecem
alguns nomes (sugere-se que o professor
escreva-os no quadro, pois a prxima atividade
recuperar algumas dessas palavras):
 geogrficos (Caxambu, Quilombo);
 que designam divindades, crendices, prticas
rituais (Exu, Iemanj, Ogum, Orix,
Xang, candombl, macumba, mandinga);
 de danas e instrumentos musicais (batuque,
lundu, maracatu, samba, agog, afoi, berimbau,
canz);
 de alimentos, iguarias, bebidas (abar, acaraj,
angu, mugunz, vatap, cachaa, quitute);
 de animais, aves, insetos: (caxinguel, camundongo,
marimbondo);
Descrio da atividade
 rvores, plantas, legumes, frutas (dend,
inhame, chuchu, jil, quiabo);
 doenas, estados de alma (calombo,
cachumba, cafife, banzo);
 objetos de uso, enfeites, vestes (cachimbo,
carimbo, gong, mianga).
b) Pedir aos alunos que criem verbetes de
dicionrio para tornar pblico o significado
das seguintes palavras de origem africana
(os alunos usaro seu conhecimento
prvio e pesquisa):
Exemplo: angu  massa de farinha de trigo,
mandioca ou arroz. cachaa (aguardente);
dend (fruto do dendezeiro); maracatu (cortejo
carnavalesco); cafun (carinho na cabea); canjer
(feitio, bruxaria); caxumba (doena das
glndulas falias); fub (farinha de milho);
quitute (comida fina, iguaria delicada); senzala
(alojamento de escravos).
Material indicado:
P dicionrios.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Influncia africana na lngua portuguesa e caractersticas ortogrficas
12
Te x t o
Objetivo
 Conhecer as contribuies africanas para a lngua
portuguesa, reconhecer alguns vocbulos
herdados e seu significado.
Introduo
A necessidade de braos que trabalhassem a
terra trouxe ao Brasil, logo depois do descobrimento,
os negros do grupo guineano-sudans
(Guin e Sudo Oriental) e banto (frica
Austral). Das lnguas que falavam destacam-se o
nag ou ioruba (grupo sudans), que se irradiou
na Bahia, e o quimbundo (grupo banto) difundido
em Pernambuco e outros estados do Norte,
Rio de Janeiro, So Paulo e Minas Gerais.
Resultado esperado: Ampliao do vocabulrio.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  45
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46  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Cincias Nvel II
1. Solicite a seus alunos uma pesquisa sobre a
diferena entre fentipo e gentipo.
2. Discuta as seguintes situaes:
a) uma pessoa negra decide clarear sua pele
para no sofrer mais preconceitos. Aps o
tratamento, seus filhos nascero com a
pele mais clara?
b) Uma pessoa pode mudar seu fentipo?
c) Ela poderia mudar seu gentipo?
Descrio da atividade Tempo sugerido:
Pesquisa: 1 dia
Atividade: 2 horas
Atividade P Por que somos diferentes?
Resultados esperados:
a) Compreender os conceitos de fentipo e
gentipo.
b) Concluir que a variabilidade gentica  resultado
da evoluo das espcies e no justifica os
preconceitos sociais.
13
Te x t o
Objetivos
 Perceber a influncia dos genes e do ambiente
na determinao das caractersticas fsicas de
uma pessoa.
 Saber que a reproduo sexuada permite a variabilidade
gentica.
Introduo
Alm de apresentarem comportamentos distintos,
as pessoas so diferentes fisicamente. A espcie
humana e outros animais originam-se a partir da
reproduo sexuada, em que h troca de materiais
genticos entre dois indivduos da mesma espcie.
Na espcie humana isso ocorre com o encontro de
dois gametas diferentes, o vulo (gameta feminino)
e o espermatozide (gameta masculino). Os
gametas so clulas especializadas para a reproduo
e contm informaes genticas que, ao combinar-
se na fecundao, originam um indivduo
gentica e fisicamente diferente dos seus ancestrais.
Essa bagagem gentica (gentipo) determinar
as caracterstica fsicas do indivduo (fentipo).
O meio ambiente tambm influencia no resultado
dessas caractersticas. Por exemplo, uma pessoa
pode ter genes para pele clara, mas se ela se
expor ao Sol pode adquirir uma colorao mais
escura. Quanto ao comportamento, ser determinado
pela interao do indivduo com as outras
pessoas (relao indivduo/sociedade) e decorre
de sua histria. Nas relaes no trabalho o aspecto
fsico  importante? Por qu?
Contexto no mundo do trabalho: Os fentipos so percebidos
nas relaes sociais. As pessoas so identificadas
por essas caractersticas e, algumas delas, so usadas de
maneira a discrimin-las.  o caso da cor da pele e da estatura.
A sociedade, algumas vezes, rejeita determinadas
caractersticas (preconceitos) por questes sociais, dificultando
ou facilitando a insero no mundo do trabalho.
Dica do professor: Uma caractersticas gentica nem
sempre se manifesta nos descendentes.  o caso do lbulo
da orelha livre ou aderente.
Filme  Gattaca, dirigido por Andrew Niccol, discute a
seleo de pessoas com base em suas caractersticas
genticas.
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rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Depois de analisar as charges com os estudantes,
pea que, em grupos, desenhem uma cena
de trabalho, na qual se constate a diversidade
existente entre as pessoas.
2. Apresentao dos grupos, com comentrios
do professor sobre diversidade cultural.
3. Proponha aos estudantes: investigar na internet
sobre responsabilidade social corporativa,
verificando o que dizem os empresrios.
Podemos fazer alguma relao com o discurso
sobre a importncia da diversidade?
4. Depois de explicar a cinco trabalhadores (que
estudem na mesma escola) o que   responsabilidade
social, perguntar o que acham sobre
o tema, bem como por que acham ou no importante
garantir a diversidade no local de trabalho
(ajude-os a elaborar um questionrio
contendo poucas perguntas, como por exem-
Descrio da atividade
plo: na empresa cidad no h explorao do
trabalho?
5. Elaborao do trabalho final, por escrito, contendo
os resultados e anlise crtica dos discursos
dos empresrios e dos trabalhadores.
6. Apresentao dos grupos.
Materiais indicados:
P papel pardo, pilot.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Diversidade e responsabilidade social corporativa
Resultado esperado: Identificar os principais
argumentos presentes no discurso dos empresrios
e dos trabalhadores sobre diversidade e responsabilidade
social corporativa.
13
Te x t o
Objetivo
 Perceber que no processo de produo capitalista,
o discurso da diversidade vem contribuindo
para mascarar as contradies entre capital e
trabalho.
Introduo
Sim, somos diferentes um dos outros!!! Temos culturas
diferentes, temos maneiras diferentes de
fazer, de sentir e de pensar. Mas, como seres humanos,
temos muitas coisas em comum, a comear
pela nossa capacidade de dar humanidade s coisas
da natureza e de nos humanizar com as criaes
e representaes que produzimos e reproduzimos
sobre o mundo. Ao trabalhar, produzimos
cultura; ao mesmo tempo trabalhamos de acordo
com uma determinada cultura. No capitalismo,
prevalece uma cultura do trabalho que busca garantir
a submisso do trabalhador ao processo de
produo, da no podemos desvincular cultura e
interesses de classe.
Independentemente de nossas diferenas como
seres humanos, todos devem ser teis ao capital.
Assim, valeria a pena perguntar em que medida a
diversidade apregoada pelos empresrios  parte
integrante da chamada responsabilidade social
corporativa  critrio para que recebam o Certificado
SA 8000 e o ttulo de empresa cidad.
Talvez por isso, tambm caibam gatos, cachorros e
macacos no processo de trabalho (contanto que
eles pensem como o patro). Vamos pesquisar?
Dicas do professor:
1) No Goggle Acadmico  www.scholar.google.com.br,
veja alguns artigos recentes sobre diversidade cultural.
2) Sobre a relao entre cultura e classes sociais, veja Os
intelectuais e a organizao da cultura, de Antonio Gramsci
(Civilizao Brasileira).
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  47
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48  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Lngua Estrangeira  Ingls Nvel II
1. Pea aos alunos que copiem o seguinte vocabulrio
em seus cadernos de anotaes:
Long hair - cabelo longo
Short hair - cabelo curto
Dark hair - cabelo escuro
Blond - loiro(a)
Brunette - mulher de cabelo castanho/preto
Tall - alto(a)
Short - baixo (a)
Slim - magro(a)
Overweight - pessoa acima do peso (forma
mais educada)
Fat - gordo(a)
Bald - careca
Dark eyes - olhos escuros
Big ears - orelhas grandes
Small ears - orelhas pequenas
Antennas - antenas
Solicite, ento, que localizem nas charges as
figuras com as descries fsicas correspondentes
a esse vocabulrio.
Descrio da atividade
2. Apresente a eles as seguintes frases:
He is tall - Ele  alto
He has dark hair - Ele tem cabelo escuro
She is blond - Ela  loira
It is an ET - Ele  um ET
She has long hair - Ela tem cabelo longo
Depois de explicar essas estruturas aos alunos,
pea a eles que escolham dois colegas de classe
e escrevam suas descries fsicas (eles no devem
dizer aos outros quem so os colegas escolhidos).
Aps terem escrito suas definies, pea
a alguns que as leiam. O resto da classe deve
tentar adivinhar quem eles esto descrevendo.
Atividade P People description
Resultados esperados: Espera-se que os alunos
consigam memorizar parte desse vocabulrio
de descrio e consigam comunicar informaes
bsicas em ingls.
13
Te x t o
Objetivo
 Aprender a dar descries fsicas de pessoas
em ingls.
Introduo
As charges em ingls falam justamente de diversidade
no ambiente de trabalho. Nesse contexto,
 interessante que os alunos aprendam como
fazer descries fsicas de pessoas em ingls.
Tempo sugerido: 1 hora e 10 minutos
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Caderno do professor / Diversidades e Trabalho 49
rea: Artes Nvel I e II
1. A partir do texto, a classe escolher um tema
comum para a criao de uma histria.
2. A classe ser dividida em 4 grupos.
3. Cada grupo dever criar uma histria sobre o
tema escolhido.
4. Aps a criao da histria, cada grupo escolher
uma pessoa para cont-la e definir um
objetivo a ser alcanado, que poder afirmar
ou contestar o texto.
5. O escolhido construir sua interpretao, com
a ajuda do grupo, explorando a postura corporal,
criando um texto gestual condizente
com o sentido que o grupo pretende dar a histria.
6. Cada grupo dever apresentar sua histria e a
classe dever externar como a interpretou.
Descrio da atividade
O exerccio poder ser repetido tomando por
base uma histria ou cantiga popular conhecida.
Neste caso, a histria ou cantiga ser contada
apenas a partir de uma construo gestual.
Atividade P A linguagem do corpo
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa compreender o valor do
gesto na comunicao entre pessoas.
b) Que o aluno possa encontrar formas diferentes
de expresso dos pensamentos e sentimentos.
c) Que o aluno possa ampliar seus conhecimentos
na rea da comunicao no verbalizada.
14
Te x t o
Objetivo
 Construir dilogos corporais.
Introduo
Existem diversas formas de comunicao entre as
pessoas. Muitas vezes o que se quer comunicar de
fato no  naquilo que est sendo verbalizado.
Nosso corpo fala. O tom de voz, a postura corporal
e os gestos so responsveis por boa parte da
comunicao entre as pessoas, reafirmando o que
se diz, muitas vezes modificando o seu sentido ou
revelando ainda significados ocultos ou opostos
s palavras que esto sendo ditas. Boa parte do
trabalho de um ator, por exemplo, consiste na
construo de gestos, posturas e modulaes de
voz que sublinhem o texto ou exponham intenes
no claramente apresentadas nas falas a partir
de cdigos que so reconhecveis pela platia,
caso contrrio a obra resultante correria o risco
de no dialogar com o pblico.
Todas as culturas possuem cdigos gestuais com
significados muito especficos. Um sinal da cruz
identifica que voc  catlico, a aproximao ou
o distanciamento entre os dedos polegar e indicador
indica pouco ou muito, se o interlocutor
conhecer o significado desses cdigos.
Tempo sugerido: 1 hora e 10 minutos
Dicas do professor:
Site  www.bibvirt.futuro.usp.br/sons/infantil/cantigasde
roda.html
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50  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Economia Solidria Nvel II
1. O professor deve pedir aos alunos que leiam o
poema silenciosamente.
2. Terminada a leitura, o professor deve constituir
grupos de alunos, pedindo que cada grupo
escreva em uma folha o que entendeu da
leitura.
3. Depois, cada grupo deve fixar em algum lugar
na sala, onde todos possam ver, e fazer uma
apresentao para a classe.
4. O professor deve, a partir das apresentaes,
anotar as palavras/frases que do conotao
de coletivo e diversidade para explicar que
assim tambm  na economia solidria, pois
ela rene:
a) vrias profisses e aptides;
b) homens, mulheres, adolescentes e pessoas
mais velhas;
c) pessoas negras, brancas e mestias;
d) pessoas com vrios nveis educacionais.
5. Explicar que todas elas tm um objetivo em
comum: buscam alguma maneira de produzir
Descrio da atividade
trabalho e gerar renda e que isso  economia
solidria.
6. Na economia solidria, apesar de o trabalho
em cada grupo ser coletivo, respeita-se as
individualidades de cada membro do grupo.
Materiais indicados:
P papel e lpis ou canetas
coloridas.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P A diversidade no coletivo
Resultado esperado: Ter demonstrado que,
como no Brasil, tambm h uma imensa diversidade
na economia solidria, mas todos esto em
busca de um objetivo: gerar trabalho e renda de
forma coletiva, cooperativa, respeitando as individualidades
em benefcio do coletivo.
14
Te x t o
Objetivo
 Mostrar que existe diversidade em qualquer
coletivo e que a economia solidria tambm 
um coletivo com muita diversidade.
Introduo
A atividade procura chamar a ateno para o
aspecto da diversidade que existe em qualquer
coletivo. Como no Brasil, na economia solidria
tambm h uma imensa diversidade de trabalhadores
das mais diversas profisses, mas que
h respeito s individualidades em benefcio do
coletivo.
Contexto no mundo do trabalho: A diversidade de trabalhadores
existente na economia solidria.
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rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Pea aos alunos que tragam fotografias, gravuras
de revista, notcia de jornal, poesia que
mostre a diversidade de coisas que h no
Brasil.
2. Monte com este material um painel e d um
ttulo para ele.
3. Discuta com os alunos o painel a partir do
texto e das seguintes questes:
a) Todo trabalhador pode dizer que quer o
Brasil do jeito que ele est?
b) Qualquer trabalhador pode governar este
pas?
c) Todos os trabalhadores tm salrios justos?
d)  possvel sonhar com um outro Brasil que
vem a?
4. Explore e discuta sobre outros aspectos do
texto, tais como: a discriminao contra a
mulher, o negro, os tipos de profisso, etc.
Descrio da atividade 5. Anote as concluses e proponha aos alunos
que criem, coletivamente, uma pardia com o
ttulo O outro Brasil que vem a.
Materiais indicados:
P papel pardo, cola,
recortes, caneta pilot.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Que pas  esse?
Resultado esperado: Capacidade de sonhar
com a possibilidade de um Brasil melhor.
14
Te x t o
Objetivo
 Refletir e posicionar-se a respeito da diversidade
em que est inserido o trabalhador no contexto
da sociedade brasileira.
Introduo
Diversidade, noo emprestada da biologia e traduzida
do ingls (diversity), tem originalmente
o sentido de multiformidade cultural. A partir
dos anos 80, a palavra incorporou novos significados,
envolvendo o princpio de respeito s diferenas
e de no discriminao na sociedade. Desde
essa poca, algumas empresas, mais inseridas
no processo de globalizao, passaram a se interessar
pela questo e a adotar e estruturar polticas
de recursos humanos que resgatam e valorizam
as diferenas pessoais em matria de gnero,
raa, idade, aptido fsica, orientao sexual,
crenas, entre outros aspectos. No por uma questo
humanitria, mas porque se deram conta de
que a diversidade  vantajosa,  criativa, eleva a
produtividade, melhora a qualidade de produtos
e servios. O que esses significados para a palavra
diversidade tm a ver com o texto O outro Brasil
que vem a?
Dicas do professor: Pardia: recriao de forma de um
texto conhecido. contestadora, irnica, zombeteira, crtica,
satrica, humorstica e jocosa.
Sites  www.pucrs.br/gpt/parodia.php
Renato Russo: Que pas  esse? legiao
urbana.letras.terra.com.br/letras/46973/ - 33k
www.memoriaviva.com.br/drummond/poema057
Livro  Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade
Social: manual Como as empresas podem (e devem)
valorizar a diversidade.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho 51
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52  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Realizar uma leitura coletiva e em voz alta na
classe do texto em questo.
2. Identificar as profisses que aparecem no
texto.
3. Definir qual  o objeto de trabalho de cada
profisso descrita.
4. Solicitar aos alunos que apontem dentre seus
conhecidos, parentes, amigos, ou mesmo entre
si, os nomes dos que exercem as profisses
descritas no texto. Anotar ento o nome da
pessoa e a ligao dela com o aluno da classe.
5. Fazer um painel em sala de aula contendo os
resultados obtidos.
6. Levar os alunos a estabelecer uma relao
entre as profisses descritas no material e os
trabalhadores brasileiros, em especial os da
sala de aula.
7. Debater em sala de aula que a riqueza gerada
no Brasil  o resultado da somatria de todas
as profisses no pas, portanto cada aluno 
Descrio da atividade
responsvel por uma pequena parcela do
Produto Interno Bruto (PIB) gerado.
8. Debater ainda que, independente da idade da
pessoa, sexo, convices religiosas, cor, histria
pessoal ou da sua opo poltica, todos os
brasileiros do a sua contribuio  riqueza
gerada, aos bens produzidos e aos servios
prestados direta ou indiretamente.
Atividade P A riqueza que todos criamos
Resultados esperados:
a) Possibilitar a reflexo sobre a diviso profissional
do trabalho na sociedade.
b) Ampliar os conhecimentos sobre as profisses
existentes e seu papel social.
c) Permitir a abstrao do papel produtivo do trabalho
a partir de situaes concretas.
14
Te x t o
Objetivos
 Identificar as profisses descritas no material
bem como o significado de cada uma delas
dentro de nossa sociedade.
 Levar o aluno a refletir sobre a grande diversidade
regional do pas e o trabalho da sociedade,
parcelado e dividido em tarefas que, juntas,
produzem a riqueza do pas.
Introduo
O poema faz meno a um novo Brasil, construdo
pelas mos de trabalhadores das mais variadas
profisses e tarefas cotidianas. O Brasil  o produto
desse trabalhar coletivo, aparentemente dissociado
e independente, realizado por gente de
diversas cores, sexos, idades, histrias e nomes.
Contexto no mundo do trabalho: A diviso do trabalho
(necessria para a criao geral da riqueza) coloca cada
trabalhador numa tarefa que, em composio com os outros
trabalhadores, geram uma riqueza produzida coletivamente,
mas apropriada privadamente.
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor: O site O aprendiz tem contedo
interessante para se pensar as profisses existentes, as
exigncias, as perspectivas, dentre outras caractersticas
existentes no mercado de trabalho.
http://aprendiz.uol.com.br/homepage.view.action
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rea: Portugus Nvel II
1. Apresentar  classe, sem comentrios, a gravao
de poemas de pocas distintas. Ler o
poema O outro Brasil que vem a ou solicitar
a leitura expressiva por um dos educandos.
Suscitar comentrios sobre o contedo e os reflexos
conquistados pelo poeta ao criar o texto
em versos.
2. Explorar, por meio de perguntas, as funes
dos textos alm da potica (informativa: imparcial,
objetiva, sem juzos pessoais; persuasiva:
tende a agir sobre o outro, convencer, provocar
um tipo de reao do outro; expressiva: subjetiva,
pessoal, emotiva, crtica, centrada no eu;
metalingstica: linguagem que fala da prpria
linguagem).
3. Levar os alunos a conclurem que:
a) h presena da funo potica em todos os
textos;
b) o conceito de belo mudou com o tempo.
Os poemas mais antigos eram expressos
por formas fixas (sonetos, redondilhas etc.)
com rimas estudadas e versos metrificados.
Os poemas modernos valem-se dos versos
Descrio da atividade
livres e no exploram, necessariamente, a
rima;
c) houve mudanas sensveis na concepo do
fazer potico; a forma potica evoluiu. Os
poetas parnasianos, por exemplo, valiam-se
de vocabulrio erudito, de construes sintticas
complexas e de eloqncia da oratria.
A partir do Modernismo, a poesia adquiri
um tom informal, com introduo de elementos
do cotidiano, expresses coloquiais.
4. Pedir aos alunos que criem poemas na forma
antiga ou na forma moderna e que apresentem
 sala. Se quiserem, podem ilustrar o
poema e exp-lo, oraliz-lo com ou sem msica
de fundo, music-lo e apresentar a composio
 sala.
Material indicado:
P poemas de vrias escolas
literrias.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Diferentes formas de expresso potica
Resultado esperado: Sensibilizao para os
recursos do texto potico, sua funo social e
artstica.
14
Te x t o
Objetivo
 Sensibilizar os alunos para as diferentes formas
de expresso potica e para o fato de que
os recursos da poesia mudaram atravs do
tempo.
Introduo
O professor coletar poemas de vrias pocas
(parnasianos, romnticos, simbolistas, modernistas
etc.) ou, se possvel, solicitar que os
alunos selecionem poemas de seu agrado para
trazer para a sala. Sugere-se que todos os poemas
sejam gravados, com msica de fundo, e impressos
para que todos acompanhem a gravao.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho 53
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54  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Leia com os alunos o texto 37 e depois apresente
para eles o conceito de diversidade aplicado
ao trabalho de acordo com a OIT.
2. Ao comparar os dois textos, questione com os
alunos a campanha publicitria:
a) Ela est a favor de quem?
b) Quais os mecanismos que ela utiliza para
desvirtuar o conceito de diversidade?
c) Qual  o conceito de diversidade no trabalho.
3. Estimule-os a apontar e a se posicionarem (emitindo
opinies, argumentos, etc.) com referncia
s estratgias de marketing que unem a produtividade
com os apelos:
a) direito  diferena (idade, ascendncia,
nacionalidade, estado civil, condies de
sade).
b) princpio bsico de cidadania.
4. Proponha aos alunos que elaborem campanhas
publicitrias sobre a questo da diversidade
do ponto de vista do trabalhador.
Descrio da atividade
Atividade P Diversidade no ambiente de trabalho d lucro
Resultado esperado: Posicionar-se com argumentos,
emitindo opinies e identificando as
estratgias das campanhas de publicidade.
15
Te x t o
Objetivo
 Analisar, refletir de forma crtica e posicionarse
em relao aos meios de comunicao.
Introduo
Segundo a Organizao Internacional do Trabalho
 OI , o conceito de diversidade  de uso recente
e vem surgindo como estratgia de negcios
geralmente em grandes ou empresas dos setores
mais avanados, com freqncia em empresas
multinacionais. Por vezes  apenas uma resposta 
nova conscincia social de combate  discriminao
no trabalho. Outras vezes aparece como um
instrumento de marketing. Est assim ligado a
questes como direito  diferena, princpio
bsico de cidadania, estratgia para preservar
competitividade. As razes fundamentais para o
componente diversidade no trabalho so: ampliar
os nveis de conscincia sobre a discriminao e a
responsabilidade mais ampla das empresas com
relao aos impactos que provocam em seu entorno
e criar aes de combate  discriminao no
trabalho e na qualificao profissional.
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor:
Sites  revistaescola.abril.com.br/edicoes/0183/aberto/
mt_74772.shtml - 17k
Como planejar uma estratgia de propaganda
www.sebraesp.com.br/.../produtos%20sebrae/artigos/
listadeartigos/planejar_estrategia_propaganda.aspx -
45k www.oitbrasil.org.br/prgatv/prg_esp/certific.php -
29k www.pgt.mpt.gov.br/
A Coordenadoria Nacional de Promoo da Igualdade de
Oportunidades e Eliminao da Discriminao no Trabalho
(Coordigualdade) foi instalada em 8 de novembro de
2002, a fim de articular as aes institucionais com vistas
a acabar com atos discriminatrios que atentam contra a
dignidade do trabalhador.
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rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
Aps a leitura e discusso do texto proponha a
seguinte atividade em que os alunos destaquem
as vrias condies de diversidade:
1. Introduza os termos em espanhol para seguir
com a atividade:
a) Tener prejuicio  Aprovechar para trabajar la
diferencia entre:
2. Pedir a los alumnos otros ejemplos en actividades
oral y escrita.
3. Introducir las siguientes expresiones:
a) Discriminacin racial, por el color de la piel,
por edad, discriminacin de gnero, discriminacin
por condiciones de salud, por esttica.
Descrio da atividade
b) Los feos son menos reconocidos?
c) Es posible que una joven fea y baja encuentre
empleo de azafata en un programa de televisin?
d) O en una exposicin de coches?
e) Un joven negro encontrara trabajo en la
recepcin de un hotel?
4. Praticar a expresso oral e depois a escrita.
5. Corrigir no quadro cada questo.
Atividade P Las empresas estimulan el respeto a la diversidad en el mundo laboral
Resultado esperado: Identificar os vrios
tipos de diversidades em situaes prticas e compreender
a expresso oral e escrita em espanhol
15
Te x t o
Objetivos
 Respeitar a diversidade de qualquer origem,
seja no mundo do trabalho ou nas relaes
pessoais.
 Ampliar o conhecimento do espanhol especfico
ao tema.
Introduo
De acordo com o texto, algumas empresas que priorizam
a diversidade no ambiente de trabalho
aumentam sua capacidade de reconhecer e atrair
talentos. Tambm lembra que ascendncia, nacionalidade,
estado civil, condio socioeconmica,
idade, condies de sude e orientao sexual no
podem ser motivos de discriminao. O que podemos
entender sobre essa iniciativa? Ela realmente
refora a necessidade de desenvolver nas pessoas
o respeito e a importncia do conceito de diversidade?
O que  ser diferente? O que  ser normal?
Habitualmente, como se reage frente quilo ou
quele que  diferente? Vocs conheciam o caso
do escritor brasileiro Machado de Assis? Algum
do grupo j foi vtima de discriminao no ambiente
de trabalho? Algum conhece empresas que
ofeream vagas de emprego para pessoas portadoras
de deficincias? No Brasil, essa prtica j est
consolidada? As campanhas publicitrias podem
ajudar a diminuir os preconceitos e a discriminao
no ambiente de trabalho?
Tempo sugerido: 2 horas
Dica do professor: Utilizar folhetos sobre o tema diversidade.
Muitas empresas oferecem esse material em portugus
e espanhol.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  55
Espaol Portugus
prejuicio preconceito
perjuicio prejuzo
Ejs. Puedo trabajar con inmigrantes sin
ningn prejuicio; Tener que retrasar
el viaje me causa un gran perjuicio.
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56  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Portugus Nvel I e II
1. Atividades de pr-leitura.
a) Perguntar aos alunos o que sabem sobre a
vida de Machado de Assis. Explorar os aparentes
problemas do autor: ser negro, pobre,
gago e epiltico. Realar suas qualidades
de escritor.
b) Pedir aos alunos que respondam s questes
da Introduo. Ressaltar que o slogan apela
diretamente s paixes, aos sentimentos, ao
entusiasmo por uma idia ou produto.
Rememorar slogans famosos citando s o
incio. Ex.: Tomou ....... (Doril) a dor sumiu.
Indagar o porqu de terem na memria tais
slogans e qual o efeito pretendido por eles
(dar valor de verdade).
2. Atividades de leitura.
a) Ler o texto e comentar com os alunos a
fora das campanhas publicitrias. Perguntar
o que vendem as campanhas de vacinao
(sade), de doaes para crianas carentes
(solidariedade). Destacar que o preconceito
impede muito cidado de encontrar
um trabalho.
b) Mostrar que a publicidade vende no s
produtos, mas tambm pessoas e idias.
3. Atividades de produo de texto (oral e
escrito).
Descrio da atividade
a) Organizar grupos para que criem, nos moldes
da campanha proposta no texto, slogans
e frases publicitrias para demover o
preconceito e incitar os empresrios a contratarem:
jovens inexperientes; mulheres
casadas; pessoas com dificuldades visuais
ou motoras; pessoas com mais de 60 anos.
b) Fazer, com os alunos, criteriosa reviso dos
textos e estudar com eles uma forma de
expor os cartazes criados.
4. Entrevista: o objetivo  que o aluno se expresse
oralmente com clareza e responda a perguntas
sobre determinado tema.
a) Alguns alunos vero os seguintes papis:
idoso, deficiente visual, mulher grvida e
outros a critrio do professor. Devero provar
aos empregadores que seria vantajoso
empreg-los para a funo de telefonista.
b) Alguns alunos vivero os empregadores.
Devero traar um perfil dos profissionais
que querem contratar e elaborar perguntas
para verificar a aptido dos candidatos.
c) Determinar as regras e montar o cenrio. A
classe observa.
Atividade P Entrevista  elementos conceituais e afetivos do sentido
Resultado esperado: fluncia na oralidade,
criticidade e criatividade na escrita.
15
Te x t o
Objetivo
 Desenvolver a comunicao escrita, oral e
exercitar a criatividade.
Introduo
Voc sabe qual  a verdadeira maionese? Quem 
que tem energia que d gosto? Voc contrataria
algum que no fosse uma Brastemp para um
trabalho muito bem remunerado?
Tempo sugerido: 4 horas
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Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  57
rea: Artes Nvel II
1. Cada aluno dever reler o texto apresentado,
procurando identificar os pontos levantados
pelo autor em relao  cidade.
2. Dividir a classe em quatro grupos:
a) formado por alunos que criaro textos que
representem a viso do indgena sobre a
cidade;
b) formado por alunos que criaro textos que
representem a viso da cidade sobre o indgena;
c) formado por alunos que criaro textos que
representem os desejos dos povos indgenas
em relao aos da cidade;
d) formado por alunos que apresentaro textos
que representem os desejos dos povos
da cidade em relao aos indgenas.
3. Depois de formulados, os textos de cada grupo
sero transformados em pequenos poemas que
sero apresentados na forma de jogral. Para
tal, os grupos devero analisar o poema, destacando
os sentimentos, idias e sentidos.
Descrio da atividade
4. Construir uma curva meldica para a apresentao
do jogral, elaborada a partir da leitura
do poema em voz alta para se buscar as possibilidades
de entonao e modulao da voz
para os diferentes trechos e sentidos que se
pretende dar.
5. Os jograis sero apresentados e o processo de
sua construo ser discutido.
Atividade P O jogral da cultura
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa refletir sobre os conceitos e
os preconceitos criados no encontro de culturas.
b) Refletir sobre as diferenas entre as sociedades
e sobre necessidade de conhecimento para formulao
de conceitos.
c) Que o aluno possa fazer uma anlise crtica de
sua prpria cultura atravs do olhar externo.
d) Que o aluno possa refletir sobre os problemas
existentes em sua sociedade em decorrncia de
sua viso cultural.
16
Te x t o
Objetivos
 Observar as semelhanas e diferenas entre as
culturas indgenas e as culturas da sociedade
urbana ou rural.
 Criar um jogral que aponte os pontos positivos
e negativos decorrentes do encontro de
culturas.
 Ampliar a capacidade de observao sobre as
diferentes culturas.
Introduo
O texto mostra a viso crtica de um indgena
sobre a sociedade urbana. Como vemos as sociedades
indgenas? O que conhecemos delas?
Em geral, quando entramos em contato com
uma cultura diferente da nossa temos a tendncia
a analis-la segundo nossos parmetros culturais.
Tempo sugerido: 2 horas
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58  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. O professor poder desenvolver uma dinmica
em que todos os alunos participem.
2. Escolha uma msica animada e que tenha vinculao
com a cultura local. Se existirem alunos
que saibam tocar instrumentos, poder
solicitar, previamente, que eles mesmos pensem
em uma msica para animar a dinmica.
3. Em uma caixa coloque vrias perguntas dentro.
4. Os alunos fazem um crculo e a caixa passa de
mo em mo com a msica tocando. A cada
dois minutos pare a msica. Quem estiver com
a caixa vai pegar uma pergunta e responder.
Caso no saiba a resposta, os colegas indicam
uma prenda para ele pagar. A caixa segue passando
at que as perguntas terminem. Exemplo
de perguntas:
a) Voc conhece uma comunidade indgena?
b) Voc sabe como eles trabalham? Do que
vivem? Como vivem?
c) Quais os exemplos que podemos tirar a
partir da vida das comunidades indgenas?
Descrio da atividade
d) A vida na cidade  diferente? Por qu?
e) Voc concorda com o texto, quando ele
informa que as pessoas das cidades so
mais individualistas?
f) O que, na sua opinio,  ser solidrio?
g) Voc acha que as pessoas que moram da
cidade conseguem ser solidrias?
h) Voc acha que mesmo nas cidades  possvel
que as pessoas trabalhem, produzam, de forma
coletiva e solidria dividindo o que ganham,
as tarefas, as responsabilidades, as
dificuldades e os desafios? Voc conhece
algum grupo (cooperativa, associao, por
exemplo) que trabalha dessa forma? Fale um
pouco sobre isso.
Materiais indicados:
P caixa, papel, canetas,
cadeiras, etc.
Tempo sugerido: 1 dia
Atividade P A solidariedade como forma de vida
Resultados esperados: Que os alunos possam
ter desenvolvido uma reflexo sobre a importncia
de cultivar valores muitas vezes esquecidos pela
vida agitada da cidade, tendo como referncia da
solidariedade dentro da cultura indgena.
16
Te x t o
Objetivo
 Reforar junto aos alunos a importncia de continuar
exercitando, em todos os espaos de convivncia
social, valores como solidariedade, igualdade,
respeito, etc.
Introduo
O texto traz para reflexo alguns elementos do
cotidiano, muitas vezes deixados de lado, principalmente
nas grandes cidades, diante da corrida
pela sobrevivncia. So poucos os povos que at
hoje conseguem preservar, na essncia da convivncia
humana, os valores como a solidariedade,
igualdade, respeito, entre outros. Entretanto, o
ser humano, mesmo embalado pela modernidade,
ainda demonstra que  possvel construir um
outro mundo, diferente do que est na lgica do
capitalismo que tem como essncia o lucro de
poucos e o culto ao individualismo.
Cp06aTX16P3.qxd 17.12.06 22:07 Page 58
rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Pea aos alunos que coloquem as carteiras ao
redor da sala de aula para que fique um
espao vazio.
2. Pea aos alunos que se posicionem neste
espao em p e todos juntos, o mais prximo
possvel um do outro (no deixe espaos
sobrando entre eles.
3. Pea para esse grupo compacto que agachem.
4. Na posio agachado que dem dois passos a
frente.
5. Na posio agachado que dem dois passos
para trs.
6. Na mesma posio agachado, dois passos para
o lado direito.
7. Na mesma posio, dois passos para o lado
esquerdo.
Descrio da atividade
Atividade P Nas cidades as pessoas no se respeitam
Resultados esperados: Reflexo sobre a
cooperao, a unio entre homens e mulheres, o
dilogo, o planejamento, o entendimento, a ao
e a coordenao. Todos aspectos que so pressupostos
do trabalho do homem e que so exigncias
na contratao nas empresas.
16
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre a comunicao entre os homens.
Identificar a importncia da comunicao no
trabalho em grupo.
Introduo
A comunicao entre os homens  a base do
desenvolvimento da sociedade. No existe sociedade
se no houver o dilogo entre os homens,
que por meio da linguagem se entendem, se completam,
se orientam e vivem em comunho. Mas
bastaria a linguagem? No,  necessrio haver
uma ao para o desenvolvimento natural daquilo
que ficou acertado na oralidade. Essa ao ou
atividade nem sempre  fcil de se fazer, depende
de vrios fatores e acontece com todos, inclusive
com as crianas, e a todo o momento na vida. O
texto mostra isso na relao entre duas culturas:
a urbana e a dos indgenas: cidade  cheia de
preconceituosos, ningum se respeita, as pessoas
no se ajudam, mesmo que sejam da mesma
famlia (...).  assim que as pessoas vivem na
cidade, ningum tem d de ningum. A solidariedade,
a unio, o convvio em sociedade, em
grupo so atividades do homem que dependem
do dilogo, do planejamento, da unio, do entendimento,
dos movimentos corpreos, da coordenao
motora, da ao, etc. Quando pensamos
nas relaes no trabalho, uma ordem hierrquica
mal compreendida pode causar vrios prejuzos
numa empresa? A ao que  desenvolvida em
seguida pode causar danos irreparveis? Como
fortalecer o dilogo e o convvio em comunidade?
Tempo sugerido: 1 hora
Dica do professor: No podem arrastar os ps, os passos
devem ser largos como se estivessem andando.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  59
Cp06aTX16P3.qxd 17.12.06 22:07 Page 59
60  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Leitura e discusso do texto:
a) De que cidade nos fala o autor?
b) Quais as caractersticas dessa cidade?
c) Por que no existe solidariedade?
2. Trabalho em grupos:
a) Pesquisar nos livros de Histria, as caractersticas
das cidades na Idade Antiga, Mdia
e Moderna, destacando quais eram as classes
sociais e como conviviam os pobres e os
ricos.
b) Quem trabalhava para quem?
c) Que classe ou grupo social usufrua das
riquezas do trabalho?
3. Apresentao dos grupos.
4. Tendo em conta os depoimentos dos estudantes,
o professor anota na lousa as caractersticas
das relaes sociais na cidade onde est
localizada a escola.
5. Debate:
Descrio da atividade
a) Quais as diferenas e semelhanas entre a
nossa cidade e as cidades que pesquisamos
na biblioteca?
b) Quem so os pobres e quem so os ricos?
c) Como fala Ayum, em que medida podemos
dizer que ningum tem d de ningum?
6. Pedir que, individualmente, elaborem uma
redao intitulada  A cidade dos meus sonhos.
7. Cada um dos estudantes elege um pargrafo
de sua redao para ler para os demais.
Atividade P A cidade do capital e outras cidades que do d
Resultado esperado: Perceber que a cidade 
um espao onde se expressam as relaes sociais,
historicamente construdas.
16
Te x t o
Objetivo
 Compreender que, historicamente, as relaes
sociais na cidade so construdas tendo em
conta os interesses econmicos e os valores das
classes e/ou dos grupos sociais que compem.
Introduo
Por que Ayum Kamaiur tem tanta antipatia pela
cidade? Observe que o autor no se refere aos
aspectos fsicos, mas s outras geografias da
cidade, nas quais fica explcito que a falta de solidariedade
reina entre as pessoas, sejam elas pobres
ou ricas. O texto fala de uma cidade onde as
desigualdades e injustia sociais tm a explorao
do trabalho alheio como pano de fundo. Em 1845,
ao escrever sobre A situao da classe trabalhadora
na Inglaterra, Engels dizia que a guerra
pela vida, pela existncia leva os trabalhadores 
uma guerra de vida e morte. Para ele, a competio
capitalista representa a mais completa
guerra de todos contra todos de que cidade nos
fala o indgena do Xingu? Ser da cidade do capital
ou de outra cidade qualquer?
Tempo sugerido: 8 horas
Dicas do professor: Livros  A situao da classe trabalhadora
na Inglaterra, de Friedrich Engels (Editora Global);
A cidade do capital, de Henri Levfevre (DP& A); As cidades
invisveis, de talo Calvino (Companhia das Letras); Juventudes
e cidades educadoras, de Paulo Carrano (Vozes).
Cp06aTX16P3.qxd 17.12.06 22:07 Page 60
rea: Histria Nvel I e II
1. Pedir para cada aluno, individualmente, escrever
um pequeno texto a respeito de suas vivncias
na realidade urbana: o que pensam da
vida na cidade, o que h nela, o que fazem
nela, o que s  da vida da cidade, o que gostam
e o que no gostam nela, a diferena entre
viver na cidade ou viver fora dela, etc. Pode
orientar para que escolham o tipo de texto que
querem escrever: uma poesia, um relato, uma
memria, uma biografia...
2. Solicitar aos alunos que apresentem seus textos
para a classe.
4. Debater as produes dos alunos e fazer uma
lista na lousa das impresses comuns sobre as
cidades. Em seguida ler o texto e discutir:
quem escreveu esse texto; se quem escreveu o
texto costuma viver na cidade; quais as afirmaes
que o autor faz sobre a vida na cidade;
por que o autor fala que a aldeia  mais evoluda
do que a cidade; como os alunos imaginam
que o autor chegou a tais concluses; se
os alunos concordam com as afirmaes do
autor; ser que o que o autor fala da vida na
Descrio da atividade
cidade s acontece na cidade; como os alunos
explicam o olhar do autor sobre a cidade.
5. Comparar as impresses dos alunos sobre
cidade com as impresses que o professor
Kamaiur expressa no texto.
6. Organizar uma tabela com uma coluna com o
que  s especfico do olhar dos alunos da classe;
outra coluna com o olhar especfico do professor
Kamaiur; e outra com as semelhanas
entre os olhares dos alunos sobre a cidade com
o olhar do professor indgena (autor do texto).
7. Debater os resultados da tabela. Propor para os
alunos a organizao de um mural sobre o tema
Diferentes olhares para a vida na cidade.
Atividade P Olhares diferentes para as cidades
Resultado esperado: Espera-se que reflitam a
respeito de diferentes olhares para a realidade social
em que se insere a vida urbana contempornea.
16
Te x t o
Objetivo
 O objetivo  refletir a respeito de diferentes
olhares para a realidade social em que se
insere a vida urbana contempornea.
Introduo
As vivncias na cidade so muito diversas. Mas, o
olhar de quem no costuma viver suas dinmicas
contribui para a reflexo crtica a respeito do modo
de vida no qual submergimos cotidianamente.
Nesse sentido, a reflexo do professor Ayum
Kamaiur contribui para apontar srios problemas
nas relaes sociais que estabelecemos diariamente
em nossa sociedade em geral (no s na
cidade): as desigualdades sociais; o comodismo
diante das dificuldades de sobrevivncia das pessoas;
a competio capitalista que modela costumes
na vida urbana hoje; etc. Assim, confrontar
nossas vivncias com os olhares estrangeiros
pode nos ajudar a rever atitudes impostas pela
realidade vivida.
Tempo sugerido: 4 horas
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  61
Cp06aTX16P3.qxd 17.12.06 22:07 Page 61
62  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Orienta-se que este texto seja trabalhado em
duas etapas. As atividades no estaro vinculadas.
Sero independentes a cada momento.
Por exemplo, escolher a Introduo e uma receita
a cada aula.
2. O vocabulrio precisa ser estudado, por exemplo
na introduo:
3. Nesta atividade os alunos devem praticar as
formas do presente do indicativo do verbo
hacer que introduz o texto:
Descrio da atividade
4. Proponha aos alunos que elaborem uma receita,
ou faa uma verso ao espanhol de
uma receita brasileira. Pode ser em duplas ou
grupos numa atividade de expresso escrita e
oral. Utilize os recortes para facilitar essa
tarefa: Escriba su receta y Presenta su receta.
5. Cada dupla ou grupo apresenta  classe sua
receita.
Materiais indicados:
P dicionrios, recortes de
revistas e jornais.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Cocinando con los argentinos
Resultado esperado: Identificar os pratos e
ingredientes da culinria argentina, expressandose
em espanhol.
17
Te x t o
Objetivos
 Conhecer parte da cultura argentina por meio
de sua culinria.
 Familiarizar-se com o vocabulrio espanhol da
Amrica no uso culinrio.
Introduo
Em todos os pases se desenvolve uma culinria
que est relacionada com sua histria, sua geografia,
sua economia, com costumes e hbitos de
povos nativos e com a influncia de seus imigrantes.
No caso da Argentina, foram os espanhis,
os italianos, os judeus vindos da Europa e
do oriente, alm da influncia quechua (ndios
que habitavam os Andes) que aportaram seus
saberes... da a Argentina apresentar uma culinria
rica e variada como se observa nas receitas do
texto. Mas, a culinria ou a gastronomia de um
pas no  somente uma atividade folclrica, como
as vezes pode parecer. Ela  tambm fonte de
renda, emprega pessoas que se profissionalizam
nessa rea e que tm no turismo uma boa oportunidade
de emprego. No Brasil vivem muitos
argentinos,  possvel que algum do grupo conhea
algum. Se conhecer, conte a experincia.
Dicas do professor:
Sites  www.afuegolento.com
www.pascoalino.net.com.ar
Arrope. um tipo de calda doce feita de uva
Aloja. bebida feita com gua, mel e especiaria
Chanfaina. refogado feito com midos
Chip. de origem guarani, torta de milho
ou farinha de mandioca e queijo
Humita. um tipo de pamonha
Locro. guisado feito com carne, milho e batata.
Cmo hago...?
Cmo haces...?
Cmo hace usted...?
Cmo hacen ellos, ellas..?
Qu haces...?
Qu hacemos...?
CP06aTX17P3.qxd 17.12.06 22:07 Page 62
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho 63
rea: Artes Nvel I e II
1. A classe dever debater sobre o Estatuto do
Idoso, seus acertos e problemas. O que continuaria?
O que acrescentaria?
2. Dividir a classe em grupos segundo semelhana
de propostas.
3. Os grupos devero planejar a execuo de
uma pintura.
4. Distribuir pedaos de tecido cru (pode ser
saco de farinha) de tamanhos similares e formatos
diversos, pincis e tinta para tecidos de
cores variadas.
5. Cada grupo dever escolher um tema para pintar
sobre o tecido, inspirado no debate ocorrido
e segundo o seu projeto.
6. Depois de seca a pintura, a classe dever
observar os trabalhos e planejar a unio dos
pedaos para formar uma nica obra. Linha de
bordar ou barbante fino e agulha podero ser
usadas.
7. Discusso do exerccio.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P tecido, tesoura, tinta para
tecido e pincis.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Pintura em tecido
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa, por meio da criao de uma
obra coletiva, expressar seus sentimentos, suas
preocupaes e opinies.
b) Que o aluno possa ampliar a possibilidade de
participao coletiva numa obra artstica que ser
ao mesmo tempo fruto de pensamentos comuns
e opinies individuais.
c) Que o aluno possa expressar-se criativamente
por meio da pintura em tecido.
d) Que o aluno perceba que cada matria pode vir
a se multiplicar em outras, com sentidos e funes
diversas.
18
Te x t o
Objetivos
 Discutir o Estatuto do Idoso, suas qualidades e
defeitos. O que melhorou? O que faltou?
 Expor, de forma criativa, sua opinio sobre algo
estabelecido pela sociedade.
 Criar uma obra coletiva a partir de pontos de
vista variados.
 Exposio de uma obra de arte coletiva.
Introduo
A arte como expresso de sentimentos, opinies, e
indagaes de um indivduo pode tambm ocorrer
coletivamente, quando um grupo se rene, discute
temas e propostas comuns, escolhe uma linguagem,
define os materiais e tcnicas a serem usadas
e elaboram um projeto de execuo. A arte coletiva
pode ocorrer em todas as formas de criao
artstica, desde uma obra musical at uma obra de
arte visual. O Estatuto, assim como a arte coletiva,
 fruto de observao, constatao e construo
de uma coletividade. Como re-pensar coletivamente
o Estatuto?
Dicas do professor:
Site  www.overmundo.com.br/overblog/uca-um-espacoda-
arte-e-da-criacao-coletiva
www.memoriagrafica.org.br/pdf/arte_abre_horizontes.pdf
Obs: O exerccio  uma adaptao de um similar de autoria
de Marcos Ferreira dos Santos.
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64  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
Uma maneira de identificar o processo de imunizao
 constatando que no adquirimos mais
muitas doenas que tivemos (sarampo, catapora,
rubola), mesmo quando entramos em contato
com pessoas doentes. Isso ocorre porque nosso
organismo criou anticorpos para aquela doena.
1. Pergunte a seus alunos quais deles tiveram
sarampo, catapora e rubola.
2. Discuta a razo de no adquirirem novamente
essas doenas.
3. Discuta que h doenas, como as citadas, que
de maneira geral no deixam seqelas graves,
entretanto h outras, tais como poliomielite e
caxumba, que podem deixar conseqncias
(paralisia, esterilidade).
4. Discuta que h doenas, como a AIDS, para as
Descrio da atividade
quais ainda no h vacina conhecida.
5. Discuta a importncia das campanhas de vacinao
e a importncia dos meios de comunicao
em todo esse processo.
Materiais indicados:
P procure em postos de
sade cartazes de campanhas
de vacinao e de
outras doenas existentes
em sua regio.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Prevenindo doenas
Resultados esperados:
a) Reconhecer a importncia da vacinao na preveno
de certas doenas.
b) Relacionar as vacinas com a atuao do sistema
imunitrio.
18
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer a importncia da vacinao na preveno
de certas doenas como gripe, poliomielite,
sarampo e catapora.
Introduo
Nosso organismo possui diferentes maneiras de
nos proteger de doenas causadas por agentes
externos. A primeira barreira  a pele e suas secrees.
Mesmo assim, alguns microorganismos conseguem
invadir nosso corpo. Nesse caso contamos
com a ao do sistema imunitrio (glbulos brancos)
que elimina os microorganismos ou torna inativa
sua ao. Os rgos de sade produzem vacinas
para evitar que certas doenas se instalem em
nosso corpo. Vacinas so preparados que contm
os microorganismos causadores de doenas mortos
ou atenuados ou, ainda, suas substncias isoladas.
Esses preparados no so capazes de causar a
doena, mas estimulam a produo de defesas
orgnicas (anticorpos) contra um agente agressor
especfico (o microorganismo causador daquela
doena). No existem vacinas para prevenir todas
as doenas. Idosos e crianas so mais sensveis a
complicaes em caso de doenas. As campanhas
de vacinao anti-gripal vm ocorrendo anualmente
para proteger os idosos de complicaes como
pneumonia. O bem estar, boa sade afeta as relaes
de trabalho?
Contexto no mundo do trabalho: A melhoria da qualidade
de vida das pessoas depende de diferentes fatores.
A sade  um deles. Nesse contexto a vacina, produto da
ao de trabalhadores da rea da sade, tem conseqncias
diretas para o bem-estar fsico da populao.
CP06aTX18P3.qxd 17.12.06 22:09 Page 64
rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Faa um levantamento dos alunos que convivem
diariamente em suas casas com pessoas
idosas.
2. Solicite deles a exposio das principais diferenas
entre eles e os idosos com quem convivem.
3. Leia o texto com os alunos e faa a relao entre
as dificuldades e a ausncia da garantia dos
direitos previstos no Estatuto do Idoso (procure
eliminar as dificuldades vividas pela famlia se
os direitos dos idosos fosse garantido).
4. Levante com seus alunos as atividades realizadas
pelas pessoas idosas que eles conhecem,
fazendo-os refletir sobre o que  ser produtivo
ou improdutivo.
5. Solicite uma redao com o tema Garantia
dos Direitos dos Idosos para o processo de
humanizao dos seres humanos.
Descrio da atividade
Atividade P O idoso como sujeito de direitos: o que sabemos sobre isso?
Resultados esperados: Conhecer o Estatuto
do Idoso e perceber a participao social do idoso
em diversas esferas sociais.
18
Te x t o
Objetivo
 Conhecer o Estatuto do Idoso, identificando o
idoso como sujeito de direitos
Introduo
Conforme voc leu no texto, o Estatuto do Idoso 
uma conquista recente na sociedade brasileira. Foi
um grande passo, no entanto ainda precisamos assegurar,
na vida cotidiana, o cumprimento. A forma
como os idosos so tratados em nossa sociedade
tem a ver com a idia de homem mquina, ou
seja, abandona-se a dimenso mais universal do
ser humano como ser que cria em conformidade
com o belo para restringi-lo  questo meramente
produtiva. Assim, na lgica da reproduo de
riquezas nos moldes da acumulao privada, as
coisas e as pessoas no produtivas so descartveis.
Charles Chaplin nos adverte: No sois mquinas!
Homens  o que sois!. Como resgatar a
humanidade perdida? Por certo, no poder ser
desconsiderando as relaes sociais em que estamos
inseridos, que tal o exerccio do dilogo com
as geraes anteriores? Um bom comeo  o reconhecimento
da condio de todas as pessoas como
sujeitos de direitos.
Dicas do professor: Filme  Elza&Fred, dirigido por
Marcos Carnevale.
Sobre a vida e obra de Charles Chaplin, acesse o site
http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Chaplin
Tempo sugerido: 4 horas
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho 65
6. Pea aos alunos que discutam em grupo as
redaes feitas e que cada grupo escolha uma
redao para ser apresentada para a turma
toda.
CP06aTX18P3.qxd 17.12.06 22:09 Page 65
66  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Geografia Nvel I
1. Faa a leitura do texto para toda a sala, em
seguida pea aos alunos que faam individualmente
uma leitura, tomando nota dos seguintes
pontos:
a) acima de que idade o cidado  considerado
idoso;
b) quem  responsvel em cuidar do idoso;
c) quais os direitos que lhe so assegurados
no Estatuto;
d) o que o documento diz quanto  insero
do idoso no mercado de trabalho;
2. Discutir com os alunos a importncia desse
documento tendo em vista que o crescimento
da populao de faixa etria mais elevada 
uma tendncia da populao brasileira.
3. Levantar com a classe os motivos que levam 
ocorrncia desse fenmeno demogrfico
(avanos na rea mdica, drogas mais eficientes,
acesso  informao, dentre outros). Se
possvel comparar com a demografia de pases
europeus.
4. Debater com a classe sobre os motivos da per-
Descrio da atividade
manncia do idoso no mercado de trabalho
(baixa renda familiar, baixo valor das aposentadorias,
elevao do custo de vida, maior
qualidade de vida, dentre outros).
5. Levantar junto aos alunos seus conhecimentos
sobre como vivem pessoas idosas que convivem
com eles (na famlia, na comunidade em
geral); discutir esses dados comparados s
garantias legais apresentadas no Estatuto.
Essas pessoas realmente usufruem desses
direitos?
Atividade P O envelhecimento da populao brasileira
Resultados esperados:
a) Assimilar a ocorrncia de duas atuais tendncias
demogrficas brasileiras.
b) Refletir sobre o papel e a situao das camadas
mais velhas da populao no mercado de trabalho
e os seus direitos garantidos por lei.
18
Te x t o
Objetivo
 Estimular a compreenso dos alunos sobre duas
tendncias da populao brasileira no tocante
s faixas de maior idade: a primeira  o envelhecimento
da populao e a segunda  a manuteno
do velho no mercado de trabalho.
Introduo
O Brasil passa por mudanas no perfil de sua populao,
em especial a populao mais idosa. H
no mundo uma tendncia de ampliao da expectativa
de vida. No Brasil essa tendncia tambm
se faz presente, o que amplia a participao das
pessoas idosas no total da populao brasileira,
ao mesmo tempo que se verifica, como decorrncia
da baixa remunerao, em geral da classe trabalhadora,
dentre outras razes, a permanncia
dessas pessoas no mercado de trabalho, apesar
das dificuldades impostas pela idade.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: Uma pesquisa no sitedo IBGE
(www.ibge.gov.br) para o levantamento de dados sobre
populao idosa no Brasil contribuir para o desenvolvimento
e compreenso da atividade.
CP06aTX18P3.qxd 17.12.06 22:09 Page 66
Dicas do professor: Filme  O outro lado da rua, dirigido
por Marcos Bernstein. Com Fernanda Montenegro, Raul
Cortez, Laura Cardoso, Luis Carlos Percy
Sites  www.techway.com.br
www.direitodoidoso.com.br
rea: Histria Nvel II
1. Levantar as seguintes questes com a turma:
O que significa ser idoso no Brasil? H idosos
na famlia? Quantos so, quem so e como
vivem? Problematizar e discutir a situao do
idoso na comunidade em que vivem.
2. Ler e explorar o texto com a turma. Contextualizar
o texto, relacionando-o ao documento
Estatuto do Idoso.
3. Solicitar que, de acordo com o texto, respondam
s seguintes perguntas:
a) Qual a idade mnima do idoso no Brasil?
b) De quem  a obrigao de cuidar do idoso?
c) O que o Estatuto prev sobre: liberdade, respeito
e dignidade; alimentao; direito 
sade; educao, cultura, esporte e lazer;
profissionalizao e trabalho; previdncia
social; assistncia social; habitao; transporte;
medidas de proteo; entidades de
atendimento ao idoso; acesso  justia; crimes.
Descrio da atividade
4. Debater os direitos dos idosos previstos no
Estatuto.
5. Produzir com a turma um roteiro para uma
pea de teatro representando as condies de
vida e os direitos j conquistados. Pode ser
uma comdia ou um drama. Escolham os personagens,
escrevam o roteiro e encenem a
pea para a escola e a comunidade.
Materiais indicados:
P roupas, maquiagem, objetos
para a montagem da
pea.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Idade: mais de 60 anos, melhor idade?
Resultado esperado: Produo de uma pea
teatral que expresse a compreenso da turma
sobre as condies de vida e os direitos legais do
idoso em nosso pas.
18
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer e debater as condies de vida e os
direitos das pessoas idosas com mais de 60
anos no Brasil
Introduo
O que significa ter mais de 60 anos de idade no
Brasil? Essa  uma pergunta que nos remete a
vrias respostas, tais como: velhice, abandono,
aposentadoria, desemprego, pobreza, doenas,
preconceito, invalidez. Por outro lado, pode nos
sugerir: melhor idade, liberao do trabalho,
esporte, lazer, vida saudvel, viagens, respeito,
assistncia mdica e social, direitos como transporte
gratuito, cultura, atendimento especial. No
Brasil vivenciamos um aumento progressivo da
populao com mais de 60 anos, devido s
melhorias das condies de vida, trabalho, alimentao
e sade tanto preventiva quanto curativa.
Entretanto, os idosos no Brasil so discriminados
social, cultural e economicamente. Os
movimentos sociais em defesa dos idosos tm
conseguido vitrias importantes, como o Estatuto
do Idoso. Vamos analisar o texto e refletir sobre o
problema?
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  67
CP06aTX18P3.qxd 17.12.06 22:09 Page 67
68  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Considerando os seguintes dados da PNAD
(Pesquisa Nacional de Amostra por Domiclio):
Havia em 2001, 15,3 milhes de pessoas idosas
no Brasil, uma fatia de 9,1% da populao e
39% dos idosos so analfabetos e desses, 40,6%
so mulheres e 37,5% so homens, pea aos
alunos que:
a) escrevam 15,3 milhes no sistema decimal;
b) calculem a populao total do Brasil em 2001
utilizando as informaes da PNAD e estabeleam
relaes matemticas entre elas;
c) determinem 40,6% de mulheres no alfabetizadas
sobre 39% de idosos da populao total
brasileira; e 37,5% de homens no alfabetizados
sobre 39% de idosos da populao
brasileira;
Descrio da atividade
d) estabeleam a diferena entre homens e
mulheres idosos no alfabetizados no Brasil.
Material indicado:
P calculadora.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Oportunidades e disparidades entre os idosos brasileiros
Resultado esperado: Que o aluno aplique
conceitos matemticos para estabelecer relaes
entre a realidade, os dados informacionais e as
implicaes sociais originrias.
18
Te x t o
Objetivos
 Constatar que a discriminao de gnero gera
conseqncias na populao de idosos.
 Estabelecer relaes entre dados informacionais
e a realidade utilizando-se de conceitos
matemticos.
Introduo
Podemos dizer que o Estatuto do Idoso  recente
em nosso pas, pois entrou em vigor em 1o de
outubro de 2003. A lei estabelece direitos para as
pessoas que tm no mnimo 60 anos de idade;
trata de questes bsicas de valorizao da vida,
para que haja respeito e proteo. Voc sabia que
a proporo de mulheres idosas (45,9%) 
menor que a dos homens (77,7%)? Qual ser a
razo dessa diferena? Em sua localidade h idosos
trabalhando? Se h quais so seus trabalhos?
Discuta essas questes com seus alunos e pergunte
o que eles fariam para ajudar uma pessoa
idosa. Pea que reflitam e comentem sobre a afirmao
a imagem de envelhecer no  sinnimo
de adoecer.
Contexto no mundo do trabalho: Reflita e discuta com
seus alunos sobre:
 A importncia do Estatuto do Idoso.
 Se os benefcios apontados pelo estatuto so realmente
efetivados na localidade onde residem, ou no Estado,
ou, ainda, no pas.
 Se h alunos trabalhadores com 60 anos de idade, ou
se so filhos de pessoas nessa faixa etria, e quais so
as dificuldades e benefcios que encontram no mundo
do trabalho.
Dicas do professor: Revista Brasileira de Cincias do
Envelhecimento Humano: publicao interdisciplinar da
Universidade de Passo Fundo. Vol.1. no 1. Passo Fundo:
UPF, 2004.
Livro  A Psicologia do envelhecimento: uma introduo, de
Hamilton I. Stuart (Artmed).
Documento  BRASIL, Ministrio da Sade e Redes
Estaduais de ateno  sade do idoso. Guia operacional
e portarias relacionadas. Braslia: Editora MS, 2002.
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rea: Portugus Nvel II
1. Atividades de pr-leitura.
a) Vocs conhecem algum documento que fale
dos direitos e deveres dos cidados (Constituio
Brasileira, Declarao Universal dos
Direitos Humanos, Declarao Universal dos
Direitos da Criana)?
b) O conhecimento ou desconhecimento desses
documentos melhora o modo de viver
dos envolvidos?
c) Vocs se lembram de algum comercial ou
programa de TV em que apaream pessoas
velhas? Como elas so caracterizadas?
Vocs vem alguma vantagem em ser
velho?
2. Atividade de leitura. Relacionar o texto s
respostas das atividades de pr-leitura.
3. Atividades de produo de texto.
a) Sugerir temas para discusso.
(A velhice em minha cidade, H respeito pelos
direitos do velho?, Trabalho na velhice, A viso dos
velhos pelos jovens, A viso dos velhos pelos velhos).
Enfocar os direitos e os deveres ticos e
morais para com o outro.
b) Traar os objetivos da tarefa, os interlocu-
Descrio da atividade
tores, as condies de produo (reportagem,
entrevista, depoimento, sntese de
textos e a forma de exposio do texto final
(apresentao oral para a sala, exposio
em mural, gravao em vdeo, texto para
leitura da comunidade).
c) Buscar informaes por meio de leituras,
observaes da realidade, entrevistas,
depoimentos.
d) Organizar a apresentao. A etapa de correo
 fundamental. Feita a apresentao,
o grupo faz uma auto-avaliao de sua performance
ao longo do processo de criao
e exposio final da tarefa. Por fim, a classe
avalia o grupo.
Materiais indicados:
P livros, revistas, gravaes
de programas de TV, comerciais.
Tempo sugerido: 8 horas
Atividade P Expresso oral de natureza dissertativa
Resultados esperados: Desinibio no ato de
escrever e de oralizar idias; ampliao da capacidade
de solidificar conceitos e de estabelecer juzo
crtico sobre os fatos do mundo.
18
Te x t o
Objetivo
 Ampliao da capacidade de elocuo formal
de natureza dissertativa.
Introduo
Para que o aluno tenha o que dizer,  preciso
motiv-lo a partir de um assunto ou tema que
faa parte de sua realidade. O tratamento dado 
velhice merece reflexes e coleta de opinies.
Dicas do professor: Pedagogia do oral, de Vnia Milanez
(Sama).
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho 69
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70  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
Inicialmente definir o significado dos conceitos
de imigrante, migrante e emigrante.
1. Identificar no texto onde os imigrantes italianos
trabalhavam. No campo? Na cidade? Ou
em ambos?
2. De 1911 a 1920 quantos imigrantes haviam
entrado no Brasil?
3. Quantos imigrantes entraram, em mdia, por
ano, no Brasil, nesses dez anos?
4. Quantos imigrantes j estavam no Brasil at
1911?
5. Qual era a populao brasileira em 1910?
6. Qual  a populao brasileira hoje? Quanto
cresceu desde 1910?
7. Destacar em quais atividades a cultura italiana
se fez presente no Brasil.
8. Dentre os alunos da classe, verificar caractersticas
da colonizao italiana em sobrenomes,
parentesco, traos culturais, vocabulrio.
9. Discutir as imigraes a partir de uma refle-
Descrio da atividade
xo sobre: as vantagens da composio cultural,
a riqueza da troca de experincias, o aprimoramento
nas relaes sociais, a aproximao
entre as naes e os benefcios da miscigenao
populacional.
Atividade P Povo que vem, histria que se faz
Resultados esperados: Incorporar conceitos
sobre movimentao de populao; realizar clculos
bsicos de diviso e obteno de mdia; analisar
o motivo que leva as pessoas a migrarem e o
efeito disso.
19
Te x t o
Objetivos
 Entender o valor das imigraes na criao
de riquezas, na miscigenao cultural, no
estreitamento de laos entre naes e na compreenso
da diversidade cultural como um valor
universal.
 Exercitar clculos matemticos de diviso e
mdia.
Introduo
O Brasil foi um dos grandes receptores de imigrantes
em fins do sculo XIX e incio do XX.
Vrios grupos vieram em busca de terra, emprego
e vida melhor: japoneses, libaneses, portugueses,
espanhis, ucranianos. Destaque para os italianos,
tanto pelo nmero quanto pela presena no
estado de So Paulo, o centro nervoso da economia
nacional.
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor: Pesquisar o site do Memorial do
Imigrante (em So Paulo)
www.memorialdoimigrante.sp.gov.br/
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rea: Histria Nvel I e II
1. Escrever no quadro os sobrenomes dos alunos
da turma. Tentar identificar sua origem e seus
antepassados pelo sobrenome: Guimares,
Portugal; Ortega, Espanha; Yasuko, Japo.
2. Levantar, junto  turma, se na comunidade h
descendentes de imigrantes europeus, asiticos
ou de outra nacionalidade. Se possvel,
convidar um imigrante ou descendente para ir
 escola. Em grupo, os alunos podero entrevist-
lo. Exemplos de perguntas: De onde
veio? Quando? Por que escolheu o Brasil? Por
que deixou seu pas? Quais os principais sonhos?
Conseguiu realiz-los?
3. Vocs conhecem a cano registrada no texto?
J ouviram em rdio, filme, novela? O que significava
fazer a Amrica para os imigrantes?
4. Interpretar o texto coletivamente, destacando
os sonhos dos imigrantes, a realidade das condies
de vida no Brasil e a presena da construo
da diversidade cultural.
Descrio da atividade
5. Registrar com os alunos, em um painel, a presena
de diversas culturas na sociedade brasileira:
na msica, na comida, nas festas, no
futebol, na lngua e no trabalho. Use imagens,
fotografias, desenhos!
Materiais indicados:
P papel, revistas, gravuras,
cola, pincis.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Mrica, Mrica, Amrica!
Resultados esperados: Reconhecer a presena
das diferentes nacionalidades na constituio
da cultura brasileira; a diversidade cultural presente
em nosso dia-a-dia; a contribuio do imigrante
na construo da nao brasileira.
Produo de um painel ilustrativo.
19
Te x t o
Objetivo
 Identificar a presena de imigrantes na diversidade
cultural do Brasil.
Introduo
O texto nos fala da presena dos imigrantes  pessoas
de diferentes pases, costumes e lnguas que
deixaram sua terra natal para se fixar no Brasil. A
histria do Brasil foi construda a partir do encontro
e dos desencontros de povos de diversas culturas.
A imigrao europia e asitica para o Brasil,
entre o sculo XIX e XX, se deu no contexto de
transio do trabalho escravo para o trabalho livre
e assalariado. Os trabalhadores imigrantes, sobretudo
italianos e espanhis, participaram, ativamente,
das lutas e da organizao da classe em defesa
dos direitos trabalhistas e de melhores condies de
vida. A presena dos imigrantes na construo da
identidade cultural brasileira deve ser resgatada de
forma crtica e criativa, para uma melhor compreenso
de nossa sociedade multicultural.
Contexto no mundo do trabalho: Relacionar o tema
imigrao europia com a instituio do trabalho livre e
assalariado no Brasil.
Dicas do professor: Livros  De onde voc veio?
Discutindo preconceitos , de Liliana Iacocca e Michele
Iacocca (tica); A fazenda de caf, de A. C. R. Moraes
(tica).
Filme  O quatrilho, de Fbio Barreto.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  71
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72  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Portugus Nvel II
1. Qual seria a origem das palavras usque (inglesa)
e pizza (italiana). Perguntar se conhecem
palavras japonesas que j se incorporaram ao
lxico ou que j so comuns no nosso cotidiano
(karaoqu, sashimi, hashi, shoyo). E italianas?
(violino, viola, violoncelo, piano, corneta,
macarro, tchau) E rabes? (lgebra, algodo,
almofada, alvoroo) Se houver possibilidades,
pedir levantamento de palavras estrangeiras j
incorporadas no lxico portugus.
2. Apresentar aos alunos a biografia de Alexandre
Marcondes Machado, vulgo Ju Bananre,
curioso poeta paulista que escrevia no patois
falado pela colnia italiana do Brs, Bela Vista,
Bom Retiro e outros cantos da cidade de So
Paulo, nos idos da dcada de 1920. Escreva no
quadro ou faa cpias do poema a seguir:
AMORE CO AMORE SI PAGA
Pra Migna Anamurada
XINGU, xisgaste! Vigna afatigada i triste
I triste i afatigada io vigna;
u tigna a arma povolada di sogno.
a arma povolada di sogno io tigna.
Ti am, mamasti! Bunitigno io ra
tu tamb era bunitigna;
Tu tigna uma garigna de fra
Descrio da atividade
E io di fra tigna uma garigna.
Una veiz ti begi a linda m,
I a migna tamb vuc begi.
Vuc mi apiso nu p, e io non pis no da
signora.
Moltos abbracio mi deu vuc,
Moltos abbracio io tamb ti d.
U fra vuc mi deu, e io tamb ti d u
fra.
(Fonte: http://bananere.art.br/)
3. Pedir que vertam a pardia de Bananre para
o portugus.
Informar que Bananre parodia o famoso
poema parnasiano, escrito por Olavo Bilac,
Nel mezzo del camin:
Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E a alma de sonhos povoada eu tinha...
(Poesias, Saras de fogo, 1888)
Atividade P Lngua e dialetos
Resultado esperado: Entender recursos da
pardia e dinamicidade da lngua.
19
Te x t o
Objetivo
 Desenvolver a conscincia de que a lngua 
um processo dinmico, em constante evoluo.
Introduo
A lngua portuguesa sofreu influncia de
numerosas outras com que esteve em contato.
Por isso, muitas palavras estrangeiras foram
incorporadas ao lxico portugus. Voc conhece
algumas?
Dicas do professor: Nova Gramtica do Portugus
Contemporneo, de Celso Cunha e Lus F. L. Cintra. p. 9-14
(Nova Fronteira).
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Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  73
rea: Cincias Nvel I e II
1. Discuta com seus alunos:
a) A relao entre o desenvolvimento da agropecuria,
com a devastao do meio ambiente,
tomando como exemplo a explorao
das terras nativas para a instalao de pastos
e de plantio de soja ou de cana.
2. Utilize mapas que evidenciem a retirada de
vegetao natural.
3. Utilizando esse texto, compare o modo de
vida na cidade e de algumas sociedades indgenas,
com relao a conservao de alimentos
e a comercializao, indicando quem produz
e quem consome em cada um dos casos.
Utilize, por exemplo, carnes, gorduras e farinhas,
como ponto de partida.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P a carta do chefe Seattle e
mapas temticos (a perda
de mata original e tipos
de cultura hoje existentes)
complementam a discusso.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Territrio humano
Resultados esperados: Perceber que os problemas
ambientais hoje existentes  como a devastao
do ambiente e suas conseqncias  resultam
de uma relao social e econmica que influenciam
as interaes humanidademeio ambiente.
20
Te x t o
Objetivo
 Perceber que a relao da humanidade com o
meio ambiente  reflexo da organizao econmica
da sociedade.
Introduo
Um tema presente na sociedade atual  a explorao
que o homem realiza no meio ambiente para a
sua subsistncia e gerao de renda. Essa relao
humanidadeambiente aparece de forma incisiva
na carta enviada ao presidente dos Estados Unidos
pelo chefe Seatle, em 1855, em resposta  proposta
do governo americano para comprar terras indgenas.
Nessa carta o chefe Seatle destaca as diferentes
relaes que sua tribo mantinha com a natureza
em comparao com o homem branco. Entretanto,
no se deve considerar apenas a origem (se
ndio ou se branco) para julgar a relao humanidade
ambiente. Hoje em dia observam-se situaes
em que ndios exploram suas reservas naturais,
como fornecedores de matria-prima para o
mercado econmico. Quais outras influncias existem
nessas relaes?
Contexto no mundo do trabalho: A humanidade sempre
explorou a natureza para sua sobrevivncia. A humanidade
se distanciou, ao longo do tempo, de um modelo
de subsistncia para um de explorao intensiva, sem planos
para a reconstituio de reas degradadas. Um exemplo
disso  a grande devastao decorrente das plantaes
de soja (cerrado brasileiro) e de cana-de-acar
(sudeste e nordeste brasileiro), que sustentam parte da
economia brasileira.
Dicas do professor: Mapas podem ser obtidos na FIBGE
pelo site www.ibge.gov.br/
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74  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Geografia Nvel II
1. Identificar no texto e anotar no caderno, as
passagens que apontem para a terra como
bem de uso coletivo para os ndios.
2. Identificar e registrar os usos que as sociedades
indgenas fazem da terra.
3. Discutir e anotar as concluses da discusso
sobre como se d a apropriao dos bens produzidos
pelas sociedades indgenas.
4. Responder s seguintes perguntas:
a) O texto aponta para disputas entre os ndios
sobre a terra?
b) H indcios de conflitos entre os ndios pela
apropriao dos bens produzidos?
c) O texto aponta para a produo de bens em
quantidades superiores s necessidades de
consumo do grupo?
d) H conflitos entre os indgenas sobre
comercializao dos bens produzidos?
5. Identificar na classe quem  trabalhador ou j
Descrio da atividade
foi, apontando em cada caso se foi (ou )
empregado assalariado, empresrio ou outra
forma de trabalho. Identificar se o assalariado
era de empresa privada ou pblica.
6. Associar o trabalho assalariado com a venda
da fora de trabalho para os proprietrios dos
bens de produo.
7. Comparar as duas formas sociais de produo
e trabalho: os ndios e a nossa forma de organizao
social. Fazer isso por meio de um painel
que possa ser exposto na classe.
Atividade P Terra de todos
Resultados esperados: Refletir sobre a forma
assalariada de trabalho em comparao 
sociedade indgena.
20
Te x t o
Objetivo
 Levar o aluno a refletir a diferente funo que
a terra tem para a sociedade indgena e na
sociedade capitalista. Refletir ainda sobre a
condio de propriedade privada ou coletiva
da terra e suas conseqncias na organizao
social, na apropriao dos bens e na satisfao
das necessidades bsicas da vida.
Introduo
A terra  um bem fundamental para a satisfao
das necessidades humanas na reproduo da
vida e, portanto, herdado da natureza e, originariamente,
coletivo. No capitalismo ela vai se
constituindo como bem privado, cujo acesso se
d seletivamente para grupos sociais que se constituem
na classe dominante. Os reflexos da privatizao
das terras no mundo do trabalho foram
significativos. Agora apartado dos meios de produo,
os trabalhadores oferecem sua fora de
trabalho que  o seu nico bem disponvel.
Tal processo de separao do homem de seus
meios de trabalho no ocorreu entre os povos
indgenas, entre eles a terra permanece como
bem comum acessvel ao grupo.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Pesquisar em jornais e revistas
matrias que apontem para a forma assalariada de trabalho.
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rea: Matemtica Nvel I e II
1. Apresente aos alunos o seguinte dilema
matemtico: Ontem  noite peguei 10 peixes.
Dei 3 para meu irmo. Quantos peixes tenho
agora?.
2. Pea que resolvam o dilema, justificando a
escolha da operao que utilizaram.
3. Aps as apresentaes das solues [que na
maioria sero: 7 e subtrao sob alegao de
que dar  subtrair], apresente a soluo dada
pelo indgena Tarinu Juruna que vive no
Parque do Xingu: tenho 13 peixes, com o
seguinte raciocnio: quando os Suy do alguma
coisa para algum, isso no quer dizer que
a gente fica com menos. Quando eu dou peixe
para meu irmo, ele sempre me paga de volta.
Ento, se eu tenho 10 e dou 3 para ele, ele vai
me dar mais peixe quando ele for pescar. A, eu
fao 10 mais 3 e no 10 menos 3 [1] .
Descrio da atividade
4. Pea aos alunos que, em grupo, leiam o texto e
discutam a soluo de Tarinu Juruna, buscando
entender seu raciocnio e procurando nas suas
vidas cotidianas histrias e situaes semelhantes,
ou seja, situaes em que dar no signifique
perder, subtrao ou menos.
Atividade P Dar nem sempre exige conta de menos
Resultado esperado: Os alunos devero ser
capazes de levantar situaes de trocas cotidianas
onde valor numrico no tem sentido de lucro.
20
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer que num sistema de trocas podemos
encontrar diferentes sentidos para a equivalncia
numrica.
Introduo
Os seres humanos nas diferentes sociedades e
momentos histricos sempre realizaram trocas.
Os valores atribudos aos bens/objetos de troca
vo alm do material e do econmico, incluindo
valores simblicos e de uso, o que d  aritmtica
sentidos e significados diferentes. Na sociedade
capitalista, o lucro  um fim em si mesmo e os clculos
econmicos so aplicados a todos os tipos
de bens, sejam materiais ou simblicos (FERREIRA,
2002, p. 37). Nos textos para os quais
sugerimos esta atividade, podemos encontrar
diferentes indcios dos conflitos que essa viso
dominante acarreta s populaes indgenas. O
problema que propomos a seguir, extrado do
livro Idias matemticas de povos culturalmente
distintos,  um argumento para provocar uma
reflexo sobre nossa cultura e a relao com os
nmeros dela decorrentes. Na cultura branca ocidental,
a soma e a multiplicao normalmente
indicam ganho ou lucro, enquanto prejuzo,
perda e dar costumam ser resolvidos com subtrao
e diviso. Como isso se constituiu?  possvel
pensar diferente?  possvel agir diferente?
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: Quando 1+1? 2. Prticas matemticas
no Parque Indgena do Xingu. Idias matemticas de
povos culturalmente distintos, de Mariana Kawall Leal
Ferreira (Global).
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  75
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76  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Cada aluno dever reler o texto, identificando
as semelhanas e diferenas entre as sociedades
indgenas apresentadas.
2. Cada aluno dever procurar nos dicionrios as
diferentes definies da palavra cultura e
relacionar as definies aos aspectos identificados.
3. A classe ser divida em grupos e cada grupo
dever criar uma lista de semelhanas e diferenas
entre as culturas indgenas e as da sociedade
em que vive, seja ela urbana ou rural,
de acordo com as definies encontradas para
a palavra cultura.
4. As listas sero apresentadas e a classe escolher
uma delas para a realizao do exerccio.
5. O professor determinar uma rea artstica
(msica, artes plsticas, literatura, vdeo ou
fotografia) para cada grupo e a tarefa ser
transformar o contedo da lista escolhida em
uma obra dessa rea especfica.
Descrio da atividade
6. Apresentao e discusso dos resultados
levando em considerao o ponto de partida
para a construo da obra do grupo.
Obs: O professor dever estabelecer o prazo de
execuo.
Atividade P Culturas diferentes
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa refletir sobre a diversidade
cultural entre as prprias sociedades indgenas
e entre elas e as sociedades urbanas/rurais.
b) Que o aluno possa refletir sobre a importncia
da convivncia entre as diferentes sociedades,
respeitando suas especificidades.
c) Que o aluno possa reconhecer as diferentes definies
de cultura e sua presena em todos os
segmentos sociais e em suas formas de organizao.
21
Te x t o
Objetivos
 Observar as semelhanas e diferenas entre as
culturas indgenas no Brasil.
 Observar as semelhanas e diferenas entre as
diversas culturas indgenas e a cultura do
homem urbano/rural.
 Refletir sobre a possibilidade de preservao
constante das naes indgenas e a convivncia
com a sociedade moderna.
Introduo
Como pudemos observar no texto, as sociedades
indgenas possuem costumes diversos. Do cultivo
de suas agriculturas at as organizaes sociais e
suas relaes, verificamos semelhanas e diferenas
entre elas. Mesmo assim, acostumamos a
identific-las como um corpo uniforme, uma
nica sociedade, reunida num s padro.
Tempo sugerido: 1hora e 30 minutos para apresentao
Dicas do professor: Estimular a pesquisa em diferentes
dicionrios.
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rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Faa um crculo com os alunos para debater
sobre questes indgenas: preconceito, costumes,
linguagem, organizao do trabalho,
diviso das riquezas produzidas etc.
2. Em seguida, pea a eles que escrevam o que
significa ser ndio?
3. Pea que discutam com o colega ao lado sobre
o que escreveram para que faam uma sntese.
4. Depois solicite  dupla que escreva falas preconceituosas
que j ouviu sobre os ndios.
5. Distribua uma folha de papel ofcio para que
cada dupla escreva a sua sntese e as falas preconceituosas.
6. Passe o vdeo Quem so eles (18) da srie
ndios do Brasil, da TV Escola (ou outro que
trate sobre questes indgenas).
7. Pea a cada dupla que relate a sntese e as
falas preconceituosas.
Descrio da atividade
8. A partir da apresentao das duplas e do
vdeo apresentado, faa um debate e solicite
uma redao individual com argumentos e
propostas de aes para superao dos preconceitos
sofridos pelos ndios.
Materiais indicados:
P vdeo-cassete ou mdia de
CD/DVD.
Tempo sugerido: 8 horas
Atividade P Coisa de ndio
Resultado esperado: Refletir sobre os preconceitos
existentes na sociedade em relao aos
ndios e as possibilidades de superao.
21
Te x t o
Objetivo
 Identificar os preconceitos presentes na sociedade
em relao ao ndio brasileiro.
Introduo
Quem j no ouviu coisas preconceituosas sobre
os povos indgenas? Programa de ndio, coisa
de ndio etc. Conforme o texto, os ndios tm
uma longa histria para contar de explorao e
preconceito, repleta de matana, escravismo,
catequizao forada ou mera indiferena das
autoridades. Mas afinal, o que  ser ndio?
Considerando que quando falamos de ndio no
referimos sobre um nico grupo tnico, muito
menos a uma raa (existe apenas uma raa, a
humana), em que consiste a identidade do
ndio? Alm de atribuirmos a idia de pessoas
que fazem parte de diferentes grupos tnicos,
com costumes, lnguas, concepes e vises de
mundo completamente diferentes da cultura ocidental,
no podemos esquecer que, a partir das
ltimas dcadas, os ndios adquiriram um status
jurdico que lhe confere direitos. Que direitos so
esses? Como eles foram conquistados? Quais as
principais reivindicaes dos povos indgenas
neste sculo? Como eles trabalham? O que eles
tm a nos ensinar sobre a forma diferente de
conceber a propriedade da terra e das coisas produzidas
pelo trabalho humano?
Dicas do professor: Consulte os vdeos da srie ndios
no Brasil, TV Escola. Eles so breves e excelentes para
suscitar o debate.
Site  www.mec.gov.br para obter informaes sobre educao
indgena.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  77
CP06aTX21P3.qxd 17.12.06 22:13 Page 77
78  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Extrair do texto a populao indgena estimada
no Brasil no ano da chegada dos portugueses
em 1500.
2. Identificar qual era a populao em 1950,
segundo os antroplogos.
3. Calcular qual foi a reduo de populao indgena
nestes 450 anos desde a chegada dos
portugueses.
4. Apontar em qual regio brasileira se concentra
as terras indgenas. Mostrar para a classe
um mapa com a localizao da Amaznia
legal na Amrica do Sul.
5. Debater com a classe a perda cultural para os
povos indgenas, para ns e para toda a
humanidade, causada pela reduo das lnguas
faladas pelos ndios.
7. Dividir a classe em grupos e distribuir 17 tribos
relatadas no texto, de modo que todas
elas sejam analisadas.
Descrio da atividade
8. Cada grupo deve apresentar para a classe as
caractersticas das tribos que lhe couberam,
ressaltando seus hbitos, sua identidade cultural,
seus costumes etc.
9. A partir desse painel, o professor pode sugerir
a pesquisa de novas tribos e analis-las em
sala de aula da mesma forma.
Materiais indicados:
P mapa da Amaznia legal.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P ndios no Brasil: conhecer para superar preconceitos
Resultados esperados:
a) Refletir sobre os valores da cultura indgena.
b) Incorporar novos valores ao seu cotidiano.
c) Desmistificar a viso de que o ndio  atrasado
e preguioso e um atraso ao desenvolvimento
do pas.
21
Te x t o
Objetivo
 Possibilitar ao aluno perceber a presena do
ndio brasileiro como uma civilizao que, assim
como a nossa, tem seus hbitos, costumes e
identidades, uma cultura diferente, porm muito
rica e diversificada. Compreender ainda que a
relao do ndio com a natureza no  predatria
e sim harmoniosa.
Introduo
A colonizao brasileira provocou um choque
muito forte entre os grupos indgenas que aqui
habitavam com os europeus, especialmente os
portugueses. Os interesses da metrpole se chocavam
diretamente com o modo de vida indgena,
forando seu aculturamento ou quase extermnio.
Contexto no mundo do trabalho: A escravido indgena
mostra como a relao com os colonizadores foi marcada
pelo conflito. De uma sociedade livre e sem propriedade
privada agora se viam obrigados a produzir sob
a fora dos invasores e em regime de escravido para
abastecer a Europa com produtos tropicais.
Dicas do professor: Consulte os vdeos da srie ndios
no Brasil, TV Escola. Eles so breves e excelentes para
suscitar o debate.
Site  www.mec.gov.br para obter informaes sobre educao
indgena.
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rea: Histria Nvel I e II
1. Questionar os alunos sobre o que sabem sobre
as populaes indgenas e solicitar que anotem
seus conhecimentos prvios. Ler coletivamente
o incio do texto e debater as idias ao
longo da leitura.
2. Dividir a classe em duplas e pedir que cada
uma escolha um povo para pesquisar no texto
e, se possvel, em outras fontes tambm, como
por exemplo, imagens sobre esses povos.
3. Depois da pesquisa pronta, cada dupla apresenta
as caractersticas do povo que pesquisou,
salientando os elementos que expressem
suas especificidades. Debater as diferenas
entre os povos.
4. Propor a montagem de um mural que saliente
as diferenas entre os povos indgenas
pesquisados.
Descrio da atividade
5. Debater ainda as problemticas semelhantes
que vivenciam em funo de sua insero na
sociedade brasileira.
Atividade P Especificidades culturais
Resultados esperados: Conhecer e refletir a
respeito das especificidades das culturas indgenas.
21
Te x t o
Objetivo
 Refletir a respeito das especificidades das culturas
indgenas.
Introduo
O estudo das especificidades das culturas  importante
para que se desfaa a idia errnea de
que os ndios:
a) so iguais, pois se desconhece a diversidade
sociocultural e lingstica entre os povos;
b) pertencem ao passado, ou seja, nega-se que
existam comunidades indgenas como integrantes
da sociedade brasileira hoje;
c) so remanescentes de culturas do incio da
humanidade  exemplo de povos do paleoltico
(freqente em livros didticos);
d) s fazem parte da histria do Brasil na poca
do descobrimento, depois deixam de ter histria
porque foram assimilados ou dominados;
e) so atrasados, no civilizados e precisam ser
aculturados;
f) no so mais ndios porque absorveram costumes
ocidentais e, nesse caso, no possuem mais
o direito de lutar por terra.
Contexto no mundo do trabalho: Um dos aspectos
especficos de cada povo  a sua organizao em funo
da sobrevivncia e da diviso do trabalho.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Ver Referencial Curricular Nacional
para as Escolas Indgenas (MEC, 2002); os cadernos da TV
Escola ndios do Brasil (MEC, 1999); livros produzidos
por professores de diferentes aldeias, como Ticuna  O livro
das rvores (MEC, 1997) ou A histria do Povo Terena
(MEC/USP, 2000).
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  79
CP06aTX21P3.qxd 17.12.06 22:13 Page 79
80  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
Considerando os dados numricos do texto, pea
aos alunos que:
1. representem as expresses 35% e 98% em
forma de razo centesimal (35/100 e 98/100);
2. obtenham as fraes irredutveis equivalentes
a essas expresses;
3. desenhem, em pelo menos trs diferentes formas
geomtricas, as fraes irredutveis obtidas
(use o papel quadriculado);
4. escrevam a frao irredutvel equivalente  razo
formada pelo nmero de ndios no Brasil
e o nmero que havia na poca da chegada
dos portugueses.
Descrio da atividade Material indicado:
P papel quadriculado.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P A relevncia da Amaznia e a riqueza de um povo
Resultados esperados:
a) Perceber porcentagem como razo centesimal.
b) Identificar razes equivalentes.
c) Ler e escrever nmeros que representam
fraes.
d) Reconhecer os diferentes tipos de fraes.
21
Te x t o
Objetivos
 Perceber a importncia da Amaznia para o
povo indgena.
 Interpretar os dados matemticos do texto constatando
a diminuio do nmero de ndios
desde a chegada dos portugueses no Brasil.
Introduo
A Amaznia  uma rea internacional que ocupa
parte do territrio de vrios pases, dentre eles o
Brasil. Essa floresta  uma de nossas riquezas culturais
e  conhecida como um imenso ecossistema.
No entanto, nas ltimas dcadas esse conceito
vem mudando com a migrao, com o
desenvolvimento da agropecuria e da minerao.
Homens e motosserras, entre outros agressores,
esto fazendo com que a floresta Amaznica
seja destruda, atingindo povos, como seringueiros
e indgenas. Estes ltimos tm sido os mais
prejudicados na transformao da Amaznia,
pois, como diz o texto: O encontro dos ndios
com garimpeiros  sempre crtico, h invaso de
terras, proliferao de doenas. O que voc j
leu ou ouviu falar sobre a violncia praticada aos
indgenas? Como a mata Amaznica pode ser
preservada? O texto lido  rico em informaes.
Discutam sobre os costumes indgenas, seus rituais
de morte e sobre o processo de Tapiragem.
Dicas do professor:
Sites  www.inpa.gov.br
www.socioambiental.org
DVD Planeta Azul, produzido por Graeme Ferguson,
escrito e narrado por Toni Myers.
Contexto no mundo do trabalho: A biopirataria  praticada
na floresta Amaznica. Converse com seus alunos
sobre o que isso significa e o que eles pensam acerca
dessa questo. De que forma podemos participar social e
politicamente, para repudiar o que ocorre com os indgenas
e com a floresta em que vivem?
CP06aTX21P3.qxd 17.12.06 22:13 Page 80
rea: Portugus Nvel I e II
1. Atividades de pr-leitura.
a) Perguntar aos alunos se conhecem nomes
de pessoas e de lugares que tenham origem
indgena (pessoas: Araci, Guaraciaba,
Iracema, Jaci, Moema, Ubirajara; lugares
geogrficos: Guanabara, Itatiaia, Paraba,
Paquet, Ubatuba).
2. Atividades de leitura.
a) Ler o texto com os alunos e comentar a
relao brancondio na histria e na formao
do brasileiro.
3. Atividades de ampliao do vocabulrio e de
ortografia.
a) Escrever, no quadro, as seguintes palavras:
nomes de pessoas, nomes de lugares,
nomes de animais, nomes de seres do
reino vegetal, nomes de objetos, aparelhos
e utenslios.
b) Entregar a cada aluno um papel com uma
palavra de origem indgena. Escrever todas
elas sem o j. Cada um escreve a palavra no
quadro, na diviso correspondente, e a completa
com a letra que est faltando.
Sugesto: Nomes de pessoas: Jaci, Juraci,
Descrio da atividade
Jurema, Jaguaribe; nomes de lugares:
Aracaju, Jabaquara, Jacarepagu, Jundia;
nomes de animais: jibia, jacar, jacu, jaburu,
juriti, tanajura; nomes de seres do reino
vegetal: jabuticaba, jacarand, jequitib;
nomes de objetos, aparelhos e utenslios:
jac.
c) Pedir que observem o que h de comum na
grafia das palavras: as de origem indgena
so grafadas com j em portugus.
d) Informar que tambm palavras de origem
rabe e africana so grafadas com j. Pedir
que criem frases com algumas dessas
palavras (ditar para que pratiquem): paj,
canjica, manjerico, Moji, berinjela, cafajeste,
granja, gorjeta, jerimum, jrsei, jil,
laje, majestade, objeo, objeto, ojeriza,
rejeio, sarjeta, traje e trejeito.
Atividade P Palavras de origem indgena  Ortografia
Resultados esperados: Maior segurana da
grafia de termos de origem indgena e africana.
Ampliao do vocabulrio e da histria da lngua.
21
Te x t o
Objetivo
 Ampliar o conhecimento histrico sobre a formao
da lngua portuguesa e a ortografia de
palavras de origem indgena.
Introduo
O portugus, hoje lngua majoritria e oficial do
Brasil, derivado do latim, sofreu, em sua formao,
influncia de diversas outras lnguas que
eram aqui faladas antes de Cabral. Os ndios brasileiros
de diversas etnias falavam mais de mil lnguas.
Os portugueses, por necessidade de contato
com os ndios, aprenderam a chamada lngua
geral (nheengatu), comum a todos, originada do
tupinamb. O portugus s foi institudo como
lngua oficial em 1758, pelo Marqus de Pombal.
Tempo sugerido: 2 horas
Dica do professor: Gramtica Histrica, de Ismael de Lima
Coutinho (Ao Livro Tcnico).
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  81
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82  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Cada aluno dever trazer uma venda escura
para os olhos e us-la durante a atividade.
2. O professor colocar uma msica clssica
que ser ouvida por todos os alunos com os
olhos vendados (importante: no basta fechar
os olhos, pois nossa tendncia, muitas vezes,
 de abri-los e isso prejudicaria o exerccio,
da a importncia da venda).
3. Depois de ouvida a msica, cada aluno dever
escrever um poema sobre as imagens e sensaes
que surgiram durante a sua execuo.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P aparelho de som, CD,
venda.
Tempo sugerido: 1hora e
30 minutos.
Atividade P Sentidos
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa ampliar sua capacidade de
explorar sua criatividade, utilizando-se dos
recursos da audio.
b) Que o aluno possa exercitar a transformao do
som em imagens criativas e em expresso verbalizada.
22
Te x t o
Objetivo
 Experimentar possibilidades de criao por
meio da privao de um sentido.
Introduo
Em 2006 o presidente dos Estados Unidos, George
W. Bush deu uma entrevista nos jardins da Casa
Branca. Ao escolher um jornalista para ser inquirido,
percebeu que este usava culos escuros e, em
tom de brincadeira, fez a seguinte observao:
Hoje no est um dia muito quente e to claro,
voc no precisaria estar usando culos escuros
numa entrevista. A resposta foi tranqila e imediata:
Bem, senhor presidente, isto depende do
ponto de vista. Em seguida, fez sua pergunta
sobre a poltica de Washington no Iraque. Mais
tarde, George W. Bush foi informado de que o jornalista,
na verdade, era deficiente visual e, por
isso, usava os culos escuros.
A deficincia visual no impediu Fernando
Segundo de tirar fotos a partir do seu ponto de
vista, da sua realidade. Igualmente tambm no
impediu, o esloveno Eugen Bavcar, fotgrafo cego,
de trabalhar com essa linguagem artstica. Em A
luz e o cego, ele diz que para privados da viso as
imagens so criadas a partir do verbo. Ele chama
a nossa ateno para o fato do excesso de imagens
prejudicarem a construo de uma narrativa, tirando-
lhe o foco. No entanto, nas sociedades
modernas, de maneira geral, o sentido da viso
 muito mais valorizado e estimulado do que os
outros (audio, olfato, paladar e tato).
Dicas do professor: Livro  A luz e o cego, de Eugen
Bavcar. In: Artepensamento, de A. Novaes (org.)
(Companhia das Letras).
Site  www.funarte.gov.br/vsa/galeria/foto/foto.htm
CP06ATX22P3.QXD 17.12.06 22:18 Page 82
rea: Cincias Nvel I
1. Pea a cada um dos alunos que execute os
seguintes comandos, na ordem mencionada,
sem mexer a cabea durante os movimentos:
a) tapar o olho direito e observar o que est
ao seu redor;
b) tapar o olho esquerdo e observar o que est
ao seu redor;
c) repetir a observao, mas mantendo os
dois olhos abertos;
2. Os alunos devem ento elaborar um pequeno
texto, narrando e interpretando as observaes
feitas relacionando-as ao trabalho, ou
seja,  transformao da natureza e a capacidade
da viso binocular (tridimensional).
Descrio da atividade
Atividade P A nossa viso
Resultados esperados:
a) Identificao de partes do olho responsveis
pelo sentido da viso e conceitos relacionados.
b) Reconhecimento e identificao de vantagens e
limitaes da viso binocular.
22
Te x t o
Objetivos
 Identificar as partes do olho responsveis pelo
sentido da viso e conceitos relacionados.
 Reconhecer vantagens e limitaes da viso
binocular.
Introduo
O olho humano  o rgo da viso. Ao abrir os
olhos e deixar a luz penetr-los, ela percorre um
caminho definido at formar uma imagem. A luz
passa pela crnea, pupila, cristalino, chegando 
retina, onde forma uma imagem. Isso  feito
separadamente e ao mesmo tempo pelos dois
olhos, que enviam essa informao ao crebro. O
crebro rene essas duas informaes e superpe
as imagens. Dessa forma, o que percebermos 
uma imagem nica. Nossa viso  tridimensional,
isso significa que conseguimos identificar tambm
profundidade, altura e largura. O ser humano
possui olhos na parte da frente da cabea
(olhos frontais), proporcionando a viso binocular.
Animais que tm os olhos na parte lateral da
cabea, como cavalos e vacas, no possuem viso
binocular. Para eles  mais importante enxergar o
que est a sua volta, de forma mais abrangente,
sem mexer a cabea, para se defender dos predadores.
Os predadores, como os felinos, que precisam
perceber e calcular a distncia que os separa
de uma caa em potencial, tm a viso binocular.
Para o trabalho, qual a importncia da viso binocular?
Teramos a mesma capacidade de produo
se nossa viso no fosse binocular?
Contexto no mundo do trabalho: Pessoas que exercem
atividades que podem danificar os olhos necessitam utilizar
culos de proteo individual ou mscaras.
Tempo sugerido: 1 hora
Dicas do professor: Alguns bichos, como o coelho,
podem enxergar tudo o que est ao seu redor, num ngulo
de 360, o que lhe propicia uma viso adequada para
se proteger.
Quando tapamos o olho esquerdo, restringimos o que
vemos daquele lado. O campo visual direito tambm fica
restrito quando aquele olho  bloqueado. Quando abrimos
os dois olhos, o crebro se encarrega de superpor as
observaes e formar uma nica imagem.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  83
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84  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Cincias Nvel II
1. Pea aos alunos que tragam para a sala quaisquer
cmeras fotogrficas  ainda em funcionamento
ou no. Alm disso, devem procurar
trazer anncios publicitrios de mquinas
fotogrficas.
2. Pea aos alunos que identifiquem nas peas
trazidas ou nos anncios os itens componentes
das mquinas: lente(s), obturador, disparador,
filme, etc.
3. Pea aos alunos que relacionem peas desconhecidas
presentes nas mquinas e que procurem
descobrir os seus nomes e funes.
4. Faa um desenho esquemtico no quadro,
mostrando um diagrama de uma mquina
fotogrfica e o seu funcionamento.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P anncios publicitrios de
mquinas e equipamentos
fotogrficos.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Mquina fotogrfica
Resultados esperados:
a) Identificao das partes componentes de uma
mquina fotogrfica.
b) Reconhecimento do princpio bsico de funcionamento
de uma mquina fotogrfica.
22
Te x t o
Objetivos
 Identificar as partes componentes de uma
mquina fotogrfica.
 Identificar o princpio bsico de funcionamento
de uma mquina fotogrfica.
Introduo
O texto fala que um estudante cego realizou uma
exposio de fotografias. Mas como funciona
uma mquina fotogrfica? Cmeras fotogrficas
modernas, mesmo as computadorizas, possuem
um mecanismo bastante simples: um corpo leve e
pequeno, que contm o filme e o mecanismo de
transporte do filme, uma lente para enfocar a
imagem, um orifcio de tamanho ajustvel para
permitir a passagem da luz e um obturador, que
se abre somente durante um certo intervalo de
tempo, para que a luz chegue ao filme. Quando
essa luz atinge o filme, mudanas acontecem em
sua cobertura qumica, que  sensvel  luz, formando
assim uma imagem fotogrfica latente,
isto , o negativo. Esta exposio do filme  alcanada
quando pressionamos o boto do disparador.
Qual a importncia da fotografia para a sociedade?
Para o trabalho? Existe uma relao da
mquina fotogrfica com os nossos olhos?
Contexto no mundo do trabalho: Existem os fotgrafos
que trabalham em registro de eventos e festas familiares
e aqueles que exercem atividades jornalsticas ou mesmo
os que registram sinistros policiais. No entanto, a
fotografia  uma atividade de lazer de muitas pessoas, j
que ela permite registrar e guardar a memria de momentos
mpares.
Dicas do professor: Para que o filme avance e uma
poro nova seja disponibilizada para uma nova
fotografia, um rebobinador  utilizado. Normalmente 
uma alavanca que avana o filme quando girada. Nas
modernas cmeras digitais, em vez da imagem ser captada
em um filme, um chip sensvel  luz  utilizado.
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rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Pea aos alunos que tragam de casa algum
objeto diferente e que no o mostrem para
seus colegas.
2. Em dupla, de olhos vendados, eles trocaro o
objeto com seu parceiro e cada um dever
descobrir que objeto  apenas usando o tato.
3. Em crculo, relataro as experincias pelas
quais passaram.
4. Apresente-lhes o seguinte ttulo de uma notcia:
Portadores de deficincia visual discutem
regulamentao de direitos. Pergunte aos
alunos quais direitos eles imaginam que esses
portadores reivindicam.
5. Anote no quadro as respostas.
6. Pea que leiam e discutam, coletivamente, o
texto 15.
7. A partir das questes levantadas, da leitura e
discusso do texto, proponha aos alunos que,
em pequenos grupos, redijam uma notcia.
Descrio da atividade
8. Recolha as notcias e monte com elas um
mural para que todos da escola possam ter
conhecimento da luta dos portadores de deficincia
visual.
Atividade P Olhos da alma
Resultado esperado: Percepo de que as pessoas
portadoras de deficincia visual so atuantes
na vida em sociedade.
22
Te x t o
Objetivo
 Sensibilizar-se frente aos problemas enfrentados
por portadores de deficincia visual em
seu ambiente de trabalho e na sociedade.
Introduo
Lembro-me, tambm, que foi nesse dia que me
diverti com uma mulher no elevador:  Vai passear?
 No, vou trabalhar.  Cego trabalha? 
Trabalha.  Em qu?  Eu sou programador, trabalho
em processamento de dados.   aquele
negcio de computadores?  .  Cego trabalhando
com computador?. Dilogo como esse
demonstra o preconceito sofrido pelos portadores
de deficincia visual, mas o relacionamento
da professora Marina com seu aluno Fernando
nos faz crer que sensibilidade  luz no  s
direito de quem enxerga e sim de quem v a vida
com os olhos da alma. E voc, professor com que
olhar v seus alunos? E os alunos com que olhar
vem os deficientes? E no trabalho de cada um,
enxergam os deficientes? Como?
Dicas do professor: Notcia  Portadores de deficincia
visual discutem regulamentao de direitos
www.sedes.ma.gov.br/ver_noticia.php?noticia_id=121 -
17k
Filmes  Janela da alma, de Walter Carvalho; Brasileiros
invisveis; A pessoa  para o que nasce, de Roberto Berliner.
Livro  Ensaio sobre a cegueira, de Jos Saramago, texto da
introduo: Sopro no corpo, de Marco Antonio de
Queiroz.
Tempo sugerido: 4 horas
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  85
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86  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Descrever a histria de vida de Fernando e
como ele ficou cego.
2. Identificar no texto qual a sensao de
Fernando em relao ao espao que ele fotografa.
3. Discutir com a classe o papel dos sentidos
humanos em nossa vida, que  o de permitir o
contato da pessoa com o mundo externo.
4. Realizar exerccios com a classe sem o recurso
da viso.
a) Todos devem fechar os olhos e, sob o
comando do professor, fazer com que um
aluno fale uma frase e que outro identifique
o autor da leitura.
b) Dispor cadeiras e mesas pela sala aos olhos
de todos. Pedir em seguida que, com os
olhos vendados, um aluno faa um determinado
percurso.
c) Realizar o mesmo exerccio fora da sala de
Descrio da atividade
aula, anotando as sensaes de calor, barulho,
cheiro, toque.
d) Discutir e registrar no caderno as impresses
de se deslocar ou identificar as condies
do ambiente sem os recursos da viso.
Materiais indicados:
P uso de fitas colantes para
indicar caminhos, pano
para venda nos olhos.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P A percepo do espao
Resultados esperados: Ampliar a sensibilidade
do aluno para o mundo exterior.
Experimentar a relao com o mundo exterior sem
o recurso da viso. Refletir sobre as condies de
vida de uma pessoa portadora de deficincia a partir
da experimentao prpria.
22
Te x t o
Objetivo
 Levar o aluno a perceber a existncia do espao
atravs de outros sentidos, que no apenas
a viso. Compreender que os sentidos podem
ser aguados a partir de seu uso, que  o que
ocorre com as pessoas portadoras de deficincia,
que acabam suprindo a falta de um sentido
pelo aprimoramento dos outros.
Introduo
Tirar fotografia parece ser uma atividade exclusiva
dos que enxergam. O texto em questo mostra
que isso no  verdade, pois o fotgrafo e
estudante Fernando Camuaso Segundo desenvolveu
o ofcio de registrar as imagens por meio de
uma cmera a partir de sua sensibilidade em
relao ao espao de seu entorno.
Contexto no mundo do trabalho: Em tempos de
desemprego e forte competio no mercado de trabalho,
as pessoas portadoras de deficincia acabam sofrendo
mais para conseguir uma vaga. Implantar polticas afirmativas
que permitam a empregabilidade e sua insero
no mercado de trabalho, bem como a inibio de prticas
preconceituosas, so fundamentais.
Dicas do professor: Filmes  A prova, de Jocelyn
Moorhouse (Proof, Austrlia, 1992), inspirado no fotgrafo
cego Evgen Bavcar; Perfume de mulher, de Martin
Brest (Scent of a Woman, EUA, 1992), que trata de um
militar aposentado em crise pela cegueira.
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rea: Portugus Nvel II
1. Atividades de pr-leitura. Perguntar aos alunos
o que entendem por reportagem.
Solicitar que exponham algumas que viram na
TV e acharam interessante. Pedir que falem a
respeito de reportagens lidas em revistas ou
jornais.
2. Atividades de leitura.
a) Pedir  classe que leia o texto. Depois, por
meio de perguntas, permitir que os alunos
percebam a estrutura de uma reportagem:
Do que trata o texto? Qual  o ttulo? H
subttulo? De onde foi retirado o texto? No
corpo do texto, quantos subttulos h?
Quais so? Que pessoas so citadas no
texto? Por qu? Que informaes interessantes
o texto trouxe para voc?
b) Dizer aos alunos que o texto tem a estrutura
de uma reportagem. Perguntar se notam
diferena entre notcia e reportagem. A
notcia, normalmente,  mais curta e comporta
temas atuais. A reportagem pode tratar
de algo que j exista h algum tempo,
mas que, por ser interessante, merece uma
matria.
3. Atividades de produo de texto.
a) Escolher um tema e um assunto que envol-
Descrio da atividade
va algo ou algum da comunidade e montar
uma reportagem.
b) Dividir a sala em grupos e atribuir tarefas:
entrevista, coleta de dados, diviso do
assunto em pequenos temas, redao de
cada um desses temas, reviso geral do
texto produzido, ilustrao, criao de ttulo
e subttulos.
c) Depois de pronta e revista, a reportagem
pode ser copiada para distribuio entre
colegas de outras salas; pode ser afixada no
mural da escola, publicada em blogs pessoais
ou sites, pode ser enviada para o jornal
da cidade ou da escola.
Atividade P Criao de uma reportagem
Resultados esperados: Trabalhar com diversos
gneros textuais  objetivo do ensino de lnguas.
No caso, o aluno, alm da produo de reportagem,
 encaminhado para a pesquisa, reconhecimento
da estrutura do texto, necessidade de
escolher um registro lingstico adequado e, ainda,
de compromissar-se para a boa produo textual.
22
Te x t o
Objetivo
 Conhecer a estrutura da reportagem e desenvolver
a capacidade de escrita no nvel culto da
linguagem.
Introduo
A publicao de uma reportagem implica trabalho
de pesquisa, capacidade de seleo de informaes
e de organizao textual.
Dicas do professor: Como usar outras linguagens em sala
de aula, de Beatriz Marcondes et alii (Contexto).
Tempo sugerido: 12 horas
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  87
CP06ATX22P3.QXD 17.12.06 22:18 Page 87
88  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Cada aluno dever criar um cardpio para um
almoo (prato principal, salada, acompanhamentos,
bebidas e uma sobremesa), listando
todos os ingredientes necessrios.
2. Os alunos apresentaro a lista de ingredientes
e estes sero escritos na lousa.
3. Os ingredientes sero agrupados segundo sua
categoria (legumes, temperos, frutas, cereais).
A classe ser dividida na mesma quantidade
das categorias, cabendo a cada grupo pesquisar
a origem de cada um dos ingredientes que
lhe coube.
4. Em um mapa-mndi os grupos marcaro os
pontos de origem dos ingredientes e redigiro
um pequeno texto que conte como esses
ingredientes chegaram ao Brasil ou passaram
a ser usados na mesa brasileira.
5. O resultado da pesquisa ser discutido em
sala de aula e tudo ser registrado no blog ou
Descrio da atividade
no caderno de receitas coletivo, que dever
percorrer os grupos.
Obs: O professor dever estabelecer um prazo
para a realizao da pesquisa.
Atividade P Salada mista
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa conhecer as razes culturais
da nossa alimentao.
b) Que o aluno possa, por meio da criao de um
cardpio, compreender a diversidade cultural
da sociedade brasileira.
c) Que o aluno possa, por meio de uma pesquisa
sobre alimentao, refletir sobre as diversas culturas
que compem a sociedade brasileira.
23
Te x t o
Objetivos
 Criar um projeto de blog ou caderno de receitas
coletivo da culinria presente na mesa brasileira
que contenha as razes de cada comida
ali includa.
 Conhecer as influncias das diferentes culturas
sobre nossa alimentao.
 Ampliar os conhecimentos sobre a formao da
cultura brasileira.
Introduo
O Brasil  um pas que se orgulha de sua miscigenao.
Somos o resultado da mistura de culturas
muito diferentes. Poderamos citar diversas formas
de manifestao cultural: lendas folclricas,
danas, festas e at mesmo a culinria. Quanto 
recebido de influncia de cada uma das culturas
que formam a grande cultura nacional?
Diariamente convivemos e participamos de manifestaes
de extrema diversidade cultural, como
uma salada mista da cultura. Nossa alimentao
 uma mistura de diferentes produtos e receitas
vindas dos mais variados lugares do mundo e
do Brasil. Somos o que comemos. Quem somos?
Qual a influncia de diferentes culturas no prato
dirio do brasileiro? Qual a influncia negra?
Indgena? Europia? Norte-americana? Asitica?
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Ao final do exerccio, se a classe
decidir pela criao de um blog, automaticamente as
informaes estaro disponveis para todos. Se a opo
for pelo caderno, seria interessante copi-lo para que
todos tivessem acesso s receitas e s histrias.
CP06aTX23P3.qxd 17.12.06 22:20 Page 88
rea: Cincias Nvel II
1. Realize uma pesquisa com seus alunos procurando
identificar os alimentos que so mais
consumidos por suas famlias.
2. Com o auxlio de livros, procure identificar a
origem desses alimentos.
3. Pea aos alunos que identifiquem pessoas que
migraram para sua cidade vindas de outras
regies do Brasil ou do mundo, investigando
(entrevistas) com elas seus hbitos alimentares,
identificando similaridades ou diferenas.
No caso de no existirem migrantes, faa essa
investigao com os alunos para que eles
identifiquem pratos tpicos de outras regies
Descrio da atividade
do Brasil. A tarefa envolver trazer alguns
desses pratos preparados para consumo coletivo
em sala de aula.
4. Antes de sabore-los o autor do prato faz uma
explanao da origem e caracterstica do
prato.
Material indicado:
P livros de receitas de diferentes
regies e nacionalidades.
Pesquisa: 1 semana
Realizao: 2 horas
Atividade P Comida e cultura
Resultados esperados: Identificar o predomnio
de certos hbitos alimentares. Perceber
que a diferena de alimentos est relacionada com
a natureza local e a histria de uma populao.
23
Te x t o
Objetivo
 Perceber que os hbitos alimentares de um
povo decorrem de influncias culturais.
Introduo
Verificando os hbitos alimentares de uma populao,
pode-se constatar a diversidade de costumes
e valores. No Brasil temos variaes
regionais interessantes. Em alguns lugares do
Paran, o pinho (semente da araucria) tem
destaque na culinria. Em Pernambuco, encontrase
feijo verde (feijo de corda) e manteiga de
garrafa. No Rio de Janeiro, feijo preto. Em
Minas,  o leite. Essas variaes e preferncias
esto relacionadas  disponibilidade dos alimentos.
O cultivo de determinadas espcies locais so
beneficiadas pelas caractersticas do ambiente e
tambm tem uma relao com a histria do cultivo
daquelas variedades, segundo o processo de
povoamento da regio. Hoje em dia, estudos
cientficos tm se beneficiado dessa regionalidade
na identificao de alimentos funcionais, onde
certas populaes no apresentam determinada
doena pelo consumo preferencial de certos alimentos.
O consumo elevado de peixes em vez de
carnes vermelhas faz com que populaes do
Japo apresentem menor ndice de colesterol no
sangue e de doenas cardacas. Situao semelhante
trata do consumo de tomate e sua relao
com menor ndice de cncer de prstata. A idia
de alimentos funcionais  uma nova frente de
pesquisa na rea de nutrio e de mercado de trabalho.
Qual  a alimentao dos alunos? Como
comem?
Contexto no mundo do trabalho: Pessoas de diferentes
nacionalidades constituram espaos marcantes de sua
cultura em diferentes regies do planeta. Na cidade de
So Paulo, por exemplo, percebe-se a influncia de vrias
regies do Brasil e de outros pases traduzida pela variedade
de restaurantes tpicos. Tais manifestaes culturais
constituram-se em espaos de trabalho e de convivncia
social.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  89
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90  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Cincias Nvel II
1. Pea aos alunos que coloquem gua em um
copo e leo em outro.
2. Pea aos alunos que procurem fazer solues
diferentes por meio de diversas misturas dessas
duas substncias. Por exemplo, em um terceiro
copo, coloque metade de gua e v adicionando
leo aos poucos, usando um contagotas.
3. Pea aos alunos que anotem suas observaes.
4. Pea aos alunos que elaborem um relatrio
contendo desenhos esquemticos do experimento
realizado. O relatrio deve conter o
ttulo da atividade, o roteiro do procedimento
experimental, observaes feitas e a explicao
para o fenmeno observado.
5. Os alunos devem ainda propor outros experimentos
para avaliar a densidade de produtos
que utilizam no cotidiano.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P leo, gua, copos e
conta-gotas.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P leo e gua
Resultados esperados:
a) Conhecimento do conceito de densidade.
b) Identificao de alimentos de diferentes densidades
em nosso cotidiano.
23
Te x t o
Objetivo
 Conhecer o conceito de densidade e identificlo
em nosso cotidiano.
Introduo
A feijoada  o prato mais tradicional de nossa cozinha.
Nela existem alimentos gordurosos, que deixam
uma camada de gordura na superfcie da feijoada
quando  resfriada. Mas por que a gordura
flutua? A densidade  uma propriedade fsica
que relaciona a massa de uma substncia com o
volume por ela ocupado, por meio de uma razo
(diviso). Por exemplo, 1 kg de alumnio ocupa
um volume de quase 3L. J 1 kg de chumbo ocupa
um volume de cerca de 11L. Isso significa que o
chumbo  cerca de quatro vezes mais denso do
que o alumnio. A gua possui densidade igual a
1, isto , 1 kg de gua ocupa um volume de 1L. J
a densidade do leo  menor, por isso ele fica
acima da gua quando esto juntos (1 kg de leo
ocupa cerca de 0,9L). Substncias que no tm
afinidade suficiente para formar uma soluo
nica no se misturam. Qual a importncia das
medidas de volume em nossas vidas? No trabalho?
Contexto no mundo do trabalho: Indstrias de cosmticos
tm lanado produtos que apresentam densidades
diferentes.  o caso de leos para o corpo que
visualmente apresentam duas ou mais fases sobrepostas.
Esses produtos, para serem utilizados, devem ser agitados,
formando uma emulso, que nada mais  que uma mistura
de gua e leo. No entanto, se deixado em repouso, os
componentes voltam a se separar.
Dicas do professor: Essa atividade no pode ser realizada
com substncias que so miscveis entre si, devido a
afinidades qumicas. Nesses casos, mesmo que elas possuam
densidades diferentes, a soluo observada ter a
aparncia de uma soluo homognea, com uma nica
fase. O lcool, por exemplo, possui densidade igual a 0,8.
No entanto, como ele  miscvel com gua, devido 
afinidade qumica entre eles, a mistura de gua com
lcool apresenta-se como uma soluo homognea, de
nica fase.
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rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Em grupos, pea aos alunos que leiam o texto
e que identifiquem quem eram os patres e
quem eram os empregados no relato sobre a
origem da feijoada e registre o resultado.
2. Em plenria discuta com eles a posio dos
senhores de escravos (proprietrios) e dos escravos
(no proprietrios), apresentando o
conceito de diviso social do trabalho.
3. Procure identificar quem so esses grupos ou
classes nos dias atuais.
4. Em seguida, organize com eles a preparao
de uma feijoada (que pode ser fictcia ou que
pode se transformar numa refeio da escola),
distribuindo cada tarefa entre eles:
a) Quem faz?
b) Faz o qu?
Descrio da atividade
5. Apresente em seguida o conceito de diviso
tcnica do trabalho.
6. Discuta com seus alunos o que mudou na
diviso social e tcnica do trabalho no perodo
entre a escravido e os dias atuais.
Atividade P Diviso social e tcnica do trabalho
Resultado esperado: Conhecimento dos conceitos
de diviso social e tcnica do trabalho.
23
Te x t o
Objetivo
 Conhecer os conceitos de diviso social e tcnica
do trabalho.
Introduo
Voc sabe o que  diviso social e tcnica do trabalho?
A diviso social do trabalho separa proprietrios
de no proprietrios. A sociedade
brasileira  composta de uma classe social de proprietrios
e uma classe social de no proprietrios:
de um lado patres, do outro empregados e, atualmente,
desempregados ou com empregos
precrios. A diviso social do trabalho cria poderes
diferentes para cada um destes grupos na
sociedade. A diviso tcnica do trabalho  aquela
que se d entre funes, atividades e tarefas diferentes
no interior do processo de trabalho. Por
exemplo, de um lado os engenheiros e do outro
lado os operadores de mquinas de uma mesma
fbrica, ou entre os operadores do torno e os operadores
da prensa. Ou ainda, entre os serventes de
pedreiro e os trabalhadores do escritrio de uma
empresa de construo. Tambm ela cria poderes
diferentes para cada grupo desses. Na escola quais
so os exemplos que se encaixariam aqui? Com os
seus alunos e as profisses que exercem? A organizao
da sociedade brasileira, como de toda
sociedade, espelha o modo como o trabalho 
organizado. Mas nem sempre foi assim. Isso pode
mudar. No texto O prato dos sbados, podemos
identificar a diviso social e tcnica do trabalho.
Tente este exerccio com seus alunos.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Livros  Dicionrio de Educao
Profissional, de Fidaldo e Machado (NETE). Crtica da
diviso do trabalho, de Andr Gorz (Martins Fontes).
Trabalho e capital monopolista, de Bravermman (Zahar). O
capital, Marx (Civilizao Brasileira).
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  91
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92  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Debater oral e livremente com a classe o tema
trabalho e alimentao.
2. Pedir aos alunos que escrevam em dupla um
pequeno texto a respeito desse tema e em
seguida apresentem suas produes para a
classe.
3. Ler coletivamente a receita de feijoada com os
alunos.
4. Conversar sobre o hbito de comer feijoada,
quem come e o que sabem a respeito dela.
5. Pedir aos alunos que, em grupo, analisem a
receita da feijoada, procurando identificar suas
relaes com: histrias de outros tempos; situaes
de trabalho envolvidas na produo
dos ingredientes, no preparo e ao servi-la; situaes
de convivncias sociais entre as pessoas
tambm nos diferentes momentos de produo
dos ingredientes, preparo, servir e consumo;
relaes histricas entre as pessoas que, ao
longo do tempo, tm produzido e consumido a
feijoada.
Descrio da atividade
6. Debater as produes dos alunos e organiz-la
em funo do tema trabalho e alimentao.
Propor que apresentem para uma outra classe
da escola o que descobriram sobre o assunto.
Atividade P Trabalho e alimentao
Resultado esperado: Que os alunos reflitam a
respeito da relao entre trabalho e alimentao.
23
Te x t o
Objetivo
 Refletir a respeito da relao entre trabalho e
alimentao.
Introduo
A alimentao est entrelaada  vida em sociedade.
Na medida em que as populaes obtm, produzem,
preparam, consomem, trocam, armazenam,
acumulam, distribuem e transportam alimentos,
tambm se organizam social, econmica,
poltica e culturalmente. O alimento est na base
da diviso do trabalho e isso transparece nas tarefas
reservadas aos homens, mulheres e crianas, ou
aos trabalhadores especializados. Igualmente, no
preparo e consumo ficam evidentes as dimenses
culturais especficas de cada grupo e as regras de
convivncia modeladas histrica e geograficamente.
A questo alimentar est ainda na base da distribuio
da riqueza e do poder e  importante elemento
de intercmbio cultural e de identidade
social, marcam tambm caractersticas de um
povo, de uma regio. E nas cerimnias de partilhas,
oferendas ou consumo de alimentos, vislumbramos
as convivncias e laos sociais e culturais.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Livros  As viagens dos alimentos 
As trocas entre os continentes , de Janaina Amado e Lus
Carlos Figueiredo (Atual). Histria da alimentao no Brasil ,
de Cmara Cascudo (Global). Histria da Alimentao, de
Jean-Louis Flandrin e Massimo Montanari (Estao
Liberdade). Cotidiano e solidariedade. Vida diria da gente de
cor nas Minas Gerais, de Julita Scarano (Brasiliense).
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rea: Histria Nvel I e II
1. Motivar a turma com as questes: Qual o prato
que vocs mais apreciam? Quais as comidas
consideradas tpicas na regio? Vocs conhecem
a histria desses pratos? Foram criadas por
algum da regio? Ou ter vindo de outras
regies? Quem j comeu feijoada? Quem gosta,
quem no gosta? Por qu? De acordo com
os ingredientes ou a forma como  preparada,
 possvel saber se tem influncia de outros
povos, de outros lugares? Questionar a turma
sobre a histria da feijoada e relatar a outra
verso de Elias.
2. Ler o texto e discutir.
3. Propor que em duplas redijam a receita de um
outro prato e contar a histria desse prato.
Descrio da atividade 4. Debater a frase: No prato de cada dia, um
pouco de nossa histria!
5. Solicitar que produzam uma outra frase, relacionando
alimentao, histria e cultura.
Atividade P Hum, que delicia! No prato de cada dia, um pouco de nossa histria!
Resultados esperados: Que o aluno perceba a
diversidade cultural do Brasil presente tambm na
alimentao do seu povo. Produo de uma frase
que expresse esse fato.
23
Te x t o
Objetivo
 Relacionar a histria da nossa alimentao 
diversidade cultural do Brasil.
Introduo
O texto apresenta a receita do prato mais popular
em nosso pas, apreciado por milhes de brasileiros.
H entre ns uma histria de que a feijoada foi
inventada nas senzalas pelos escravos. Para R.
Elias a mistura de carnes e gros que resultou no
prato mais famoso do Brasil s ocorreu no sculo
XIX e, ao contrrio do que diz a lenda, bem longe
das senzalas. O autor cita Cmara Cascudo, o feijo
com carne, gua e sal  apenas feijo. Feijo ralo,
de pobre. Feijo todo-dia. H distncia entre feijoada
e feijo. Aquela subentende o cortejo das
carnes, legumes, hortalias. O padre Miguel
Gama, conhecido como Padre Carapuceiro,
publicou no jornal O Carapuceiro, de Pernambuco,
em 3 de maro de 1840, um artigo no qual condenava
a feijoada assassina, escandalizado pelo
fato de que era muito apreciada por homens sedentrios
e senhoras delicadas da cidade.
Segundo o autor, vale lembrar que as partes salgadas
do porco, como orelha, ps e rabo, nunca
foram restos. Eram apreciados na Europa, enquanto
o alimento bsico nas senzalas era uma mistura
de feijo com farinha. Uma das referncias mais
antigas que se conhece  feijoada em restaurantes
est no Dirio de Pernambuco, de 7 de agosto de
1833, no qual o Hotel Thtre, do Recife, informa
que s quintas-feiras seria servida feijoada  brasileira.
Essa citao tem como objetivo ajud-lo a
questionar algumas lendas sobre nossa histria,
chamar sua ateno para a riqueza da nossa alimentao
e mostrar sua relao com a identidade
cultural do pas. Por isso, vale a pena conhec-la!
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: O artigo completo de Elias pode ser
lido no site: www.nossahistoria.net
Livro  Histria da alimentao no Brasil, de Cmara
Cascudo (Global).
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  93
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94  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Divida a turma em 4 grupos solicitando que
cada um calcule as quantidades dos ingredientes
da feijoada para uma quantidade diferente
de pessoas: 6, 15, 18 e 24.
2. Para as apresentaes, pea aos grupos que
explicitem como fizeram para chegar aos
resultados.
3. Para ajud-los, mostre que se deve encontrar
as razes de cada ingrediente para 24 pessoas
e usando a regra de trs, encontrar a proporo
para a sua receita:
Exemplo: 1,5 kg de feijo preto/24 pessoas =
[x] kg de feijo preto/6 pessoas.
1,5/24 = x/6
4. Pea a eles que reescrevam a receita, a partir
dos ingredientes e costumes de sua regio.
Descrio da atividade
Atividade P Feijoada para seis
Resultado esperado: Clculo da receita de feijoada
com quantidades proporcionais a diferentes
nmeros de pessoas
23
Te x t o
Objetivo
 Aplicar os conceitos de razo e proporo para
calcular uma receita para quantidades diferentes
de pessoas.
Introduo
A feijoada  um alimento tpico do Brasil que
rene a tcnica do cozido portugus com ingredientes
brasileiros. Desde o feijo e a farinha, que
j eram usados pelos povos indgenas, at tornarse
um prato tpico e nobre, l se vo 500 anos de
trabalho e de histria. As receitas de preparao
de alimentos, em geral, renem informaes de
quantidades de ingredientes para um determinado
nmero de pessoas. A receita de feijoada que
temos no caderno de textos do aluno  para 12
pessoas. Se quisssemos prepar-la para outro
nmero de pessoas saberamos faz-la?
Tempo sugerido: 2 horas
5. Pea que escolham um ingrediente e representem
geometricamente a operao de clculo.
Exemplo:
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rea: Matemtica Nvel I e II
Considere os preos da primeira receita de feijoada,
dados por quilo: feijo R$ 1,69; carne seca
R$ 7,90; costela defumada R$ 12,90; bacon
R$ 13,80; paio R$ 11,30; lingia R$ 8,60; orelha
de porco R$ 3,90; lngua R$ 6,90; carne de porco
R$ 7,80; rabo de porco R$ 2,80; cebola R$ 0,79;
leo R$ 1,99; arroz R$ 1,10; couve R$ 0,89 e
cheiro-verde R$ 0,75.
1. Discuta com os alunos os ingredientes que
no esto por quilo na receita, para chegar a
uma aproximao das medidas a fim de fazer
o clculo.
2. Pea que calculem o preo total da receita.
3. Determinem quantas receitas teriam de ser
usadas, qual o valor total e per capita da feijoada
se a turma reunida para uma festa fosse
de 30 pessoas.
4. Proponha que pesquisem os preos locais dos
produtos citados e calculem novamente o
custo da feijoada para a turma de EJA.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P calculadora e balana.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Manjares da brasilidade
Resultados esperados:
a) Desenvolvimento do sistema de medidas de
massa.
b) Utilizao de noes de estimativa.
c) Realizao de operaes matemticas elementares.
d) Aplicao da propriedade fundamental das propores
e/ou regra de trs.
23
Te x t o
Objetivos
 Perceber que o mesmo prato tpico brasileiro
pode ser feito de forma mais sofisticada ou menos
sofisticada, dependendo do poder aquisitivo
da pessoa, sem perder o prazer da festa.
 Aplicar conhecimentos bsicos de matemtica
no clculo do custo de uma refeio.
Introduo
A feijoada, hoje, no  mais um prato somente
para a mesa do trabalhador brasileiro. Ela  considerada
um prato tpico do pas,  servida nos
mais diversos restaurantes e, especialmente, nos
lares brasileiros ela  motivo para festa, integrao
e  usada no sustento dos membros da
famlia. Como  sua receita de feijoada? Quanto
voc gasta com ela? O custo da primeira receita
do texto  razovel para uma refeio? Pode-se
dizer que existe a feijoada mais sofisticada e a
mais popular?
Dicas do professor: Se possvel fazer uma feijoada com
os alunos, comentando sobre os ingredientes utilizados,
ao mesmo tempo que realizam integrao entre os pares.
Levar uma balana para pesar os ingredientes.
Caderno do professor / Diversidades e Trabalho  95
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Expediente
Comit Gestor do Projeto
Timothy Denis Ireland (Secad  Diretor do Departamento da EJA)
Cludia Veloso Torres Guimares (Secad  Coordenadora Geral da EJA)
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Unitrabalho)  UNESP/Unitrabalho
Diogo Joel Demarco (Unitrabalho)
Coordenao do Projeto
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Coordenador Geral)
Diogo Joel Demarco (Coordenador Executivo)
Luna Kalil (Coordenadora de Produo)
Equipe de Apoio Tcnico
Adan Luca Parisi
Adriana Cristina Schwengber
Andreas Santos de Almeida
Jacqueline Brizida
Kelly Markovic
Solange de Oliveira
Equipe Pedaggica
Cleide Lourdes da Silva Arajo
Douglas Aparecido de Campos
Eunice Rittmeister
Francisco Jos Carvalho Mazzeu
Maria Aparecida Mello
Equipe de Consultores
Ana Maria Roman  SP
Antonia Terra de Calazans Fernandes  PUC-SP
Armando Lrio de Souza  UFPA  PA
Clia Regina Pereira do Nascimento  Unicamp  SP
Eloisa Helena Santos  UFMG  MG
Eugenio Maria de Frana Ramos  UNESP Rio Claro  SP
Giuliete Aymard Ramos Siqueira  SP
Lia Vargas Tiriba  UFF  RJ
Lucillo de Souza Junior  UFES  ES
Luiz Antnio Ferreira  PUC-SP
Maria Aparecida de Mello  UFSCar  SP
Maria Conceio Almeida Vasconcelos  UFS  SP
Maria Mrcia Murta  UNB  DF
Maria Nezilda Culti  UEM  PR
Ocsana Sonia Danylyk  UPF  RS
Osmar S Pontes Jnior  UFC  CE
Ricardo Alvarez  Fundao Santo Andr  SP
Rita de Cssia Pacheco Gonalves  UDESC  SC
Selva Guimares Fonseca  UFU  MG
Vera Cecilia Achatkin  PUC-SP
Equipe editorial
Preparao, edio e adaptao de texto:
Editora Pgina Viva
Reviso:
Ivana Alves Costa, Marilu Tassetto,
Mnica Rodrigues de Lima,
Sandra Regina de Souza e Solange Scattolini
Edio de arte, diagramao e projeto grfico:
A+ Desenho Grfico e Comunicao
Pesquisa iconogrfica e direitos autorais:
Companhia da Memria
Fotografias no creditadas:
iStockphoto.com
Apoio
Editora Casa Amarela
Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)
(Cmara Brasileira do Livro. SP, Brasil)
Diversidades e trabalho : caderno do professor /
[coordenao do projeto Francisco Jos Carvalho Mazzeu,
Diogo Joel Demarco, Luna Kalil]. -- So Paulo :
Unitrabalho-Fundao Interuniversitria de Estudos
e Pesquisas sobre o Trabalho ; Braslia, DF : Ministrio
da Educao. SECAD-Secretraria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade,2007, -- (Coleo Cadernos de EJA)
Vrios colaboradores.
Bibliografia.
ISBN 85-296-0068-1 (Unitrabalho)
ISBN 978-85-296-0068- 0 (Unitrabalho)
1. Atividades e exerccios (Ensino Fundamental)
2. Diversidade do trabalho 3. Livros-texto (Ensino Fundamental)
I. Mazzeu, Francisco Jos Carvalho. II. Demarco, Diogo Joel.
III. Kalil, Luna. IV. Srie.
07-0408 CDD-372.19
ndices para catlogo sistemtico:
1. Ensino integrado : Livros-texto :
Ensino fundamental 372.19
eja_expediente_Diversidades_2363.qxd 1/26/07 3:38 PM Page 96

